SAUDE
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mauri
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Re: SAUDE
cientistas identificam molécula que espalha forma mais agressiva de câncer de mama
02 de junho de 2011
pesquisadores australianos dizem que é possível parar o crescimento do câncer bloqueando uma molécula que impulsiona a metástase da doença
cientistas australianos do instituto de pesquisa médica garvan, em sydney, conseguiram identificar uma molécula responsável por fazer com que o câncer de mama do tipo basal, um dos mais agressivos, cresça e se espalhe pelo organismo. a descoberta, que foi divulgada na publicação científica internacional cancer research, pode ajudar a desenvolver medicamentos capazes de diminuir o tumor, facilitando o tratamento da doença.
"ele (o câncer de mama basal) tende a afetar mulheres mais novas, e o resultado para estas pacientes é frequentemente ruim", disse a patologista e química sandra o'toole, uma das responsáveis pelo estudo.
o pesquisador alex swarbrick diz que encontrar um medicamento para este tipo de câncer é uma prioridade. o tumor do tipo basal tem células que se assemelham às células musculares normais da mama. e, segundo swarbrick, não pode ser tratado com os mesmos medicamentos utilizados em outros casos de câncer de mama.
"o câncer do tipo basal é chamado de `doença triplo negativa' porque não produz receptores dos hormônios femininos estrogênio e progesterona nem da proteína her2, que são atingidos pelas drogas tamoxifen e herceptin, usadas com muita eficácia no tratamento de alguns cânceres de mama", explica.
molécula `porco-espinho'
as células do câncer, segundo o estudo, criam as condições para sua própria sobrevivência comunicando suas necessidades para as células saudáveis que as rodeiam. a molécula "porco-espinho", que tem esse nome por causa de sua aparência espinhosa, contribui com essa comunicação, transmitindo sinais bioquímicos entre as células cancerígenas e as saudáveis do organismo.
ela atua bastante durante o desenvolvimento humano, mas geralmente fica inativa durante a vida adulta. no entanto, pode ser ativada durante alguns tipos de câncer de pele, de cérebro e de pulmão. mas os pesquisadores do instituto garvan descobriram que, ao bloquear a molécula, os tumores de câncer de mama do tipo basal encolhem e param de espalhar-se pelo corpo.
de acordo com os cientistas, testes feitos em 279 mulheres com este tipo de câncer revelaram que aquelas que tinham moléculas "porco-espinho" ativas apresentaram piores condições.
outros experimentos feitos com grupos de ratos indicaram que, quando os animais recebiam grandes quantidades da molécula, o câncer era mais agressivo e se espalhava mais.
segundo sandra o'toole, quando a molécula era bloqueada nos ratos, os tumores eram menores e não se espalhavam tanto. "mostramos que silenciar estas moléculas afeta o crescimento do câncer de mama e sua metástase", afirmou.
por causa da associação da molécula com outros tipos de câncer, já há medicamentos que tentam bloquear sua atividade em fase de testes clínicos.
"estamos com esperanças de que usando remédios já disponíveis possamos examinar alguns pacientes com câncer de mama e ver se eles estão sendo eficientes", disse a pesquisadora.
na austrália, cerca de 12.500 casos de câncer de mama são identificados a cada ano e 10% deles são do tipo basal. bbc brasil - todos os direitos reservados. é proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da bbc.
veja também:
teste prevê resposta de mulheres com câncer de mama à quimioterapia
força-tarefa faz vistoria em mamógrafos usados no sus
café pode proteger mulheres de forma agressiva de câncer de mama
http://www.estadao.com.br/noticias/gera ... 7114,0.htm
02 de junho de 2011
pesquisadores australianos dizem que é possível parar o crescimento do câncer bloqueando uma molécula que impulsiona a metástase da doença
cientistas australianos do instituto de pesquisa médica garvan, em sydney, conseguiram identificar uma molécula responsável por fazer com que o câncer de mama do tipo basal, um dos mais agressivos, cresça e se espalhe pelo organismo. a descoberta, que foi divulgada na publicação científica internacional cancer research, pode ajudar a desenvolver medicamentos capazes de diminuir o tumor, facilitando o tratamento da doença.
"ele (o câncer de mama basal) tende a afetar mulheres mais novas, e o resultado para estas pacientes é frequentemente ruim", disse a patologista e química sandra o'toole, uma das responsáveis pelo estudo.
o pesquisador alex swarbrick diz que encontrar um medicamento para este tipo de câncer é uma prioridade. o tumor do tipo basal tem células que se assemelham às células musculares normais da mama. e, segundo swarbrick, não pode ser tratado com os mesmos medicamentos utilizados em outros casos de câncer de mama.
"o câncer do tipo basal é chamado de `doença triplo negativa' porque não produz receptores dos hormônios femininos estrogênio e progesterona nem da proteína her2, que são atingidos pelas drogas tamoxifen e herceptin, usadas com muita eficácia no tratamento de alguns cânceres de mama", explica.
molécula `porco-espinho'
as células do câncer, segundo o estudo, criam as condições para sua própria sobrevivência comunicando suas necessidades para as células saudáveis que as rodeiam. a molécula "porco-espinho", que tem esse nome por causa de sua aparência espinhosa, contribui com essa comunicação, transmitindo sinais bioquímicos entre as células cancerígenas e as saudáveis do organismo.
ela atua bastante durante o desenvolvimento humano, mas geralmente fica inativa durante a vida adulta. no entanto, pode ser ativada durante alguns tipos de câncer de pele, de cérebro e de pulmão. mas os pesquisadores do instituto garvan descobriram que, ao bloquear a molécula, os tumores de câncer de mama do tipo basal encolhem e param de espalhar-se pelo corpo.
de acordo com os cientistas, testes feitos em 279 mulheres com este tipo de câncer revelaram que aquelas que tinham moléculas "porco-espinho" ativas apresentaram piores condições.
outros experimentos feitos com grupos de ratos indicaram que, quando os animais recebiam grandes quantidades da molécula, o câncer era mais agressivo e se espalhava mais.
segundo sandra o'toole, quando a molécula era bloqueada nos ratos, os tumores eram menores e não se espalhavam tanto. "mostramos que silenciar estas moléculas afeta o crescimento do câncer de mama e sua metástase", afirmou.
por causa da associação da molécula com outros tipos de câncer, já há medicamentos que tentam bloquear sua atividade em fase de testes clínicos.
"estamos com esperanças de que usando remédios já disponíveis possamos examinar alguns pacientes com câncer de mama e ver se eles estão sendo eficientes", disse a pesquisadora.
na austrália, cerca de 12.500 casos de câncer de mama são identificados a cada ano e 10% deles são do tipo basal. bbc brasil - todos os direitos reservados. é proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da bbc.
veja também:
teste prevê resposta de mulheres com câncer de mama à quimioterapia
força-tarefa faz vistoria em mamógrafos usados no sus
café pode proteger mulheres de forma agressiva de câncer de mama
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Re: SAUDE
falta de sono reduz níveis de testosterona
2 de junho de 2011
homens que dormem menos de cinco horas por noite têm a produção de testosterona reduzida, aponta um estudo da universidade de chicago, nos estados unidos.
homens que dormem menos de cinco horas por noite têm a produção de testosterona reduzida, aponta um estudo da universidade de chicago, nos estados unidos.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=513967
2 de junho de 2011
homens que dormem menos de cinco horas por noite têm a produção de testosterona reduzida, aponta um estudo da universidade de chicago, nos estados unidos.
