Net Metering

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Re: Net Metering

Mensagem por visitante1 » terça mai 19, 2015 10:34 pm

Este está a ficar senil, ou será mesmo o dinheiro que fala mais alto!!!!!!!!

Warren Buffett se contradiz ao falar sobre energia limpa - InfoMoney
Veja mais em:
http://www.infomoney.com.br/bloomberg/m ... rgia-limpa
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Re: Net Metering

Mensagem por OzPT » sábado jun 13, 2015 8:03 pm

Município de Olhão participa em projeto inovador para o estudo do sistema de compensação de energia elétrica denominado PV-NET Metering

http://www.ambientemagazine.com/site/ne ... news=19257


sfas
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Re: Net Metering

Mensagem por sfas » terça jun 23, 2015 10:34 pm

OzPT Escreveu:Município de Olhão participa em projeto inovador para o estudo do sistema de compensação de energia elétrica denominado PV-NET Metering

http://www.ambientemagazine.com/site/ne ... news=19257
Viva!

Será que isto vai avante? Esperemos que sim. E no resto do país, claro.


Cumprimentos.


mcarneiro
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Re: Net Metering

Mensagem por mcarneiro » quarta jun 24, 2015 9:25 am

boas,

o estado Portugues não está interessado nisso ,simplesmente não vai acontecer, já tinha sido falado para esta nova lei que está em vigor agora, a resposta do estado é não.


pedrosilva
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Re: Net Metering

Mensagem por pedrosilva » quarta jun 24, 2015 3:31 pm

O Estado, como quem diz os interesses que estão a ser beneficiados pelo actual regime energético... EDP, REN, empresas a explorar contratos nas renováveis eólicas e centrais em standby pagas a peso de ouro como backup às eólicas.
Agora o Estado, povo e empresas nacionais, têm todo o interesse no net metering.


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Re: Net Metering

Mensagem por mcarneiro » sexta jun 26, 2015 9:09 am

pedrosilva Escreveu:O Estado, como quem diz os interesses que estão a ser beneficiados pelo actual regime energético... EDP, REN, empresas a explorar contratos nas renováveis eólicas e centrais em standby pagas a peso de ouro como backup às eólicas.
Agora o Estado, povo e empresas nacionais, têm todo o interesse no net metering.
O estado não tem interesse nenhum , porque não pode cobrar os escandalosos 23% de iva, os operadores também não estão muito interessados , só mesmo o povo e as empresas é que estão interessados, quanto as centrais a gás e a carvão para backup têm sempre que existir com a percentagem de renovaveis que temos na nossa rede ,senão corremos o risco de ficar as escuras, o que está mal é que parte dessas centrais, estejam entregues a Empresas como a Endesa que em nada contribui para a rede nacional ,´é paga apenas para não produzir a maior parte do tempo, damos a carne do lombo aos espanhois , o lucro garantido , os outros que têm que gerir a rede e investir nela, ficam com os ossos.


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Re: Net Metering

Mensagem por pedrosilva » sábado jun 27, 2015 1:01 pm

As centrais de backup não têm nada de mal em si e são necessárias não só para colmatar períodos em que as renováveis estão a render menos como também para períodos de pico inesperados e também permitem o crescimento sustentado do consumo de energia caso fosse necessário. O problema tal como nas eólicas é a forma como os contratos estão feitos e as rentabilidades obscenas, um pouco como nas PPP's das auto-estradas. Se o tráfego estiver abaixo do estudo que justificou aquele investimento então o Estado (todos nós) compensa o operador pela falta de receita, ou seja, para os idiotas dos políticos que gostam muito de regurgitar as palavras "utilizador-pagador" o contribuinte paga mas não usa é mais "pagador-não utilizador-pagador-pagador". Mesmo que alguns deles tenham férias pagas com tudo incluído em Évora, continuam a prejudicar muito mais o país do que nas centenas de milhões de euros que recebem por fazer este tipo de contratos.
Há muita gente a atacar as renováveis "porque são caras", mas neste momento o que é caro não são as renováveis são os contratos que o Estado faz a beneficiar grandes grupos prejudicando indirectamente todos os outros (que pagam os seus impostos e electricidade mais cara da europa) e agora vem prejudicá-los directamente limitando e taxando as instalações PV no ponto de consumo. E já estão a lançar a escada a mais taxas e impostos. Nos esclarecimentos já afirmaram que quando o PV superar 1% do SEN as novas instalações têm que pagar mais taxas e impostos... estamos a andar para trás para continuar a favorecer os grandes grupos (sejam eles nacionais detidos por chineses e com residência fiscal na Holanda ou estrangeiros propriedade de espanhóis, o dinheiro não tem nação) e amigos dos políticos e os partidos políticos - não estamos a favorecer o Estado que no fim somos todos nós e o bem comum/interesse público.

