Radioactividade em Fukushima

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bcarmona
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Radioactividade em Fukushima

Mensagem por bcarmona » segunda ago 01, 2011 8:34 am

Se existe conceito que tem tanto de desconhecido como de repugnante para a maioria das pessoas é a radioactividade. Entende-se este temor pelo facto ser algo intangível ou observável a olho nu. Não seria tão assustador se fosse mais facilmente entendível ou com "rosto" conhecido. O tema radioactividade, no entanto, raramente aparece sozinho. Quando esta é mencionada vêm normalmente associadas energia nuclear ou bomba atómica, não se fazendo muitas vezes a distinção entre elas. A principal razão para esta diabolização da energia nuclear que ocorre nas sociedades é o bombardeamento, ao longo de muito anos, de ideias desonestas sobre radioactividade decorrente de acidentes em centrais nucleares. Ideias veiculadas por grupos ambientalistas e/ou de extrema-esquerda que nunca saíram do período da guerra fria ou que querem prevenir a todo o custo o desenvolvimento económico e social das nações. Para muitas pessoas, certamente a maioria dos portugueses, a radioactividade é a razão pela qual recusam determinantemente admitir a fissão nuclear como solução para produção de electricidade.

A unidade de medição de radioactividade é o Sievert (Sv) e esta, pasme-se, está por toda a parte. Nós estamos constantemente em ambientes com maior ou menor nível de radiação. Este quadro recorre a muitas fontes para catalogar e comparar eficazmente os níveis de radioactividade em diversas situações ou actividades humanas. Repare-se como comer uma banana nos expõe a 1 microSv ou fazer uma radiografia a um dente pode fazer com que o nosso corpo absorva mais 5 microSv. Para a maioria das pessoas, para além da radiação de fundo natural que absorvem por simplesmente estarem no planeta Terra (cerca de 85% do total), as sobrexposições a radiação mais comuns acontecem quando fazem um raio-x num hospital ou voam de avião. Existem profissionais que, pela natureza das actividades, estão mais sujeitos a absorver radiação, caso de pilotos de avião ou mineiros.

Outros profissionais que podem estar sujeitos a doses de radiação acima da média são os funcionários de centrais nucleares pelo que este sector tem regras de conduta muito apertadas para garantia da sua saúde. Um trabalhador de uma central nuclear é obrigado a transportar constantemente consigo um medidor cumulativo de radioactividade ou a vestir equipamento apropriado de inibição de absorção de radiação para trabalhar. Sempre que abandona o posto de trabalho, tem de passar por um medidor de radiação. Se a acusar no corpo tem de tomar tantos duches quanto forem necessários para não contaminar nada no exterior da central.

Ficou a saber-se recentemente que em Abril as autoridades japonesas estimaram que 1600 trabalhadores do complexo de 6 reactores nucleares em Fukushima Daiicho possam ter estado expostos a elevadas doses de radiação. Por elevadas doses de radiação entende-se um valor anualizado de 50 mSv (1 mSv = 1.000 microSv) que se equipara a fazer 2.500 raios-X ao peito ou 1.200 voos Lisboa-Rio de Janeiro. Este valor é reconhecido internacionalmente e é o limite imposto em vários países a trabalhadores em centrais nucleares, nomeadamente nos EUA. No Japão esta classe profissional está limitada a 100 mSv/ano que é considerada a fronteira de exposição a partir da qual pode haver aumento de risco de cancro. Em situações excepcionais, como foi o acidente que ocorreu em Fukushima Daiichi, o limite máximo permitido é de 250 mSv/ano, ou cinco vezes o limite internacional. De acordo com o artigo da TIME menos de 420 trabalhadores estiveram sujeitos a radiação acumulada superior a 50 mSv/ano e em apenas seis os medidores individuais mediram têm um registo superior a 250 mSv/ano.Um valor elevado mas que ainda assim fica aquem dos 1.000 mSv considerados o mínimo a partir do qual é possível ter sintomas agudos por elevada exposição a radioactividade. O valor fatal é de uma ordem de grandeza superior, entre 8.000 e 10.000 mSv ou 10Sv. Não houve por isso, até agora, registo de mortes agudas como consequência da radioactividade. Dois trabalhadores morreram vítimas do tsunami e, mais recentemente, um terceiro trabalhador faleceu subitamente no seu segundo dia de trabalho na central. É muito pouco provável que, numa altura em que os níveis de radioactividade estão bastante mais baixos e estáveis, venha a falecer alguém em consequência directa de radiação absorvida. Poderá ocorrer um ligeiro acréscimo de incidência de cancro na meia dúzia de operários mais expostos. Essa evidência será, no entanto, difícil de estabelecer. Em Chernobyl que teve níveis de radioactivade muito mais elevados e mobilizou muito mais pessoas para neutralizar o reactor explodido não houve um aumento mensurável de casos de cancro atribuível ao acidente.