homens que dormem menos de cinco horas por noite têm a produção de testosterona reduzida, aponta um estudo da universidade de chicago, nos estados unidos.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=513967
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Re: SAUDE
dgs lança conselhos para evitar doença que já matou 15 pessoas na alemanha
a direcção-geral da saúde considerou, esta quarta-feira, que constitui um alerta de saúde pública o síndrome hemolítico urémico, a mais perigosa estirpe da bactéria e. coli, devido ao aumento inesperado do número de casos na alemanha.
a dgs já encaminhou para os médicos as orientações necessárias para a detecção precoce e tratamento de eventuais casos que possam ocorrer em portugal.
numa orientação divulgada hoje no seu site, a dgs refere que se deve proceder ao encaminhamento para uma unidade hospitalar dos doentes que apresentem suspeitas de diagnóstico de hus, gastrenterite com diarreia sanguinolenta de início recente e história de consumo de alimentos crus e sem outro diagnóstico etiológico e que tenham viajados recentemente para o norte da alemanha.
por sua vez, a unidade hospitalar deve proceder ao alerta imediato dos casos suspeitos de infeção por escherichia coli enterohemorrágica para a direção-geral da saúde.
segundo a dgs, a doença transmite-se principalmente através da ingestão de alimentos contaminados com fezes de ruminantes e transmissão direta pessoa a pessoa, podendo também ocorrer em comunidades fechadas.
os sintomas da doença são enterite aguda, com febre, vómitos, dor abdominal e diarreia sanguinolenta, refere a dgs, adiantando que o período de incubação é de três a oito dias.
a doença é geralmente autolimitada, com uma duração de cinco a sete dias.
a direcção-geral da saúde aconselha à lavagem "cuidadosa" da fruta e vegetais, não utilização dos mesmos "utensílios para diferentes alimentos", separação dos alimentos em preparação dos alimentos cozinhados, lavagem das mãos antes e após a preparação de alimentos e entre a preparação de alimentos diferentes" e a lavagem das mãos antes e após a ida à casa de banho".
desde que foi detectado o primeiro caso na semana passada, pelo menos 15 pessoas morreram, na maioria mulheres de idade avançada, com e.coli hemorrágica e outras 1.400 foram contaminadas, incluindo 570 residentes em hamburgo.
na suécia foi registada terça-feira a primeira morte causada pela bactéria fora da alemanha.
segundo a dgs, os casos reportados por outros países, nomeadamente suécia, dinamarca, holanda, frança e reino unido verificaram-se em doentes com história de viagem à alemanha.
http://www.jn.pt/paginainicial/sociedad ... id=1867225
a direcção-geral da saúde considerou, esta quarta-feira, que constitui um alerta de saúde pública o síndrome hemolítico urémico, a mais perigosa estirpe da bactéria e. coli, devido ao aumento inesperado do número de casos na alemanha.
a dgs já encaminhou para os médicos as orientações necessárias para a detecção precoce e tratamento de eventuais casos que possam ocorrer em portugal.
numa orientação divulgada hoje no seu site, a dgs refere que se deve proceder ao encaminhamento para uma unidade hospitalar dos doentes que apresentem suspeitas de diagnóstico de hus, gastrenterite com diarreia sanguinolenta de início recente e história de consumo de alimentos crus e sem outro diagnóstico etiológico e que tenham viajados recentemente para o norte da alemanha.
por sua vez, a unidade hospitalar deve proceder ao alerta imediato dos casos suspeitos de infeção por escherichia coli enterohemorrágica para a direção-geral da saúde.
segundo a dgs, a doença transmite-se principalmente através da ingestão de alimentos contaminados com fezes de ruminantes e transmissão direta pessoa a pessoa, podendo também ocorrer em comunidades fechadas.
os sintomas da doença são enterite aguda, com febre, vómitos, dor abdominal e diarreia sanguinolenta, refere a dgs, adiantando que o período de incubação é de três a oito dias.
a doença é geralmente autolimitada, com uma duração de cinco a sete dias.
a direcção-geral da saúde aconselha à lavagem "cuidadosa" da fruta e vegetais, não utilização dos mesmos "utensílios para diferentes alimentos", separação dos alimentos em preparação dos alimentos cozinhados, lavagem das mãos antes e após a preparação de alimentos e entre a preparação de alimentos diferentes" e a lavagem das mãos antes e após a ida à casa de banho".
desde que foi detectado o primeiro caso na semana passada, pelo menos 15 pessoas morreram, na maioria mulheres de idade avançada, com e.coli hemorrágica e outras 1.400 foram contaminadas, incluindo 570 residentes em hamburgo.
na suécia foi registada terça-feira a primeira morte causada pela bactéria fora da alemanha.
segundo a dgs, os casos reportados por outros países, nomeadamente suécia, dinamarca, holanda, frança e reino unido verificaram-se em doentes com história de viagem à alemanha.
http://www.jn.pt/paginainicial/sociedad ... id=1867225
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Re: SAUDE
oms confirma que bactéria e. coli pode ser transmitida de pessoa para pessoa
03 de junho de 2011
segundo a organização, apesar de já conhecida, é a primeira vez que a cepa é identificada em um surto
genebra - a organização mundial da saúde (oms) confirmou nesta sexta-feira que a bactéria intestinal e. coli enterohemorragica pode ser transmitida de pessoa para pessoa através dos sedimentos ou por via oral."este tipo de transmissão nos preocupa e, por esta razão, queremos que se reforcem as mensagens relativas à higiene pessoal", declarou a epidemiologista da oms andrea ellis.
a especialista assinalou que por enquanto todos os casos "estão relacionados com o norte da alemanha", de modo que se acredita que a exposição à bactéria esteja "limitada a essa área". a cepa da bactéria escherichia coli (e.coli) já foi detectada em humanos anteriormente, informou a oms, ainda que alguns pesquisadores tenham afirmado o contrário.
"a cepa que foi detectada na alemanha é muito rara, já é conhecida entre humanos, mas é a primeira vez que foi identificada em um surto", afirmou fadela chaib, porta-voz da agência de saúde das nações unidas. "esta cepa foi identificada em casos humanos, mas não em surtos." ela se recusou a fazer comentários diretos sobre a pesquisa, mas indicou que os especialistas em saúde da organização podem abordar a questão ainda nesta sexta-feira.
os comentários da porta-voz da oms surgem depois que um grupo de pesquisadores em hamburgo descobriu com a ajuda de especialistas chineses que a cepa da e.coli é um "novo tipo" extremamente agressivo e resistente a antibióticos.
sobre as vias de transmissão, explicou que o contágio "pode ocorrer sem uma higiene adequada", por isso que uma medida de prevenção eficaz é lavar bem as mãos após ir ao banheiro e antes de tocar nos alimentos.
o ehec tem um período de incubação médio de três a quatro dias, com a maioria de pacientes que se recuperam em 10 dias, mas em uma pequena parte dos pacientes principalmente crianças e idosos - a infecção pode levar ao suh, uma doença grave que se caracteriza por causar insuficiência renal aguda.
uma vez que aparece o suh surge a doença em toda sua gravidade, com um risco de mortalidade entre 3% e 5%, segundo dados da oms.
o suh é a causa mais comum de insuficiência renal grave em crianças e pode causar complicações neurológicas até 25% de pacientes e deixar sequelas.
em entrevista coletiva, ellis mencionou que um aspecto incomum deste surto é o grande número de casos de suh e também o fato de que os adultos sejam os mais afetados, quando normalmente não é o grupo de maior risco. além disso, comentou que o maior impacto está entre as mulheres por supostamente tenderem a consumir mais vegetais crus em saladas, e acredita-se que é ali onde está a origem da bactéria.