Este país assim vai solidificando o seu lugar na cauda da Europa.

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rocker_pt
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Re: Net Metering

Mensagem por rocker_pt » sábado mar 17, 2018 7:30 pm

jmal Escreveu:Eu assino, e arranjo assinaturas, mas digo já que essa empresa é algo acima de tudo, só para exemplo, foram condenados a devolver aos clientes o que cobraram a mais devido a atrasos nos relógios do bi-horario, e gozam com os clientes, eu sou um deles, ando à quase um ano para ver uns miseros euros da diferença, e chamo gozo porque levam meses a responder, e quando respondem sem sentido, enfim para esquecer.
Infelizmente este topico ficou no esquecimento
Resultará uma petição?
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Re: Net Metering

Mensagem por Quintas2 » domingo mar 18, 2018 11:44 am

Este tópico é antigo e é a primeira vez que o estou a ler. Fora as opiniões pessoais e subjetivas de cada um, há neste tópico algumas ideias menos corretas sobre as formas de net metering. Eis uma obra interessante: https://run.unl.pt/bitstream/10362/1382 ... s_2014.pdf

Desconfio que este país implemente algum sistema de net metering sério e isento. Interessa ao Estado, ao qual todos pertencemos. Não interessa é às "elétricas" e a alguns políticos.

Mas, de facto, as coisas não são tão simples. Temos que perceber que a injeção desenfreada de excessos de produção na rede pode levantar problemas na sua gestão e que todos temos que suportar os custos de manter a rede operacional e de, à noite ou quando estão dias escuros, mantermos a possibilidade de ligar o interruptor e ter alguém por trás a garantir que a luz acende. Assim, tem que haver algum tipo de limitação e regulação. Se todos estaríamos disponíveis para pagar por baterias para nossa casa, se elas fossem mais baratas, então não devemos querer uma bateria grátis. E, no net metering, é isso que a rede é, uma bateria virtual. Temos que pagar alguma coisa para mantê-la, se a queremos usar. Ou, tendo em conta que também há muitos benefícios económicos e ambientais transversais, aceitar algum tipo de limitação na utilização dessa bateria virtual. Por mais volta que demos, tudo o que é grátis é abusado.

A lei do Autoconsumo, de 2014, com todas as falhas, já foi um passo adiante. Mas pode e deve melhorar.

O envolvimento de uma ou mais associações ambientalistas mais conhecidas e até de algum partido político facilitaria as coisas. Um partido político tem mais riscos em ferir susceptibilidades ou por aproveitamento político. Mas, eu até embarcaria numa proposta séria apoiada por qualquer partido político.

Há aí alguém que tenha contactos e consiga que uma proposta destas seja apadrinhada por uma associação ou partido político que possa apresentar uma iniciativa parlamentar nesse sentido?

Se não há, então talvez seja melhor pensar só numa associação ambientalista. Qualquer que seja a hipótese, podemos ser nós próprios a contactá-los e expor-lhes a ideia. Mas acho que deve ser uma proposta do fórum e não de um user. Se for para contactar partidos políticos, a ideia deve ser apresentada a todos eles. E, para isso,

#ADMINISTRAÇÃO, concordariam em desencadear uma iniciativa deste género em nome do Fórum?
Em que moldes?


Mesmo sem apoio de alguma associação, podemos sempre pegar na ideia da Petição:

- Petição, subscrita por mais de 4.000 cidadãos.
- Iniciativa Legislativa, subscrita por 20.000 cidadãos eleitores.

