30 mil milhões em rendas excessivas

No fórum geral debatem-se temas sobre as energias renováveis e alternativeis que não se encaixem nos restantes sub fóruns.
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pedrosilva
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30 mil milhões em rendas excessivas

Mensagem por pedrosilva » quarta mai 15, 2019 2:56 pm

https://www.dn.pt/dinheiro/interior/por ... 00225.html

Apesar de notar-se ao longo do artigo uma tentativa de inocular os privados beneficiários das rendas excessivas a principal conclusão não foge à verdade:
O relatório fala mesmo de uma "profunda promiscuidade e subordinação do poder político ao poder económico" ao longo dos anos, evidenciada na comissão de inquérito, que resultaram em prejuízos para o Estado e os consumidores.
Vir dizer que as rendas excessivas são apenas uma operação de desorçamentação é tentar escamotear os beneficiários destas rendas: EDP, REN e empresas que ganharam "concursos" nas renováveis que até têm dupla subsidiação, já os pequenos particulares mal podem instalar uns painéis solares sem terem que pagar taxas e oferecer energia à rede. Assim se tratam as renováveis em Portugal à vontade dos políticos e EDP.

Dizer que o Estado é culpado de não querer deixar aumentar o preço da electricidade quando a EDP veio ameaçar aumentos ridículos por motivos não relacionados com a realidade do grupo gerador (quando o petróleo subiu acima dos 100USD) e por isso desfazaram no tempo (aceitando o aumento injusto) o aumento dessas tarifas, é ser cínico no mínimo para não dizer criminoso/fraudulento.

edit, e a pior parte parece que ficou de fora:
"O tema das barragens da EDP é um dos mais polémicos quando se fala nas “rendas da energia” e um dos que mais horas consumiu nas dezenas de audições da comissão de inquérito aos pagamentos aos produtores de electricidade, mas vai acabar por ficar de fora do relatório final da comissão, que está a ser votado esta quarta-feira na Assembleia da República"

"O prolongamento do prazo das barragens à EDP sem a realização de um concurso público, assim como a licença sem prazo atribuída à central eléctrica de Sines em 2007 (sem o pagamento de uma contrapartida ao Estado) são, segundo o deputado do Bloco de Esquerda, duas das “principais vantagens” que o regime dos custos para a manutenção do equilíbrio contratual (CMEC) veio conferir à EDP."
https://www.publico.pt/2019/05/15/econo ... ia-1872805


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