"o mais provável é que neste caso o modo de transmissão seja através dos alimentos, mas não sabemos qual. e isto também não significa que não possa ser outra coisa", enfatizou, após explicar que a água, o contato com animais ou com pessoas infectadas também são outros modos conhecidos de transmissão.
de outro lado, precisou que a variante da bactéria letal que circula na alemanha tinha sido vista já no ser humano, mas sempre de maneira esporádica e nunca em situações de epidemia. o especialista reconheceu que "há algo nesta bactéria que a torna particularmente virulenta", mas ainda não se decifrou o que é.
sobre o tratamento, indicou que a oms desaconselha a administração de antidiarréicos e antibióticos "porque podem piorar a situação", embora "pode surgir casos particulares que os usem". entre as razões - acrescentou - é que os antidiarréicos desaceleram o trânsito intestinal, o que faz com que o risco de absorção da toxina liberada pelo e. coli seja maior. questionada se este surto epidêmico é passageiro, ellis respondeu que "é muito cedo para afirmar".
força-tarefa. a alemanha estabeleceu nesta sexta-feira uma força-tarefa nacional, na corrida para conter a disseminação de uma bactéria mortal, para encontrar a fonte de uma cepa altamente tóxica de e.coli.
o primeiro-ministro russo, vladimir putin, envolto em uma disputa comercial com a união europeia depois que moscou proibiu as importação de frutas e vegetais frescos do bloco, agravou a crise dizendo que não irá "envenenar" os russo suspendendo o embargo.
alertas repetidos aos alemão para que não comam saladas de vegetais - abalando fazendeiros e lojas justamente na alta temporada - as autoridades sanitárias disseram ter registrado 199 novos casos da cepa rara e altamente tóxica da infecção nos últimos dois dias.
os cientistas lutam para localizar a contaminação, supostamente causada por má higiene em uma fazenda, no transporte, em uma loja ou distribuidor de alimentos.
institutos de saúde por toda a europa têm tentado tranquilizar o público sublinhando que a e.coli, causa frequente de envenenamento alimentar, geralmente pode ser evitada lavando os vegetais e as mãos antes de se comer, reduzindo os riscos de se transmitir a bactéria das fezes de uma pessoa infectada.
mas a resistência da cepa a alguns antibióticos e a incapacidade de descobrir a fonte do surto, tornada mais difícil pela natureza das saladas que incluem uma variedade de produtos de diferentes produtores, despertou preocupações.
reagindo a pedidos da ue para que a rússia suspenda a proibição de quinta-feira às importações e respeito o princípio de livre-comércio, putin disse: "não podemos envenenar nosso povo em nome de algum lema."
http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7581,0.htm
03 de junho de 2011
segundo a organização, apesar de já conhecida, é a primeira vez que a cepa é identificada em um surto
genebra - a organização mundial da saúde (oms) confirmou nesta sexta-feira que a bactéria intestinal e. coli enterohemorragica pode ser transmitida de pessoa para pessoa através dos sedimentos ou por via oral."este tipo de transmissão nos preocupa e, por esta razão, queremos que se reforcem as mensagens relativas à higiene pessoal", declarou a epidemiologista da oms andrea ellis.
a especialista assinalou que por enquanto todos os casos "estão relacionados com o norte da alemanha", de modo que se acredita que a exposição à bactéria esteja "limitada a essa área". a cepa da bactéria escherichia coli (e.coli) já foi detectada em humanos anteriormente, informou a oms, ainda que alguns pesquisadores tenham afirmado o contrário.
"a cepa que foi detectada na alemanha é muito rara, já é conhecida entre humanos, mas é a primeira vez que foi identificada em um surto", afirmou fadela chaib, porta-voz da agência de saúde das nações unidas. "esta cepa foi identificada em casos humanos, mas não em surtos." ela se recusou a fazer comentários diretos sobre a pesquisa, mas indicou que os especialistas em saúde da organização podem abordar a questão ainda nesta sexta-feira.
os comentários da porta-voz da oms surgem depois que um grupo de pesquisadores em hamburgo descobriu com a ajuda de especialistas chineses que a cepa da e.coli é um "novo tipo" extremamente agressivo e resistente a antibióticos.
sobre as vias de transmissão, explicou que o contágio "pode ocorrer sem uma higiene adequada", por isso que uma medida de prevenção eficaz é lavar bem as mãos após ir ao banheiro e antes de tocar nos alimentos.
o ehec tem um período de incubação médio de três a quatro dias, com a maioria de pacientes que se recuperam em 10 dias, mas em uma pequena parte dos pacientes principalmente crianças e idosos - a infecção pode levar ao suh, uma doença grave que se caracteriza por causar insuficiência renal aguda.
uma vez que aparece o suh surge a doença em toda sua gravidade, com um risco de mortalidade entre 3% e 5%, segundo dados da oms.
o suh é a causa mais comum de insuficiência renal grave em crianças e pode causar complicações neurológicas até 25% de pacientes e deixar sequelas.
em entrevista coletiva, ellis mencionou que um aspecto incomum deste surto é o grande número de casos de suh e também o fato de que os adultos sejam os mais afetados, quando normalmente não é o grupo de maior risco. além disso, comentou que o maior impacto está entre as mulheres por supostamente tenderem a consumir mais vegetais crus em saladas, e acredita-se que é ali onde está a origem da bactéria.
"o mais provável é que neste caso o modo de transmissão seja através dos alimentos, mas não sabemos qual. e isto também não significa que não possa ser outra coisa", enfatizou, após explicar que a água, o contato com animais ou com pessoas infectadas também são outros modos conhecidos de transmissão.
de outro lado, precisou que a variante da bactéria letal que circula na alemanha tinha sido vista já no ser humano, mas sempre de maneira esporádica e nunca em situações de epidemia. o especialista reconheceu que "há algo nesta bactéria que a torna particularmente virulenta", mas ainda não se decifrou o que é.
sobre o tratamento, indicou que a oms desaconselha a administração de antidiarréicos e antibióticos "porque podem piorar a situação", embora "pode surgir casos particulares que os usem". entre as razões - acrescentou - é que os antidiarréicos desaceleram o trânsito intestinal, o que faz com que o risco de absorção da toxina liberada pelo e. coli seja maior. questionada se este surto epidêmico é passageiro, ellis respondeu que "é muito cedo para afirmar".
força-tarefa. a alemanha estabeleceu nesta sexta-feira uma força-tarefa nacional, na corrida para conter a disseminação de uma bactéria mortal, para encontrar a fonte de uma cepa altamente tóxica de e.coli.
o primeiro-ministro russo, vladimir putin, envolto em uma disputa comercial com a união europeia depois que moscou proibiu as importação de frutas e vegetais frescos do bloco, agravou a crise dizendo que não irá "envenenar" os russo suspendendo o embargo.
alertas repetidos aos alemão para que não comam saladas de vegetais - abalando fazendeiros e lojas justamente na alta temporada - as autoridades sanitárias disseram ter registrado 199 novos casos da cepa rara e altamente tóxica da infecção nos últimos dois dias.
os cientistas lutam para localizar a contaminação, supostamente causada por má higiene em uma fazenda, no transporte, em uma loja ou distribuidor de alimentos.
institutos de saúde por toda a europa têm tentado tranquilizar o público sublinhando que a e.coli, causa frequente de envenenamento alimentar, geralmente pode ser evitada lavando os vegetais e as mãos antes de se comer, reduzindo os riscos de se transmitir a bactéria das fezes de uma pessoa infectada.
mas a resistência da cepa a alguns antibióticos e a incapacidade de descobrir a fonte do surto, tornada mais difícil pela natureza das saladas que incluem uma variedade de produtos de diferentes produtores, despertou preocupações.
reagindo a pedidos da ue para que a rússia suspenda a proibição de quinta-feira às importações e respeito o princípio de livre-comércio, putin disse: "não podemos envenenar nosso povo em nome de algum lema."