Se houver vontade, temos que alinhavar uma proposta séria, que também pense nos interesses das "elétricas". Não deixam de ser eles quem garante o funcionamento da bateria à qual nos queremos ligar e quem garante que a nossa lâmpada acende sempre que ligamos o interruptor. E, para incluir os interesses das "elétricas" temos que limitar o que se pode injetar na rede e talvez pensar em implementar apenas créditos energéticos, nunca monetários, e aceitar perder os créditos que ultrapassem limiares a estabelecer. Na minha opinião, numa primeira abordagem, o consumidor/produtor, após descontados os créditos a que tenha direito e que tenha originado ao fim do mês, tem que ser devedor, tem que ter uma fatura a pagar, apesar de menor. Esta será uma forma simples de pagar a utilização da bateria virtual e os custos de manutenção da rede. Todos nós esperamos trazer alguns euros para casa ao fim de um mês de trabalho. As "elétricas" e os seus acionistas não são diferentes.

Conseguir sequer implementar uma proposta mais pequena de net metering seria uma vitória estrondosa. Há sempre futuro para melhorá-la.


Basta de filosofar. Eu apoiaria uma ação concreta para tentar implementar alguma proposta séria de implementação de net metering.

Venham daí críticas e ideias construtivas.
Cumprimentos,
Quintas2


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Re: Net Metering

Mensagem por antonio.campea » domingo mar 18, 2018 6:29 pm

Concordo plenamente com o Quintas

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serges
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Re: Net Metering

Mensagem por serges » segunda mar 19, 2018 5:07 pm

Apoio directo...

Quintas que precisamos para agir?

Queres criar um tópico só para esta situação?

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Re: Net Metering

Mensagem por jpc » segunda mar 19, 2018 9:16 pm

Quintas tens o meu apoio.

Sei que no meu caso não sou tão dependente da rede elétrica mas mesmo assim gostaria de ter saldo positivo para gastar quando necessitasse.

Na minha opinião esta energia que fornecemos à rede durante o dia seria convertida em créditos e os mesmos só poderiam ser utilizados nas horas de vazio e super vazio.
Fornecíamos energia nas alturas em que a rede mais necessita e depois utilizávamos nos períodos em que não sabem o que fazer a tanta energía.
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Re: Net Metering

Mensagem por CrOhN » terça mar 20, 2018 8:25 am

Não concordo com o Quintas quando diz que os excessos de produção iriam causar problemas de gestão. Isso é areia atirada para os olhos. Sugiro que dês uma vista de olhos nas estatisticas de produção, e vejas qual a contribuição de cerca de 10 anos de instalações fotovoltaicas têm no mix nacional. 10 anos em que, a esmagadora maioria das instalações foram feitas com forte subsidiação. É claro que os valores actuais do equipamento estão muito mais baixos, equilibrando o retorno previsto. De qualquer forma, não acredito que se houvesse um verdadeiro netmetering, provocasse grandes problemas de gestão. Em outros paises com muito menos sol, funciona. Aqui não!?
Curiosamente, são precisamente Portugal e Espanha que optaram por penalizar mais a injecção. Chegando mesmo, no caso de Espanha, a cobrar uma taxa por usar auto-consumo. Ora se isto não é ridiculo, o que será!?
Na minha opinião, uma limitação imposta de potência máxima instalada de 1-2KWh era mais que suficiente. Juntando uma clausula que se a produção exceder o consumo, seria oferecida.



A ideia do JPC, já é uma aproximação com alguma lógica. Mas o caminho que a bi-horaria tem levado, leva-me a crer que não interessa aos decisores e correspondentes lobby's da energia. Em vez de fomentar o consumo em bi-horário, é preferível usar essa energia a bombear nas barragens, para depois a venderem a preços mais caros. Mesmo com uma perca de eficiência considerável. O ultimo ano (seca) foi muito ilucidativo sobre o potencial desta solução!

O que é mais grave é que todos estes investimentos, serão pagos por todos nós! Quando poderíamos estar a produzir em nossas casas, com benefícios directos, e sem qualquer impacto ambiental!