Neste momento o valor médio de radiação natural medido na cidade de Fukushima (a cerca de 50 km da central de Fukushima Daiicho) é de 1,26 microSv/hora o que equivale a 11 mSv num ano, como se pode verificar aqui. Este valor é cerca de quatro vezes mais elevado que a média mundial de 2,5 mSv/ano. Em Portugal estamos expostos a uma radioactividade natural média de 4 a 5 mSv/ano com certas zonas a atingirem 10 mSv/ano. Na Europa existem locais que atingem os 50 mSv/ano e o local que regista maiores medições é Ramsar no Irão com 260 mSv/ano. Daqui se afere que viver em Fukushima neste momento não é mais perigoso para a saúde do que em algumas zonas de Portugal e da Europa.

Existem pessoas cujos hábitos ou profissões as colocam em situações mais susceptíveis de apanhar radiação. Um tripulante de companhia aérea sofre uma sobrexposição de 9 mSv/ano o que permite concluir que uma hospedeira que viva em Portugal vai absorver mais radiação nos próximos doze meses do que o típico habitante vizinho da zona de exclusão da central nuclear japonesa.

Já se sabe que fumar é mau para a saúde. Em termos de radiação fumar 30 cigarros diariamente traduz-se em cerca de 16000 mrem/ano ou 160 mSv/ano. Estes valores permitem concluir que um fumador português vai estar sujeito a maiores doses de radiação em 2011 do que o operário médio da central de Fukushima Daiichi. E ainda que para o fumador a exposição seja mais equitativamente distribuída no ano os efeitos da radiação são cumulativas pelo que os efeitos na saúde serão semelhantes.

Apesar do destaque que o acidente na central nuclear de Fukushima tem tido na imprensa mundial apenas duas das 25.000 vítimas do tremor de terra e tsunami que atingiu a costa leste japonesa a 11 de Março ocorreram dentro das instalações. Apesar de todos os fantasmas e de todas as bandeiras que apareceram nos últimos meses, o maior impacto que este acidente teve até agora na sociedade japonesa foi na vida dos milhares de desalojados que viviam na zona de exclusão de 20 km em redor do complexo.

Imagino alguém perguntar, então e os trabalhadores da central expostos a elevadas doses de radioactividade? Como disse atrás, pode acontecer, mas não é inevitável, verificar-se um pequeno aumento de casos de cancro nos 6 ou 10 funcionários mais expostos.

O complexo da central de Fukushima Daiichi com seis reactores nucleares de segunda geração é dos mais antigos do Japão com tecnologia e construção dos anos 70 do anterior século. E foi atingido por um tsunami de 14 metros de altura, o maior que o Japão sofreu na sua história moderna. Se os reactores fossem da actual terceira geração como o EPR da Areva ou o AP1000 da Westinghouse que tem quatro sistemas independentes de arrefecimento o acidente nunca teria ocorrido. Se a central fosse construída hoje teria meios de resistir ao tsunami. A história humana é marcada por falhas e desastres que servem de guia para futuros desenvolvimentos. É assim a tecnologia humana e a energia nuclear não foge à regra.