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Re: SAUDE
descoberta do vírus da aids completa 30 anos
03 de junho de 2011
divulgação de um estudo nos estados unidos sobre uma 'estranha forma de pneumonia' marca primeiro reconhecimento de um governo de que existia uma nova e rara doença

washington - trinta anos depois de os cientistas dos estados unidos terem identificado uma "nova forma de pneumonia", mais de um milhão de pessoas vivem hoje com a síndrome de imunodeficiência adquirida (aids) no país, e um quinto delas não sabem que são portadoras do vírus.
a divulgação de um estudo sobre "cinco homens jovens de nova york e califórnia, todos eles homossexuais ativos" marcou, no dia 5 de junho de 1981, o primeiro reconhecimento de um governo de que existia uma nova e rara doença.
três décadas depois, a aids deixou de ser uma sentença de morte e passou a ser um mal controlável, mas apresenta ainda grandes desafios quanto a sua prevenção e ao financiamento dos tratamentos, que prometem mantê-la como uma das grandes prioridades médicas do século xxi.
os primeiros cinco casos documentados no relatório do centro de controle e prevenção de doenças (cdc) dos eua descrevem homens de 20 a 30 anos diagnosticados com tipos de pneumonia e de câncer de sarcoma de kaposi que até então só afetavam pessoas com sistema imunológico muito debilitado. tudo era uma incógnita para os cientistas, que avaliavam os casos e tentavam impedir as mortes sem conhecer a origem do vírus, como ele era transmitido e quais eram os grupos de risco.

durante meses, muitos cientistas acreditavam que apenas os homossexuais podiam contrair a doença, o que deu origem ao seu primeiro nome: desordem imunológica relacionada com o homossexualismo (grid, sigla em inglês). essa tese foi descartada em dezembro de 1981, quando foram confirmados os primeiros casos em viciados em drogas injetáveis, e pouco depois em heterossexuais.
porém, as formas de contágio ainda eram desconhecidas, o que levava ao completo isolamento dos pacientes e ao temor de que o vírus poderia ser contraído apenas com o toque em objetos dos portadores.
o acrônimo aids surgiu em um congresso médico em washington em julho de 1982, após o consenso entre os cientistas de que se tratava de um mal adquirido, e não hereditário, que provoca deficiência no sistema imunológico e era uma síndrome com múltiplas manifestações, não uma doença única.
depois de dois anos, o vírus de imunodeficiência humana (hiv) foi identificado como causa clara da aids, e foi calculado um período de latência de dez anos desde o momento da infecção. com essa descoberta, conclui-se que o vírus foi transmitido durante anos por portadores que ignoravam sua condição, o que ampliava o espectro de infecção potencial para milhões de pessoas no mundo todo.
o pânico começou a ser controlado quando foram distinguidas quatro vias claras de transmissão: o contato sexual, a transmissão hereditária de mães para filhos, as transfusões de sangue e as agulhas contaminadas. no entanto, a falta de sintomas evidentes que pudessem delatar a doença continua alimentando o nervosismo dos americanos, que chegaram a manter seus filhos fora do colégio e evitar lugares públicos para evitar o contágio.
a aparição de famosos que reconheceram ser soropositivos, como o ator rock hudson em 1985 e o jogador de basquete magic johnson em 1991, ajudou a pôr uma cara na doença e a impulsionar uma campanha de conscientização pública que ainda sustentava muitas dúvidas sobre a prevenção.
no entanto, a ênfase nos exames médicos regulares e no uso de preservativos não conseguiu impedir a falta de conhecimento sobre o vírus entre a população, e o hiv afeta mais de 56 mil pessoas por ano nos eua.
um vírus, dois pais e uma polêmica
até 1983 não se conhecia o vírus que provocava a doença, uma descoberta marcada pela polêmica entre dois cientistas que disputavam sua paternidade, o francês luc montagnier e o americano robert gallo. durante 10 anos, os dois pesquisadores, apoiados na máquina estatal de propaganda de seus dois países, reivindicaram a descoberta do vírus da imunodeficiência humana (hiv), até 1994, quando o instituto nacional de saúde dos estados unidos acabou por dar a razão ao cientista francês.
montagnier esperou ainda outros 14 anos para que seu trabalho fosse reconhecido com o prêmio nobel de medicina, compartilhado com sua colaboradora françoise barré-sinoussi e com o médico alemão harald zur hausen, especialista em câncer.
enquanto isso, a descoberta do hiv esteve no centro de uma amarga polêmica, turvando notícias que ajudariam a detectar o mal e encontrar possíveis remédios. tudo começou com os casos de uma "estranha pneumonia detectados nos eua, no início dos anos 80. as autoridades americanas criaram um equipamento para analisá-la e convocaram o professor gallo para chefiar as pesquisas.
em 1982, os primeiros casos foram registrados na frança, e o instituto pasteur encarregou a equipe do professor montagnier de investigar as causas. em dois meses, os franceses conseguiram isolar um vírus que podia ser o causador da doença.
o feito foi publicado no dia 20 de maio de 1983 na revista science, sem que a comunidade científica lhe desse muita atenção. incapaz de cultivar o vírus, montagnier enviou uma amostra ao equipamento de gallo.
no dia 23 de abril de 1984, os americanos anunciaram em entrevista coletiva o descobrimento do vírus da aids, sem mencionar em nenhum momento o papel da equipe de montagnier, o que foi recebido como uma afronta no outro lado do atlântico.
a frança de françois mitterrand suspeitava da eficiência do equipamento dos eua de ronald reagan para conseguir um avanço científico de grande repercussão. a polêmica abandonou os laboratórios e foi para a arena da opinião pública e da rivalidade entre nações.
no meio da tempestade, além do orgulho nacional, estavam em jogo grandes somas de dinheiro, uma vez que a patente do vírus outorgava direitos sobre as vendas dos métodos de detecção da aids, um mercado em crescimento exponencial.
as denúncias se sucederam nos eua, onde as autoridades validaram a patente de gallo, mas não a de montagnier. as pesquisas acabaram por demonstrar que a amostra que permitiu aos americanos sequenciar o vírus procedia do mesmo material hereditário utilizado pelos franceses. acusado de roubo, gallo se defendeu e alegou que o vírus enviado pelos franceses pode ter contaminado suas amostras. a explicação satisfez os franceses, e em 1987 foi assinado um acordo para compartilhar os benefícios da patente nos eua, enquanto os do resto do mundo permaneciam nas mãos do instituto pasteur.
porém, dois anos mais tarde, um artigo publicado no jornal "chicago tribune" reacendeu a polêmica ao declarar que os pesquisadores americanos roubaram o vírus dos franceses e o utilizaram às escondidas. gallo se viu obrigado a reconhecer que as amostras francesas foram importantes em sua pesquisa, mas sempre negou o roubo.
em 1994, sob a presidência de bill clinton, as autoridades sanitárias dos eua reconheceram a equipe do professor montagnier como a autora da descoberta do vírus da aids.