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Re: Net Metering

Mensagem por Quintas2 » terça mar 20, 2018 11:43 am

rocker_pt Escreveu:
sábado mar 17, 2018 7:30 pm
jmal Escreveu:Eu assino, e arranjo assinaturas, mas digo já que essa empresa é algo acima de tudo, só para exemplo, foram condenados a devolver aos clientes o que cobraram a mais devido a atrasos nos relógios do bi-horario, e gozam com os clientes, eu sou um deles, ando à quase um ano para ver uns miseros euros da diferença, e chamo gozo porque levam meses a responder, e quando respondem sem sentido, enfim para esquecer.
Infelizmente este topico ficou no esquecimento
Resultará uma petição?
Rocker_pt, puseste lenha na fogueira. Faz favor de te tornar bombeiro e opinar. ;)
Cumprimentos,
Quintas2


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Re: Net Metering

Mensagem por Quintas2 » terça mar 20, 2018 11:48 am

serges Escreveu:
segunda mar 19, 2018 5:07 pm
Apoio directo...

Quintas que precisamos para agir?

Queres criar um tópico só para esta situação?

Coloco de imediato visivel em todas as areas do fórum/Redes Sociais!
Obrigado pelo apoio Serges.

Penso que só vale a pena criar outro tópico se avançarmos para uma proposta concreta. Até lá, este é o indicado para esgrimirmos argumentos.

A ideia de difusão em todas as áreas do Fórum e Redes Sociais é muito boa. Tornando-se uma iniciativa da Nova Energia, talvez até se possa enviar um email a utilizadores que estão ausentes há muito, para conseguir mais apoios.
Cumprimentos,
Quintas2


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Re: Net Metering

Mensagem por Quintas2 » terça mar 20, 2018 11:49 am

jpc Escreveu:
segunda mar 19, 2018 9:16 pm
Quintas tens o meu apoio.

Sei que no meu caso não sou tão dependente da rede elétrica mas mesmo assim gostaria de ter saldo positivo para gastar quando necessitasse.

Na minha opinião esta energia que fornecemos à rede durante o dia seria convertida em créditos e os mesmos só poderiam ser utilizados nas horas de vazio e super vazio.
Fornecíamos energia nas alturas em que a rede mais necessita e depois utilizávamos nos períodos em que não sabem o que fazer a tanta energía.
É uma sugestão interessante. (Y)
Cumprimentos,
Quintas2

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Re: Net Metering

Mensagem por serges » terça mar 20, 2018 2:05 pm

Amigo Quintas2, concordo com o JPC e com o CrOhN pois é um tema quase taboo nestes dois paises com tanto sol mas com muitos lobbys para alimentar.

É possivel mandar mail a varios utilizadores senão mesmo a BD total do forum...

Quanto a situação em si, creio que é possivel só falta é haver vontade por parte dos governantes!

"Na minha opinião, uma limitação imposta de potência máxima instalada de 1-2KWh era mais que suficiente. Juntando uma clausula que se a produção exceder o consumo, seria oferecida." esta seria a mais interessante além de mais fácil!
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Re: Net Metering

Mensagem por Quintas2 » terça mar 20, 2018 3:05 pm

CrOhN Escreveu:
terça mar 20, 2018 8:25 am
Não concordo com o Quintas quando diz que os excessos de produção iriam causar problemas de gestão. Isso é areia atirada para os olhos. Sugiro que dês uma vista de olhos nas estatisticas de produção, e vejas qual a contribuição de cerca de 10 anos de instalações fotovoltaicas têm no mix nacional. 10 anos em que, a esmagadora maioria das instalações foram feitas com forte subsidiação. É claro que os valores actuais do equipamento estão muito mais baixos, equilibrando o retorno previsto. De qualquer forma, não acredito que se houvesse um verdadeiro netmetering, provocasse grandes problemas de gestão. Em outros paises com muito menos sol, funciona. Aqui não!?
Curiosamente, são precisamente Portugal e Espanha que optaram por penalizar mais a injecção. Chegando mesmo, no caso de Espanha, a cobrar uma taxa por usar auto-consumo. Ora se isto não é ridiculo, o que será!?
Na minha opinião, uma limitação imposta de potência máxima instalada de 1-2KWh era mais que suficiente. Juntando uma clausula que se a produção exceder o consumo, seria oferecida.



A ideia do JPC, já é uma aproximação com alguma lógica. Mas o caminho que a bi-horaria tem levado, leva-me a crer que não interessa aos decisores e correspondentes lobby's da energia. Em vez de fomentar o consumo em bi-horário, é preferível usar essa energia a bombear nas barragens, para depois a venderem a preços mais caros. Mesmo com uma perca de eficiência considerável. O ultimo ano (seca) foi muito ilucidativo sobre o potencial desta solução!