Mas que alternativa tem o Japão? Energia renováveis? O conjunto de ilhas do Japão é uma ilha eléctrica ao contrário da Dinamarca. O Japão não tem recursos hídricos para armazenar energia eólica em grande escala como é o caso da Austrália. Por estas razões as centrais nucleares japonesas só podem dar lugar a centrais termoeléctricas tal como se comprova nesta notícia. Ao contrário das centrais nucleares, as centrais temoeléctricas emitem indiscriminadamente para a atmosfera gases nocivos para a saúde pública. E também radiação no caso de se usar carvão como combustível. Uma central a carvão em operação produz três vezes mais (0,3 microSv) de radiação do que uma central nuclear (0,9 microSv). Seguramente, o mais prolongado e violento impacto que Fukushima poderá ter na saúde do povo japonês é se ele conduzir ao fim da energia nuclear no país.

http://luzligada.blogspot.com/2011/07/r ... shima.html


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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por Master » segunda ago 01, 2011 8:55 am

Grande testamento pá...
Eu sinceramente acho que tudo que passe das 15 linhas é demais, tens que resumir.
Não consegui ler, perdi a vontade a meio.
Dos Fracos Não Reza a História...


Volt
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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por Volt » segunda ago 01, 2011 10:14 am

Também se pode perder a vontade assim que se apanha uma ou outra mentira... Mas, eu falo por mim. :-).
202.020,2 KM a bombar faísca!
Arranjei uma fêmea que não dá à luz mas consome-a

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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por sergiomms » segunda ago 01, 2011 10:31 am

Eu tb não li tudo.

Tenho informação que a os sintomas clínicos de doença por radiação começam a partir dos 150mSv e não o 1000 mSv (ou 1Sv) como indicas.
Aqui em Almada (e em Portugal, uma vez que o sensor é de Portalegre) na ultima medição (a 4 de julho) foi medido aprox. 156 nSv/h (nanoSievert/hora), hoje em Paris estão 50 nSv/h e em Madrid 200 nSv/h a 5 de Julho.

Ou seja, mesmo sem centrais nucleares, somos dos países que tem mais radioactividade....

bcarmona Escreveu:Se existe conceito que tem tanto de desconhecido como de repugnante para a maioria das pessoas é a radioactividade. Entende-se este temor pelo facto ser algo intangível ou observável a olho nu. Não seria tão assustador se fosse mais facilmente entendível ou com "rosto" conhecido. O tema radioactividade, no entanto, raramente aparece sozinho. Quando esta é mencionada vêm normalmente associadas energia nuclear ou bomba atómica, não se fazendo muitas vezes a distinção entre elas. A principal razão para esta diabolização da energia nuclear que ocorre nas sociedades é o bombardeamento, ao longo de muito anos, de ideias desonestas sobre radioactividade decorrente de acidentes em centrais nucleares. Ideias veiculadas por grupos ambientalistas e/ou de extrema-esquerda que nunca saíram do período da guerra fria ou que querem prevenir a todo o custo o desenvolvimento económico e social das nações. Para muitas pessoas, certamente a maioria dos portugueses, a radioactividade é a razão pela qual recusam determinantemente admitir a fissão nuclear como solução para produção de electricidade.

...
bcarmona Escreveu:Outros profissionais que podem estar sujeitos a doses de radiação acima da média são os funcionários de centrais nucleares pelo que este sector tem regras de conduta muito apertadas para garantia da sua saúde. Um trabalhador de uma central nuclear é obrigado a transportar constantemente consigo um medidor cumulativo de radioactividade ou a vestir equipamento apropriado de inibição de absorção de radiação para trabalhar. Sempre que abandona o posto de trabalho, tem de passar por um medidor de radiação. Se a acusar no corpo tem de tomar tantos duches quanto forem necessários para não contaminar nada no exterior da central.


Então em que é que ficamos?
São grupos ambientalistas com a mania da perseguição, ou a radioatividade pode mesmo contaminar fora das centrais?
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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por BondadeSua » segunda ago 01, 2011 3:55 pm

...."não houve um aumento mensurável de casos de cancro atribuível ao acidente."

O meu amorzinho insolente :x :x :x ... leva a mona para outro lado, e deixa-nos a "carola" em paz. Já sabemos há muito que queres vender-nos o DEMÓNIO!
Experimenta ser voluntário no IPO, e vais perceber de que te temos estado a falar.
E de "bandalhos", fica sabendo que já temos a nossa quota parte bem "suprida", e completamente esgotada pelos POLITICOS deste País. Ainda tem gente com vergonha na cara, para pedir ajuda a arcanjo S. Gabriel, ou à espada de S. Jorge, não duvides.

Tem dó destes ignorantes e vai "tocar tangos pra tua rua".