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 7558,0.htm
03 de junho de 2011
divulgação de um estudo nos estados unidos sobre uma 'estranha forma de pneumonia' marca primeiro reconhecimento de um governo de que existia uma nova e rara doença

washington - trinta anos depois de os cientistas dos estados unidos terem identificado uma "nova forma de pneumonia", mais de um milhão de pessoas vivem hoje com a síndrome de imunodeficiência adquirida (aids) no país, e um quinto delas não sabem que são portadoras do vírus.
a divulgação de um estudo sobre "cinco homens jovens de nova york e califórnia, todos eles homossexuais ativos" marcou, no dia 5 de junho de 1981, o primeiro reconhecimento de um governo de que existia uma nova e rara doença.
três décadas depois, a aids deixou de ser uma sentença de morte e passou a ser um mal controlável, mas apresenta ainda grandes desafios quanto a sua prevenção e ao financiamento dos tratamentos, que prometem mantê-la como uma das grandes prioridades médicas do século xxi.
os primeiros cinco casos documentados no relatório do centro de controle e prevenção de doenças (cdc) dos eua descrevem homens de 20 a 30 anos diagnosticados com tipos de pneumonia e de câncer de sarcoma de kaposi que até então só afetavam pessoas com sistema imunológico muito debilitado. tudo era uma incógnita para os cientistas, que avaliavam os casos e tentavam impedir as mortes sem conhecer a origem do vírus, como ele era transmitido e quais eram os grupos de risco.

durante meses, muitos cientistas acreditavam que apenas os homossexuais podiam contrair a doença, o que deu origem ao seu primeiro nome: desordem imunológica relacionada com o homossexualismo (grid, sigla em inglês). essa tese foi descartada em dezembro de 1981, quando foram confirmados os primeiros casos em viciados em drogas injetáveis, e pouco depois em heterossexuais.
porém, as formas de contágio ainda eram desconhecidas, o que levava ao completo isolamento dos pacientes e ao temor de que o vírus poderia ser contraído apenas com o toque em objetos dos portadores.
o acrônimo aids surgiu em um congresso médico em washington em julho de 1982, após o consenso entre os cientistas de que se tratava de um mal adquirido, e não hereditário, que provoca deficiência no sistema imunológico e era uma síndrome com múltiplas manifestações, não uma doença única.
depois de dois anos, o vírus de imunodeficiência humana (hiv) foi identificado como causa clara da aids, e foi calculado um período de latência de dez anos desde o momento da infecção. com essa descoberta, conclui-se que o vírus foi transmitido durante anos por portadores que ignoravam sua condição, o que ampliava o espectro de infecção potencial para milhões de pessoas no mundo todo.
o pânico começou a ser controlado quando foram distinguidas quatro vias claras de transmissão: o contato sexual, a transmissão hereditária de mães para filhos, as transfusões de sangue e as agulhas contaminadas. no entanto, a falta de sintomas evidentes que pudessem delatar a doença continua alimentando o nervosismo dos americanos, que chegaram a manter seus filhos fora do colégio e evitar lugares públicos para evitar o contágio.
a aparição de famosos que reconheceram ser soropositivos, como o ator rock hudson em 1985 e o jogador de basquete magic johnson em 1991, ajudou a pôr uma cara na doença e a impulsionar uma campanha de conscientização pública que ainda sustentava muitas dúvidas sobre a prevenção.
no entanto, a ênfase nos exames médicos regulares e no uso de preservativos não conseguiu impedir a falta de conhecimento sobre o vírus entre a população, e o hiv afeta mais de 56 mil pessoas por ano nos eua.
um vírus, dois pais e uma polêmica
até 1983 não se conhecia o vírus que provocava a doença, uma descoberta marcada pela polêmica entre dois cientistas que disputavam sua paternidade, o francês luc montagnier e o americano robert gallo. durante 10 anos, os dois pesquisadores, apoiados na máquina estatal de propaganda de seus dois países, reivindicaram a descoberta do vírus da imunodeficiência humana (hiv), até 1994, quando o instituto nacional de saúde dos estados unidos acabou por dar a razão ao cientista francês.
montagnier esperou ainda outros 14 anos para que seu trabalho fosse reconhecido com o prêmio nobel de medicina, compartilhado com sua colaboradora françoise barré-sinoussi e com o médico alemão harald zur hausen, especialista em câncer.
enquanto isso, a descoberta do hiv esteve no centro de uma amarga polêmica, turvando notícias que ajudariam a detectar o mal e encontrar possíveis remédios. tudo começou com os casos de uma "estranha pneumonia detectados nos eua, no início dos anos 80. as autoridades americanas criaram um equipamento para analisá-la e convocaram o professor gallo para chefiar as pesquisas.
em 1982, os primeiros casos foram registrados na frança, e o instituto pasteur encarregou a equipe do professor montagnier de investigar as causas. em dois meses, os franceses conseguiram isolar um vírus que podia ser o causador da doença.
o feito foi publicado no dia 20 de maio de 1983 na revista science, sem que a comunidade científica lhe desse muita atenção. incapaz de cultivar o vírus, montagnier enviou uma amostra ao equipamento de gallo.
no dia 23 de abril de 1984, os americanos anunciaram em entrevista coletiva o descobrimento do vírus da aids, sem mencionar em nenhum momento o papel da equipe de montagnier, o que foi recebido como uma afronta no outro lado do atlântico.
a frança de françois mitterrand suspeitava da eficiência do equipamento dos eua de ronald reagan para conseguir um avanço científico de grande repercussão. a polêmica abandonou os laboratórios e foi para a arena da opinião pública e da rivalidade entre nações.
no meio da tempestade, além do orgulho nacional, estavam em jogo grandes somas de dinheiro, uma vez que a patente do vírus outorgava direitos sobre as vendas dos métodos de detecção da aids, um mercado em crescimento exponencial.
as denúncias se sucederam nos eua, onde as autoridades validaram a patente de gallo, mas não a de montagnier. as pesquisas acabaram por demonstrar que a amostra que permitiu aos americanos sequenciar o vírus procedia do mesmo material hereditário utilizado pelos franceses. acusado de roubo, gallo se defendeu e alegou que o vírus enviado pelos franceses pode ter contaminado suas amostras. a explicação satisfez os franceses, e em 1987 foi assinado um acordo para compartilhar os benefícios da patente nos eua, enquanto os do resto do mundo permaneciam nas mãos do instituto pasteur.
porém, dois anos mais tarde, um artigo publicado no jornal "chicago tribune" reacendeu a polêmica ao declarar que os pesquisadores americanos roubaram o vírus dos franceses e o utilizaram às escondidas. gallo se viu obrigado a reconhecer que as amostras francesas foram importantes em sua pesquisa, mas sempre negou o roubo.
em 1994, sob a presidência de bill clinton, as autoridades sanitárias dos eua reconheceram a equipe do professor montagnier como a autora da descoberta do vírus da aids.