O que é mais grave é que todos estes investimentos, serão pagos por todos nós! Quando poderíamos estar a produzir em nossas casas, com benefícios directos, e sem qualquer impacto ambiental!
Obrigado por discordares, CrOhN.

O primeiro objetivo começa já a ser alcançado, temos participação e temos discordância. As divergências são salutares e permitem-nos pensar mais profundamente sobre os assuntos, abordar aspetos que não nos ocorreram anteriormente e, para os menos interventivos, ajuda-os a colher mais informação na construção da sua própria opinião. Faz o favor de continuar a participar e a discordar. Espero que muitos mais sigam o teu exemplo.

E essas discordâncias são pedagógicas. Ensinam-nos que, mesmo que nós consigamos chegar aqui a uma proposta consensual, ela pode chegar à instância que vai decidir, Governo ou Parlamento, e esbarrar com opiniões divergentes, opiníões essas genuinas, ou com motivação do lobby das “elétricas” ou simplesmente política.


Quanto à tua opinião pessoal, mesmo que tenhas razão do ponto de vista de não haver problemas de ordem técnica de gestão da rede, estás, a meu ver, a pedir demasiado. Queres usar a rede, continuar a ter energia à noite ou se houver um eclipse do sol que dure 10 dias seguidos e não pagar nada por isso.


Olhar para o peso do FV no mix energético nacional não me diz muito. O problema varia regional e, até, localmente.
Há microprodutores que tiveram problemas de limitação das injeções para a rede em situações de excesso de produção local.
Alguns esquemas de netmetering reservam a possibilidade de limitação variável ligada aos constrangimentos da rede.
A nossa própria legislação reserva a possibilidade de injetar para a rede às limitações de ordem técnica desta.

A produção fotovoltaica, em particular, é intermitente, mais concentrada num curto período do dia; isso, no mínimo, vai acarretar custos na modificação dos esquemas de gestão da rede, mesmo que tecnicamente seja possível modificar e gerir essas situações. Eu também acredito que é possível gerir essas situações. Mas haverá modoficações a fazer.

Claro que há outros custos que são poupados. A injeção de excedentes de produtores espalhados pelo país traz vantagens na estabilização da rede em muitos locais onde ela é deficitária, reduz sobrecargas e diminui a necessidade de transmissão de energia a grandes distâncias, e isso não é valorizado pelas "elétricas" neste jogo de interesses, porque não lhes interessa.


“Juntando uma clausula que se a produção exceder o consumo, seria oferecida.”
Chegar ao fim do mês e não pagar nada na fatura é irrealista. Eu prefiro uma proposta menor, como disse antes, para que possa ser aceite.


“Em outros paises com muito menos sol, funciona.”
Isto é contraditório. Se têm muito menos sol, claro que o potencial de produção de energia com origem fotovoltaica é menor, logo os potenciais distúrbios na rede são menores. E ainda são menores – do ponto de vista meramente técnico, porque são países mais ricos, com muito maior consumo energético per capita.


“Na minha opinião, uma limitação imposta de potência máxima instalada de 1-2KWh era mais que suficiente.”
Só esta limitação dá azo a que pequenos consumidores possam nunca pagar sequer 1€ ao fim do mês, ou seja, usar a rede de graça (ver abaixo o caso de estudo em Espanha). E, penso, tudo o que for usar a rede de graça e não pagar nada às elétricas ao fim do mês, é trabalho inútil. Nunca vai passar.
O simples facto de que o net metering diminui as receitas das elétricas mas mantém os seus custos com as redes e com a disponibilização de potência tem também que ser considerado.

Por outro lado, 1-2KWh penalizam grandes consumidores. E aqui introduzo mais um grão de areia na engrenagem. Devemos limitar o netmetering ao autoconsumo residencial ou abranger o empresarial?
Para grandes consumidores, 1 a 2 kWh é nada. Eu prefiro uma percentagem do consumo real ao fim do mês. Por exemplo, ter direito a 20% de créditos energéticos (em kWh) em cada dia. Tudo o que ultrapasse é perdido para a rede. E nunca uma limitação correlacionada com a potência do contador instalado. Ela pode introduzir tendências de contratar uma potência maior, para ter direito a mais créditos e não pagar nada na fatura ao fim do mês. É uma proposta mais equitativa e permite incluir todo o tipo de consumidores, grandes, pequenos, residenciais e empresariais.