Que o DEMÓNIO te ajude, tal como nos tem ajudado a nós!


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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por BondadeSua » segunda ago 01, 2011 4:01 pm

sergiomms Escreveu:Eu tb não li tudo.

Tenho informação que a os sintomas clínicos de doença por radiação começam a partir dos 150mSv e não o 1000 mSv (ou 1Sv) como indicas............


Sergio
Quase tudo o que aquela figura negra nos diz, só nos cai em cima, muito tempo depois. Muitos dos ditos, até só aparecem na descendência!
Estamos a perder tempo com o DEMÓNIO!
Saúde.... aos HOMENS de boa vontade!

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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por jmal » segunda ago 01, 2011 6:03 pm

Eu perdi a vontade de ler quando dei com isto.


Se existe conceito que tem tanto de desconhecido como de repugnante para a maioria das pessoas é a radioactividade.


Olha, afinal é logo a primeira frase :lol: :lol: :lol: , então se é desconhecido, primeiro à que conhecer, dar a conhecer e informar, coisa que não tem sido feita, e mesmo numa super-potência como o Japão todos sabemos que existem informações que não batem certo, ou então os jornalistas não são credíveis. Se têm algo a esconder, então quer dizer que.................. e será lógico dizer que assim mais medo as pessoas vão ter, apenas o Hélio aqui de Caldas se safa, porque a ele o medo não lhe assiste ..... :lol: :lol: :lol: :lol:
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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por Ferra » segunda ago 01, 2011 11:48 pm

Apenas faço referencia a estes posts do mauri que dão para pensar um pouco! (quem quiser!)

Primeiro-ministro japonês critica regulador nuclear
31 de julho de 2011

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, criticou a agência de segurança nuclear do país por ter agido como uma promotora, em vez de uma reguladora, deste tipo de recurso. Em um fórum de energia, Kan afirmou que a Agência de Segurança Nuclear e Industrial tentou manipular a opinião pública na cidade para promover a energia nuclear.

Kan disse que o escândalo que sucedeu o terremoto e o tsunami de março, quando o complexo de Fukushima Dai-ichi sofreu danos severos, revelou o cômodo relacionamento entre a agência reguladora e a indústria, o que precisa ser corrigido. A opinião pública sobre a energia nuclear mudou bastante no Japão, desde os desastres de 11 de março. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) também criticou o sombrio sistema de regulação nuclear japonês.

Pesquisa secreta

O jornal japonês Asahi Shimbun publicou hoje reportagem afirmando que o ministério de relações exteriores do Japão realizou em 1984 um estudo sobre possíveis cenários para um ataque às usinas nucleares do país. O Asahi observou que o governo não divulgou o estudo quando foi concluído, pois temia alimentar um sentimento antinuclear.

Em relatório de 63 páginas resumindo os resultados do estudo, o ministério concluiu que o Japão perderia toda a energia se seus reatores nucleares e seus vasos de contenção fossem destruídos em um eventual ataque. As emissões de radiação resultantes poderiam matar 18 mil pessoas, segundo o estudo.

O Asahi não menciona se o cenário partiu do princípio de que apenas um reator seria atacado ou se trabalhou com a possibilidade de mais unidades serem prejudicadas. Tampouco revelou como obteve o relatório ou quais são suas fontes. O estudo teria sido realizado depois que Israel atacou a usina nuclear do Iraque, em 1981. Este foi o primeiro levantamento do tipo a ser revelado.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 2447,0.htm



Primeiro-ministro japonês insiste na saída do nuclear
01.08.2011

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, insistiu ontem na redução da dependência da energia nuclear no país, defendendo o abandono desta fonte energética mais de quatro meses depois do acidente na central de Fukushima.


Naoto Kan falava numa conferência sobre energia em Chino

“Não podemos aceitar um risco capaz de destruir a Terra, mesmo que tivesse uma hipótese num milhão”, disse Kan numa conferência sobre energia em Chino, na província de Nagano, citado pela agência de notícias Kyodo.

O sismo de magnitude 9 na escala de Richter e o tsunami que se seguiu, a 11 de Março, danificaram a central nuclear de Fukushima e fizeram com que Naoto Kan mudasse de opinião sobre o nuclear, reconhecendo que os riscos ultrapassam os benefícios, disse ainda.