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 7558,0.htm
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mauri
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Re: SAUDE
aids cai na américa latina; brasil lidera a luta contra a síndrome
03 de junho de 2011
a distribuição gratuita de 480 milhões de preservativos e o reconhecimento pela omc da quebra de patentes de antirretrovirais são alguns dos avanços brasileiros

bogotá - a batalha contra a aids avança na américa latina, onde o número de novas infecções diminuiu desde 2000 até se situar em 1,8 milhões de casos, e foca agora na ampliação do acesso aos tratamentos médicos. o brasil lidera a luta contra a síndrome, com um terço dos soropositivos da américa latina (592.914 casos desde 1980) e é considerado um modelo pelas nações unidas quanto a políticas de prevenção.
a distribuição gratuita em 2009 de 480 milhões de preservativos e o fato de a organização mundial do comércio (omc) ter reconhecido que o direito a remédios baratos está acima da proteção das patentes são alguns dos avanços brasileiros.
nesse mesmo caminho se encontra cuba, que até 2010 tinha quase 12 mil pessoas diagnosticadas e que, segundo dados oficiais, conseguiu manter o índice de contaminação pelo vírus de imunodeficiência humana (hiv) mais baixo das américas e uma média de um a dois nascimentos anuais de crianças infectadas.
desde 1992, o centro de engenharia genética e biotecnologia de havana investiga um remédio contra a doença, e atualmente trabalha em uma vacina terapêutica para soropositivos.
o diretor da unaids para a américa latina, césar núñez, reiterou que em metade dos países da região, "mais de 70% dos infectados com hiv recebem tratamento farmacológico", embora cerca de 800 mil não tenham acesso por falta de recursos.
da argentina, onde 130 mil pessoas vivem com hiv, a presidente da comunidade internacional de mulheres vivendo com o hiv-aids, patricia pérez, pediu que os governos deslocassem o dinheiro destinado às armas para financiar a luta contra a doença, ao invés de cortar programas de saúde por causa da crise econômica.
segundo o médico pedro cahn, impulsionador do primeiro centro argentino de atendimento a pessoas com hiv e ex-presidente da sociedade internacional da aids, "quando se sobrepõe o mapa da doença com o da pobreza é assombrosa a similitude". por isso a situação do haiti preocupa, já que a cobertura com antirretrovirais chega somente a 43% de sua população, longe do desejado acesso universal promovido pelo unaids. o terremoto de janeiro de 2010 no país piorou a situação, e o risco de infecção aumentou pela violência sexual e de gênero nos campos de desabrigados, onde vivem cerca de 800 mil pessoas.
o país concentra 46% das pessoas com hiv no caribe, com 120 mil casos, e a isso se soma a epidemia de cólera (5.234 mortos) que dificultou a capacidade de oferta de serviços relacionados com o hiv no empobrecido país.
na américa central, apesar dos esforços na provisão de medicamentos, o desafio pendente é a prevenção, segundo núñez. de fato, só a nicarágua, com 6.122 portadores do hiv, aparece na lista das nações onde "mais de 80% dos jovens conhecem os métodos de prevenção à transmissão por via sexual", disse.
o ministério da saúde da costa rica (2.093 casos de hiv e 1.720 de aids entre 2002-2009) afirmou em um estudo que "é preciso realizar um trabalho de conscientização sobre a importância do uso do preservativo".
por isso, rafael espada, vice-presidente da guatemala (país com mais de 70 mil contagiados com hiv, dos quais 22 mil têm aids), está decidido a "apoiar com entusiasmo" a nova declaração que a onu assinará em nova york na próxima semana durante a reunião de alto nível sobre a doença.
na américa latina, a cobertura dos antirretrovirais para prevenir a transmissão materno-infantil é de 53%, e em seis nações (nicarágua, chile, uruguai, argentina, equador e costa rica) é de 80%.
sobre este aspecto, o diretor-geral de saúde pública do ministério da proteção social da colômbia, lenis urquijo, qualificou de "importante" o programa existente desde 2005 para evitar a transmissão de mãe para filho. em 2010, dos 450 mil exames realizados em mulheres só 600 resultaram soropositivas e apenas 8 crianças (menos de 2%) nasceram infectadas.
agora "há grandes desafios", disse o diretor do programa nacional do controle da aids (pronasida) do paraguai (10.436 contágios desde 1985), nicolás aguayo, que reclamou da falta de recursos para uma campanha "de maior escala e com mais eficácia".
na venezuela, defensores dos direitos dos afetados afirmam que a crise na saúde pública prejudicou a resposta sanitária ao mal.
apesar destas dificuldades, o méxico (144 mil pacientes de aids) oferece desde 2003 acesso gratuito a antirretrovirais, assim como a bolívia, que diz ter 6.472 contagiados.
o mesmo acontece no chile, que ajuda infectados que não têm recursos ou que ganham menos de us$ 365 mensais, e no peru, que há mais de oito anos incorporou ao seguro social o tratamento antirretroviral de grande atividade e, desde 2004, trata de forma gratuita sete mil pacientes com o fundo global das nações unidas.
porém, talvez o maior desafio na américa latina seja ainda hoje, 30 anos após a descoberta do primeiro caso no mundo, acabar com o tabu que persiste em nações como o equador (37 mil contagiados). o estigma e a discriminação fazem com que muitos equatorianos enfrentem a doença às escondidas por medo de sofrerem rejeição social, já que, segundo uma enquete de 2010, 75% dos cidadãos de quito não morariam com moradores contagiados.
áfrica. a falta de recursos econômicos, de educação e conscientização perpetuam a presença da aids na áfrica subsaariana, lar de 22,5 milhões dos 33,3 milhões de infectados pelo hiv no mundo, segundo números do programa das nações unidas para a aids (unaids).
rosemary adhiambo, uma das fundadoras da associação de mulheres soropositivas power women group na favela de kibera, em nairóbi, assegura que as clínicas locais distribuem preservativos gratuitamente, mas "os homens são muito reticentes na hora de usá-los", mesmo que a parceira esteja infectada.
além disso, rosemary aponta a pobreza como o outro culpado pela continuidade da aids: "existem mulheres soropositivas que se prostituem para alimentar seus filhos. assim conseguem sustentar a família, mas a doença se propaga".
a áfrica continua sendo a região mais afetada por um mal cuja origem é ainda incerta - estudiosos da matéria costumam situá-la no centro-oeste do continente no final do século xix ou princípios do xx.
um relatório apresentado em setembro de 2010 por oms, unicef e unaids revelou que o acesso a estes tratamentos oscila entre 50 e 80% dos infectados em países como etiópia, zâmbia, namíbia e suazilândia; enquanto ruanda, assim como cuba, consegue alcançar uma cobertura total.
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 7575,0.htm
03 de junho de 2011
a distribuição gratuita de 480 milhões de preservativos e o reconhecimento pela omc da quebra de patentes de antirretrovirais são alguns dos avanços brasileiros

bogotá - a batalha contra a aids avança na américa latina, onde o número de novas infecções diminuiu desde 2000 até se situar em 1,8 milhões de casos, e foca agora na ampliação do acesso aos tratamentos médicos. o brasil lidera a luta contra a síndrome, com um terço dos soropositivos da américa latina (592.914 casos desde 1980) e é considerado um modelo pelas nações unidas quanto a políticas de prevenção.
a distribuição gratuita em 2009 de 480 milhões de preservativos e o fato de a organização mundial do comércio (omc) ter reconhecido que o direito a remédios baratos está acima da proteção das patentes são alguns dos avanços brasileiros.
nesse mesmo caminho se encontra cuba, que até 2010 tinha quase 12 mil pessoas diagnosticadas e que, segundo dados oficiais, conseguiu manter o índice de contaminação pelo vírus de imunodeficiência humana (hiv) mais baixo das américas e uma média de um a dois nascimentos anuais de crianças infectadas.
desde 1992, o centro de engenharia genética e biotecnologia de havana investiga um remédio contra a doença, e atualmente trabalha em uma vacina terapêutica para soropositivos.
o diretor da unaids para a américa latina, césar núñez, reiterou que em metade dos países da região, "mais de 70% dos infectados com hiv recebem tratamento farmacológico", embora cerca de 800 mil não tenham acesso por falta de recursos.