E, mesmo assim, estou a deixar de fora outros aspetos importantes, os impostos. Uma fatia importante da nossa fatura de eletricidade são taxas e impostos. Não penses sequer por um segundo que o governo, seja de que partido for, vai introduzir uma lei que origine uma diminuição importante daquilo que os consumidores pagam ao fim do mês na fatura, pois uma percentagem grande é de impostos. Mesmo que o governo são fosse pressionado pelo lobby da eletricidade (só a ideia dá vontade de rir), é pressionado pelo Mário Centeno (= Vítor Gaspar e, se calhar, até = Catarina Martins e Jerónimo de Sousa se para lá fossem; vejam só o exemplo do Syrisa na Grécia; quando não produzimos o pão que comemos, sujeitamo-nos às migalhas que nos derem), por Bruxelas e sabe Deus mais quem.

O teu exemplo de 1-2kW por instalação não parece chocar, à partida. Mas, em países com muito sol, isso pode ser demais. em "The economic effect of electricity net-metering with solar PV: Consequences for network cost recovery, cross subsidies and policy objectives" é apresentado o seguinte caso de análise. Se, na ensolarada Espanha, cada casa fosse autorizada a instalar 2kW de FV em net metering, em média:
- 69% dos seus consumos passam a ser equilibrados pela produção, em média diária;
- 77%, introduzindo-se créditos mensais;
- 99% se os créditos forem anuais.

Ou, seja, há aqui um potencial de não pagar nada às elétricas e em impostos ao Estado, se houver créditos anuais. Isso seria inaceitável.
Será o estudo credível?
2kWp produzem 3420 kWh anuais, em Lisboa, pelo PVGIS5. Muitas famílias portuguesas não gastam isso anualmente. Aqui está a resposta. A limitação tem pois que ser maior. Eu, que anteriormente advogava créditos energéticos mensais, questiono-me agora se tal não será excessivo. Até créditos diários me parecem excessivos para uma potência instalada de 2kWp, ou se não se limitar genericamente os créditos a uma percentagem do consumo.


E, aqui, tens de ver o exemplo de alguns países pioneiros nestas matérias, que tiveram que arrepiar caminho, como foi o caso da Dinamarca, que teve que introduzir limitações ao netmetering que implementou, por uma forte adesão e consequente forte queda de impostos. A potência FV instalada prevista para 2020 foi alcançada logo em 2012, segundo li. Não sei como ficou, mas em 2017 o governo propôs a introdução de uma taxa a aplicar à energia produzida por todas as instalações fotovoltaicas em net metering. O ministro da energia disse que o incremento da potência fotovoltaica instalada muito mais rápida do que o previsto, ao abrigo da lei de net metering em vigor, levou a uma despesa próxima de 5 biliões de coroas dinamarquesas no orçamento do estado. É um exemplo extremo, dado o net metering que introduziram e porque é um dos países com maiores fatias de impostos na eletricidade, mas é um aviso para outros.


“Curiosamente, são precisamente Portugal e Espanha que optaram por penalizar mais a injecção.”
Eu não acho que Portugal tenha penalizado muito a injeção. Acho até que é equilibrado limitar o autoconsumo a 1,5KW de potência instalada, apenas exigindo comunicação prévia. Esta é uma limitação razoável para a maioria das situações residenciais e pequenas empresas, sem qualquer taxa. Só para UPAC's com mais de 1,5 kW de potência instalada e ligadas à rede tens taxas a pagar. Aqui, confesso, não tenho oipinião. Nunca me debrucei sobre a fórmula de cálculo para avaliar se a taxa é exagerada ou não.