“As energias renováveis vão levar a uma nova revolução industrial no Japão” e estas fontes de energia serão capazes de satisfazer as necessidades energéticas do país, acrescentou.
As declarações do primeiro-ministro surgiram depois de, na sexta-feira, um painel governamental de especialistas em energia e Ambiente ter definido uma estratégia para reduzir a dependência do nuclear no Japão.

Ontem, cerca de 1700 pessoas reuniram-se na cidade de Fukushima, no Nordeste do Japão, para exigir o fim da energia nuclear. "Desmantelem todas as centrais nucleares" era uma das frases ouvidas no protesto, a 50 quilómetros da central danificada. A acção foi da responsabilidade da organização japonesa contra as bombas atómicas e de hidrogénio.

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx ... cosfera%29
Só sei que nada sei. Mas estou a aprender! :-)

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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por BondadeSua » terça ago 02, 2011 10:40 am

Saudações verdes

Muito oportuna a intervenção do Ferra.
Lembram-se do tópico?
"Nuclear - Crimes contra a Humanidade"
É o que vai acontecer inevitavelmente, se um acidente com esta dimensão ocorrer dentro de uma ou duas décadas.
Já deixamos ir longe demais a "inteligência", dalguns humanos.
Mas mesmo sem esse cenário de catástrofe terrivel, pensem na sequência de "catástrofes menores" que o planeta tem produzido. Será que o preço que já estamos a pagar, é compensado pela poupança do que deveríamos ter feito à 3 décadas e não fizemos? E, "aquilo", que só agora alguns aceitam, como "luz ao fundo do túnel", virá a tempo de reverter a tendência de autodestruição?
Penso que já vamos tarde. Quero muito estar enganado!

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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por mauri » terça ago 02, 2011 12:27 pm

Fukushima: detectado nível recorde de radioactividade
02/08/2011

A Tepco, Companhia Eléctrica de Tóquio, detectou na central nuclear de Fukushima o nível mais elevado de radioactividade desde 11 de Março, dia em que o Japão foi atingido por um sismo de magnitude 8,9 e um tsunami que arrasou a costa leste do país.

De acordo com o El Mundo, foram detectados 10 mil MiliSieverts de radioactividade nos tubos que ligam os reactores um e dois. Qualquer trabalhador sujeito a este nível de radiação morreria num prazo de uma a duas semanas, mas, segundo a Tepco, os seus funcionários não estiveram sujeitos a mais de quatro MiliSieverts.

O acesso à área onde se situam os tubos foi restringido. Estes são utilizados para ventilar o interior do reactor um, onde há substâncias tóxicas resultantes do segundo pior acidente nuclear de sempre.

http://novaenergia.net/forum/viewtopic.php?f=74&t=14136&start=400
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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por mauri » terça ago 02, 2011 11:04 pm

Agora venham defender o nuclear
2 de Agosto de 2011 | 17:03

Radiação em Fukushima atingiu níveis «mortais» na 2ª-feira

Os valores de radiação da central nuclear de Fukushima, no Japão, atingiram segunda-feira os níveis mais elevados de sempre, bastando 60 minutos de exposição para matar uma pessoa.

http://novaenergia.net/forum/viewtopic.php?f=74&t=14136&start=400
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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por bcarmona » terça ago 09, 2011 11:08 pm

Aos poucos a província de Fukushima vai regressando à normalidade. As autoridades japonesas vão, dentro de pouco tempo, e a menos que medições constantes de radiação desaconselhem, permitir que os antigos residentes num raio de 3km da acidentada central de Fukushima-Daiicho visitem as suas propriedades. Também vão ser aligeirados os requisitos de preparação para evacuação a quem morar nas zonas de exclusão de 20 e 30km.

Como já mostrei aqui, a radioactividade na cidade de Fukushima, que dista 50km da central, tem níveis não muito diferentes de Lisboa. A maior alteração na economia da zona tem sido consequência na zona devido ao desastre nuclear têm sido os entraves à comercialização de produtos agrícolas. A percentagem dos que ficam acima dos valores máximos de radiação permitidos são poucos, no entanto, faltam máquinas medidoras de radiação o que obriga a grandes demoras entre os agricultores para poderem certificar os seus produtos.