da argentina, onde 130 mil pessoas vivem com hiv, a presidente da comunidade internacional de mulheres vivendo com o hiv-aids, patricia pérez, pediu que os governos deslocassem o dinheiro destinado às armas para financiar a luta contra a doença, ao invés de cortar programas de saúde por causa da crise econômica.
segundo o médico pedro cahn, impulsionador do primeiro centro argentino de atendimento a pessoas com hiv e ex-presidente da sociedade internacional da aids, "quando se sobrepõe o mapa da doença com o da pobreza é assombrosa a similitude". por isso a situação do haiti preocupa, já que a cobertura com antirretrovirais chega somente a 43% de sua população, longe do desejado acesso universal promovido pelo unaids. o terremoto de janeiro de 2010 no país piorou a situação, e o risco de infecção aumentou pela violência sexual e de gênero nos campos de desabrigados, onde vivem cerca de 800 mil pessoas.
o país concentra 46% das pessoas com hiv no caribe, com 120 mil casos, e a isso se soma a epidemia de cólera (5.234 mortos) que dificultou a capacidade de oferta de serviços relacionados com o hiv no empobrecido país.
na américa central, apesar dos esforços na provisão de medicamentos, o desafio pendente é a prevenção, segundo núñez. de fato, só a nicarágua, com 6.122 portadores do hiv, aparece na lista das nações onde "mais de 80% dos jovens conhecem os métodos de prevenção à transmissão por via sexual", disse.
o ministério da saúde da costa rica (2.093 casos de hiv e 1.720 de aids entre 2002-2009) afirmou em um estudo que "é preciso realizar um trabalho de conscientização sobre a importância do uso do preservativo".
por isso, rafael espada, vice-presidente da guatemala (país com mais de 70 mil contagiados com hiv, dos quais 22 mil têm aids), está decidido a "apoiar com entusiasmo" a nova declaração que a onu assinará em nova york na próxima semana durante a reunião de alto nível sobre a doença.
na américa latina, a cobertura dos antirretrovirais para prevenir a transmissão materno-infantil é de 53%, e em seis nações (nicarágua, chile, uruguai, argentina, equador e costa rica) é de 80%.
sobre este aspecto, o diretor-geral de saúde pública do ministério da proteção social da colômbia, lenis urquijo, qualificou de "importante" o programa existente desde 2005 para evitar a transmissão de mãe para filho. em 2010, dos 450 mil exames realizados em mulheres só 600 resultaram soropositivas e apenas 8 crianças (menos de 2%) nasceram infectadas.
agora "há grandes desafios", disse o diretor do programa nacional do controle da aids (pronasida) do paraguai (10.436 contágios desde 1985), nicolás aguayo, que reclamou da falta de recursos para uma campanha "de maior escala e com mais eficácia".
na venezuela, defensores dos direitos dos afetados afirmam que a crise na saúde pública prejudicou a resposta sanitária ao mal.
apesar destas dificuldades, o méxico (144 mil pacientes de aids) oferece desde 2003 acesso gratuito a antirretrovirais, assim como a bolívia, que diz ter 6.472 contagiados.
o mesmo acontece no chile, que ajuda infectados que não têm recursos ou que ganham menos de us$ 365 mensais, e no peru, que há mais de oito anos incorporou ao seguro social o tratamento antirretroviral de grande atividade e, desde 2004, trata de forma gratuita sete mil pacientes com o fundo global das nações unidas.
porém, talvez o maior desafio na américa latina seja ainda hoje, 30 anos após a descoberta do primeiro caso no mundo, acabar com o tabu que persiste em nações como o equador (37 mil contagiados). o estigma e a discriminação fazem com que muitos equatorianos enfrentem a doença às escondidas por medo de sofrerem rejeição social, já que, segundo uma enquete de 2010, 75% dos cidadãos de quito não morariam com moradores contagiados.
áfrica. a falta de recursos econômicos, de educação e conscientização perpetuam a presença da aids na áfrica subsaariana, lar de 22,5 milhões dos 33,3 milhões de infectados pelo hiv no mundo, segundo números do programa das nações unidas para a aids (unaids).
rosemary adhiambo, uma das fundadoras da associação de mulheres soropositivas power women group na favela de kibera, em nairóbi, assegura que as clínicas locais distribuem preservativos gratuitamente, mas "os homens são muito reticentes na hora de usá-los", mesmo que a parceira esteja infectada.
além disso, rosemary aponta a pobreza como o outro culpado pela continuidade da aids: "existem mulheres soropositivas que se prostituem para alimentar seus filhos. assim conseguem sustentar a família, mas a doença se propaga".
a áfrica continua sendo a região mais afetada por um mal cuja origem é ainda incerta - estudiosos da matéria costumam situá-la no centro-oeste do continente no final do século xix ou princípios do xx.
um relatório apresentado em setembro de 2010 por oms, unicef e unaids revelou que o acesso a estes tratamentos oscila entre 50 e 80% dos infectados em países como etiópia, zâmbia, namíbia e suazilândia; enquanto ruanda, assim como cuba, consegue alcançar uma cobertura total.
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 7575,0.htm
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Re: SAUDE
anvisa recomenda aos brasileiros evitar ingestão de vegetais crus na alemanha
03 de junho de 2011
brasil não importa os produtos indicados como as prováveis fontes da contaminação
são paulo, 3 - o ministério da saúde e a anvisa divulgaram nesta sexta-feira, 3, uma nota sobre o surto por bactéria e. coli ocorrido na europa. segundo o texto, até o momento não serão adotadas medidas restritivas pela anvisa. para os viajantes com destino à alemanha, porém, o órgão recomenda que evitem consumir vegetais crus, em especial, pepinos, tomates e alfaces, até que a origem do surto seja confirmada.
de acordo com o ministério da agricultura, pecuária e abastecimento (mapa), o brasil não importa os três alimentos atualmente indicados como mais prováveis fontes da contaminação. a anvisa esclareceu que os alimentos em conserva importados da europa não estão comumente associados a surtos dessa natureza.
a origem do surto ainda não foi confirmada, mas as autoridades brasileiras afirmaram que estão acompanhando as informações em tempo real.

http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 7719,0.htm
03 de junho de 2011
brasil não importa os produtos indicados como as prováveis fontes da contaminação
são paulo, 3 - o ministério da saúde e a anvisa divulgaram nesta sexta-feira, 3, uma nota sobre o surto por bactéria e. coli ocorrido na europa. segundo o texto, até o momento não serão adotadas medidas restritivas pela anvisa. para os viajantes com destino à alemanha, porém, o órgão recomenda que evitem consumir vegetais crus, em especial, pepinos, tomates e alfaces, até que a origem do surto seja confirmada.
de acordo com o ministério da agricultura, pecuária e abastecimento (mapa), o brasil não importa os três alimentos atualmente indicados como mais prováveis fontes da contaminação. a anvisa esclareceu que os alimentos em conserva importados da europa não estão comumente associados a surtos dessa natureza.
a origem do surto ainda não foi confirmada, mas as autoridades brasileiras afirmaram que estão acompanhando as informações em tempo real.

http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 7719,0.htm
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Re: SAUDE
bactéria resistente a antibióticos é detectada em humanos e vacas
03 de junho de 2011
os cientistas ainda não determinaram se foi a bactéria de origem bovina que passou para os humanos, ou o contrário
londres - um grupo de cientistas detectou em humanos e vacas uma nova cepa de bactérias staphylococcus aureus resistente aos antibióticos do grupo da penicilina, publicou a revista lancet infectious diseases.