“Chegando mesmo, no caso de Espanha, a cobrar uma taxa por usar auto-consumo.”
Apenas autoconsumo ligado à rede.
Artigos que lemos do tipo “Espanha quer privatizar o sol” são exageros da internet e das notícias.
Trata-se de outro caso extremo, diria absurdo até – Espanha tem um fortíssimo lobby das elétricas. Mas, não deixa de nos enviar outro aviso. Devemos querer usufruir da rede elétrica e nada pagar para a utilizar como bateria virtual?
Para mim, seria já muito bom evitar qualquer taxa ao net metering, dando em troca uma limitação aos créditos e, estes, sempre só energéticos. Créditos monetários levam-nos também para campos mais complicados com impostos, IVA's e outros, à mistura.


Eu e o CrOhN somos apenas dois, mas já com tantas divergências.
Todos estes detalhes que já começamos a discutir dão um cheirinho da dificuldade que será chegar sequer a uma proposta básica consensual, muito mais a uma lei em concreto.

Daqui, confirmo já a minha posição. Abandonar a ideia de uma iniciativa legislativa. Não é que não conseguíssemos 20.000 assinaturas. É só que elaborar uma lei, com tudo o que ela envolve, definições, competências, sanções, etc., etc., parece-me demais.

Talvez uma Petição Pública, com a pretensão de levar o net metering a discussão no parlamento. E aí, podemos esperar de tudo mas, num parlamento em que partidos como Os Verdes ou o PAN (a este ainda se pode dar o desconto da sua dimensão e juventude) têm poucas iniciativas verdadeiramente ligadas ao ambiente (pelo menos do que me lembro, mas, ultimamente, tenho fugido dos noticiários, porque deixam-me mal disposto), as minhas esperanças não são muitas. Na verdade, qualquer partido com assento parlamentar tinha obrigação de já ter apresentado propostas neste campo e em muitos outros.

Simultaneamente à petição, promover contactos com grupos de defesa do ambiente para colher ideias e apoios para essa mesma petição.

Uma petição que chegue ao parlamento e seja aceite para discussão tem que ter representantes para a explicar e defender. É, desde já, necessário prever isso e quem vai dar a cara pela petição. Tenho pouco jeito para a diplomacia e isso é imprescindível, vamos ter que passar perto da política.

Sendo promovida pela NovaEnergia, exigirá talvez o envolvimento da Administração em encabeçar a petição.

É possível?
Ofertas, voluntários?

Pessoalmente, posso ajudar, mas não me ofereço para encabeçar a lista. Sou muito interventivo e já enviei muitas sugestões a instituições, governos, grupos parlamentares e até Comissão Europeia, sobre assuntos diversos, incluindo estes da área das energias renováveis. A maior parte das vezes sem qualquer resposta, excecionalmente um agradecimento pela sugestão. Não invalida mais esta tentativa com a força da Nova Energia.


Tudo isto são coisas para serem discutidas.
Cumprimentos,
Quintas2


CrOhN
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Re: Net Metering

Mensagem por CrOhN » terça mar 20, 2018 7:03 pm

Duvido muito da validade desses estudos. Acho que partem do pressuposto que todas as familias poderiam ter auto-consumo em suas casas. Isso não é verdade, e a realidade será muito diferentes. Mais uma vez, sugiro que consultes o peso da energia solar no mix energético.

É claro que problemas pontuais de excesso existiriam (tanto que limitaram as micro gerações a 50% da potência do PT de cada instalação). Na minha opinião, nunca estás a usar a rede de graça (rede essa que se restringe à rede circundante da instalação, e não tudo o resto). Continuas a pagar termo de potência.

Não adianta tapar o sol com a peneira! O net metering é politico. Nada mais! Houvesse vontade, e as soluções técnicas surgiriam.

Mas ok, são opiniões. E o que discutimos aqui vale coisa nenhuma. Logo, a vida continua...


jmlflorencio
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Re: Net Metering

Mensagem por jmlflorencio » terça mar 20, 2018 10:57 pm

Estou a seguir este tópico com interesse... Também creio que não haveria problema nenhum em disseminar a aplicação em massa de painéis fotovoltaicos. O país só teria a ganhar com isso.

Entretanto, temos os interesses dos grandes grupos... E contra esses, não há iniciativas legislativas ou petições que nos valham.

Creio até que ter a Catarina Martins ou a Mariana Mortágua (goste-se ou não delas, creio que têm jeito para a coisa) a fazer uma intervenção pública daria mais efeito...

PS: por favor não transformemos isto num tópico político, os casos apontados foram apenas como exemplo

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