Para o país as consequências económicas podem ser bem mais graves. De acordo com o Institute o Energy Economics of Japan (IEEJ) se as centrais nucleares japonesas paradas depois de 11 de Março não arrancarem até Setembro irão provocar em 2012 uma recessão com a consequência de uma perda de 5,6% no PIB nacional.

Alheio a isto tudo o Primeiro Ministro japonês, Naoto Kan, preferiu, num acto da mais pura demagogia, invocar a energia nuclear durante as comemorações dos 66 anos da bomba de Hiroshima.

http://luzligada.blogspot.com/2011/08/f ... idade.html

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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por mauri » terça ago 09, 2011 11:23 pm

bcarmona Escreveu:Aos poucos a província de Fukushima vai regressando à normalidade. As autoridades japonesas vão, dentro de pouco tempo, e a menos que medições constantes de radiação desaconselhem, permitir que os antigos residentes num raio de 3km da acidentada central de Fukushima-Daiicho visitem as suas propriedades. Também vão ser aligeirados os requisitos de preparação para evacuação a quem morar nas zonas de exclusão de 20 e 30km.
http://luzligada.blogspot.com/2011/08/f ... idade.html

Mas que mentira é essa?
Onde viste isso escrito?
Onde está o link dessa notícia?
Quer dizer que desde o dia 2 de Agosto que ficou tudo normalizado?

Radiação em Fukushima atingiu níveis «mortais» na 2ª-feira

Os valores de radiação da central nuclear de Fukushima, no Japão, atingiram segunda-feira os níveis mais elevados de sempre, bastando 60 minutos de exposição para matar uma pessoa.

Ler o conteúdo todo:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1941755&seccao=%EF%BF%BDsia&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DN-Globo+%28DN+-+Globo%29

Nesse mesmo dia foi
Japão: Proibida venda de carne em quarta região
2 de Agosto de 2011


Isto foi escrito a 3 de Agosto:

Ontem foram medidos níveis de 10 sieverts por hora, nas proximidades dos resíduos acumulados entre os edifícios dos reactores 1 e 2, segundo a Tepco (Tokyo Electric Power Company). Segundo o Ministério japonês da Ciência, se um ser humano receber uma dose de 10 sieverts, poderá morrer no espaço de uma ou duas semanas, lembra a estação de televisão japonesa NHK. Por isso, a Tepco proibiu o acesso ao local e à área envolvente.


http://novaenergia.net/forum/viewtopic.php?f=74&p=165666#p165666

Quer dizer que estás à espera que essa radiação se espalhe pelo mundo todo?

Não ao Nuclear, já!
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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por gryphus » terça ago 09, 2011 11:27 pm

Eu acho que já descobri o problema do nosso amigo... ele tem medo do escuro... desde criança que dorme com a "luz ligada" e tem medo que o preço da electricidade suba para valores em que seja obrigado a (finalmente) apagar a luz durante a noite (e ser atacado pela fada dos dentes de Darkness Falls)...
Bem, a não ser que também seja contra essas modernices que se designam por Light Emission Diodes, pode continuar a prorrogar o medo de infância sem ser necessária a construção de uma central nuclear em Portugal...
"A certeza absoluta é um privilégio de mentes não educadas e dos fanáticos".


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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por bcarmona » terça ago 09, 2011 11:41 pm

Mauri,

As radiações mortais foram medidas numa conduta dentro da central. É uma zona proibida onde NINGUÉM pode ir. Nem mesmo os funcionários da central.

A autorização que noticiei diz respeito às casas num raio de 3 km da central que as pessoas podem visitar. Obviamente não é uma autorização para entrar na central, entendes a diferença?

Espero que tenhas ficado esclarecido.

O texto com imagens e links está no meu blog.

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mauri
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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por mauri » terça ago 09, 2011 11:51 pm

bcarmona Escreveu:Mauri,

As radiações mortais foram medidas numa conduta dentro da central. É uma zona proibida onde NINGUÉM pode ir. Nem mesmo os funcionários da central.

A autorização que noticiei diz respeito às casas num raio de 3 km da central que as pessoas podem visitar. Obviamente não é uma autorização para entrar na central, entendes a diferença?

Espero que tenhas ficado esclarecido.

O texto com imagens e links está no meu blog.


Não são as notícias oficiais. Não são as notícias que temos.

Deve deixar os links das notícias e não do blog (os usuários do fórum não são obrigados a irem ao seu blog).
Se deixar notícias sem os links das notícias, as mesmas serão moderadas.
Qualquer dúvida esclarecer por mp.
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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por mauri » quarta ago 10, 2011 11:05 am

As notícias de hoje diz que:
A área de exclusão de 20 quilômetros a partir da usina continua em vigor e proíbe a circulação tanto de moradores quanto de todas as pessoas não autorizadas. O abrandamento da restrição para as áreas a partir de 20 quilômetros permitirá que 25 mil moradores voltem à região em cerca de um mês.

Os funcionários esclareceram que algumas áreas de exclusão continuam em vigor a partir dos 20 quilômetros, por causa de altos níveis de radiação que foram detectados. Nas últimas semanas, funcionários da Tokyo Electric Power Co. (Tepco), a empresa que opera a usina, e do governo, disseram que os reatores foram estabilizados e que a quantidade de radiação agora liberada é mínima.


...
Também nesta terça-feira, o governo japonês disse que considera permitir aos moradores de áreas a até 3 quilômetros da usina que façam sua primeira e breve visita às suas moradias para retirar objetos. Essa visita, contudo, poderá acontecer apenas no final de agosto.


Muito diferente da notícia anteriormente dada aqui no tópico.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,cerca-de-25-mil-japones-retornarao-a-arredores-de-fukushima,756146,0.htm
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mauri
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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por mauri » sexta ago 24, 2012 8:53 pm

Peixe de Fukushima tem 380 vezes mais radiação que limite
23/08/2012


Tepco detectou um pescado de rocha com 38 mil becquerel de césio radioativo por quilo, o maior índice de contaminação informado até o momento


A Tepco, operadora da central de Fukushima, epicentro da crise nuclear no Japão, detectou peixes com um nível de césio radioativo até 380 vezes maior que o limite permitido para consumo, informou nesta quarta-feira a cadeia "NHK". A empresa detectou um pescado de rocha com 38 mil becquerel de césio radioativo por quilo, o maior índice de contaminação informado até o momento.

A amostra foi recolhida em 1º de agosto em águas de Minamisoma, cidade que se encontra a 25 quilômetros da usina nuclear. A Tepco detalhou que também encontrou índices superiores aos permitidos em outras nove amostras de peixes e mariscos, detalhou a "NHK".

O anúncio acontece dois meses depois da retomada parcial da atividade pesqueira na província de Fukushima e de diversas cooperativas terem recomeçado suas vendas a supermercados. Além disso, no início de agosto o polvo de Fukushima voltou a ser cotado no maior mercado de pescados do mundo, o de Tsukiji, em Tóquio, depois que os pescadores desta província do nordeste japonês comprovaram que o produto é seguro.

Após detectar o pescado contaminado, a Tepco assegurou que continuará as análises na região até o fim de setembro, com especial atenção às espécies de rocha, ao marisco e à areia do fundo do mar. O acidente na usina de Fukushima, o pior desde o de Chernobyl, mantém deslocadas mais de 52 mil pessoas e afetou gravemente agricultura, pecuária e pesca locais.

http://www.ipcdigital.com/br/Noticias/Japao/Peixe-de-Fukushima-tem-380-vezes-mais-radiacao-que-limite_23082012
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sergiomms
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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por sergiomms » quarta out 21, 2015 9:27 pm

O Japão reconheceu pela primeira vez que um caso de cancro foi provocado pelas radiações da central de Fukushima.

Foi em Março de 2011 que o tsunami no nordeste do Japão provocou a morte de mais de 18 mil pessoas e causou o acidente na central nuclear de Fukushima.

Há mais casos de cancro entre os trabalhadores da central nuclear, mas as entidades oficiais nunca tinham até agora reconhecido que o cancro era causado pela radioatividade.

aqui: http://www.rtp.pt/noticias/mundo/radioa ... ro_v867573
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Re: Radioactividade em Fukushima

Mensagem por visitante1 » quarta out 21, 2015 10:02 pm

Essas coisa custam a engolir, tanto a quem passa por elas como quem as provoca!
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