a epidemiologista veterinária espanhola laura garcía-álvarez, pesquisadora associada do imperial college de londres, identificou várias mostras de bactérias que apresentavam resistência aos antibióticos e que os testes habituais não detectavam. a pesquisadora fez a descoberta enquanto preparava sua tese de doutorado na universidade de cambridge.
a nova cepa de staphylococcus aureus resistente à meticilina (mrsa, na sigla em inglês), contém um gene chamado meca, responsável pela resistência aos antibióticos, que só tem 60% de nível de semelhança daqueles que compartilham 99% das mrsa conhecidas. por isso que a nova cepa passava despercebida nos exames clínicos, informou laura.
após identificar 13 amostras da bactéria, denominada lga251, em leite de vaca, os pesquisadores detectaram 50 casos em humanos no reino unido e na dinamarca em 2010, e atualmente estão desenvolvendo os primeiros testes em outros países europeus como portugal, alemanha e holanda.
"a primeira bactéria deste tipo procede de uma mostra de 1975, portanto, leva pelo menos 36 anos circulando, mas não a detectamos até agora porque não tínhamos as ferramentas necessárias", explicou.
o professor de medicina veterinária preventiva da universidade de cambridge mark holmes, que dirigiu a pesquisa, afirmou que a bactéria tem uma ampla distribuição geográfica, mas que sua incidência em números absolutos é muito baixa, embora não tenha descartado um aumento dos casos nos próximos anos quando se estenderem os novos testes clínicos para detectá-la.
os cientistas ainda não determinaram se foi a bactéria de origem bovina que passou para os humanos, ou o contrário, mas, em todo caso, afirmaram que o consumo de leite de vaca não representa nenhum risco de contágio, dado que o processo de pasteurização elimina totalmente a staphylococcus aureus.
calcula-se que um terço das pessoas tem em seu organismo bactérias resistentes aos antibióticos, principalmente na pele e nas fossas nasais, embora as complicações médicas associadas às mrsa costumem ocorrer em pacientes hospitaleiros submetidos a alguma intervenção cirúrgica.
em pacientes com um sistema imunológico debilitado, essas bactérias podem causar desde problemas cutâneos até infecções sanguíneas.
as staphylococcus aureus são as principais responsáveis pelas infecções hospitalares, e causam problemas médicos a 2% dos pacientes internados em uma clínica no reino unido, segundo os dados do wellcome truste sanger institue, que participou da análise genética do microorganismo.
nos países industrializados, as bactérias estão aumentando sua resistência aos antibióticos nos últimos anos, e calcula-se que entre 40% e 60% deles deixaram de responder as tratamentos com os antibióticos mais comuns.
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 7554,0.htm
03 de junho de 2011
os cientistas ainda não determinaram se foi a bactéria de origem bovina que passou para os humanos, ou o contrário
londres - um grupo de cientistas detectou em humanos e vacas uma nova cepa de bactérias staphylococcus aureus resistente aos antibióticos do grupo da penicilina, publicou a revista lancet infectious diseases.

a epidemiologista veterinária espanhola laura garcía-álvarez, pesquisadora associada do imperial college de londres, identificou várias mostras de bactérias que apresentavam resistência aos antibióticos e que os testes habituais não detectavam. a pesquisadora fez a descoberta enquanto preparava sua tese de doutorado na universidade de cambridge.
a nova cepa de staphylococcus aureus resistente à meticilina (mrsa, na sigla em inglês), contém um gene chamado meca, responsável pela resistência aos antibióticos, que só tem 60% de nível de semelhança daqueles que compartilham 99% das mrsa conhecidas. por isso que a nova cepa passava despercebida nos exames clínicos, informou laura.
após identificar 13 amostras da bactéria, denominada lga251, em leite de vaca, os pesquisadores detectaram 50 casos em humanos no reino unido e na dinamarca em 2010, e atualmente estão desenvolvendo os primeiros testes em outros países europeus como portugal, alemanha e holanda.
"a primeira bactéria deste tipo procede de uma mostra de 1975, portanto, leva pelo menos 36 anos circulando, mas não a detectamos até agora porque não tínhamos as ferramentas necessárias", explicou.
o professor de medicina veterinária preventiva da universidade de cambridge mark holmes, que dirigiu a pesquisa, afirmou que a bactéria tem uma ampla distribuição geográfica, mas que sua incidência em números absolutos é muito baixa, embora não tenha descartado um aumento dos casos nos próximos anos quando se estenderem os novos testes clínicos para detectá-la.
os cientistas ainda não determinaram se foi a bactéria de origem bovina que passou para os humanos, ou o contrário, mas, em todo caso, afirmaram que o consumo de leite de vaca não representa nenhum risco de contágio, dado que o processo de pasteurização elimina totalmente a staphylococcus aureus.
calcula-se que um terço das pessoas tem em seu organismo bactérias resistentes aos antibióticos, principalmente na pele e nas fossas nasais, embora as complicações médicas associadas às mrsa costumem ocorrer em pacientes hospitaleiros submetidos a alguma intervenção cirúrgica.
em pacientes com um sistema imunológico debilitado, essas bactérias podem causar desde problemas cutâneos até infecções sanguíneas.
as staphylococcus aureus são as principais responsáveis pelas infecções hospitalares, e causam problemas médicos a 2% dos pacientes internados em uma clínica no reino unido, segundo os dados do wellcome truste sanger institue, que participou da análise genética do microorganismo.
nos países industrializados, as bactérias estão aumentando sua resistência aos antibióticos nos últimos anos, e calcula-se que entre 40% e 60% deles deixaram de responder as tratamentos com os antibióticos mais comuns.
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 7554,0.htm
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Re: SAUDE
cancro da mama: ácido zoledrónico reduz reincidência em 32%
4 de junho de 2011
a administração de ácido zoledrónico, usado para tratar a osteoporose, em mulheres com cancro da mama sensível às hormonas em fase inicial reduz em 32 por cento as possibilidades de reincidência, conclui um estudo.
a revista the lancet oncology publica na sua edição digital uma investigação que incide nos benefícios do ácido zoledrónico nas doentes com cancro mamário, quando a substância é combinada com a terapia hormonal padrão durante os três anos posteriores à cirurgia.
a investigação, a cargo de uma equipa da universidade de medicina de viena, envolveu 1.800 mulheres tratadas entre 1999 e 2006.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514312
4 de junho de 2011
a administração de ácido zoledrónico, usado para tratar a osteoporose, em mulheres com cancro da mama sensível às hormonas em fase inicial reduz em 32 por cento as possibilidades de reincidência, conclui um estudo.
a revista the lancet oncology publica na sua edição digital uma investigação que incide nos benefícios do ácido zoledrónico nas doentes com cancro mamário, quando a substância é combinada com a terapia hormonal padrão durante os três anos posteriores à cirurgia.
a investigação, a cargo de uma equipa da universidade de medicina de viena, envolveu 1.800 mulheres tratadas entre 1999 e 2006.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514312
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Re: SAUDE
radiação ultravioleta: índice muito alto para o sul do país
5 de junho de 2011
o índice de radiações ultravioleta está hoje muito alto em faro, sines e ponta delgada, segundo o instituto de meteorologia (im).
é aconselhada a utilização de óculos de sol com filtro uv, chapéu e t-shirt, protetor solar e guarda-sol. as crianças não devem ser expostas ao sol.
embora com menor intensidade, as radiações vão estar altas em lisboa, santa cruz, funchal, évora e bragança.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514406
5 de junho de 2011
o índice de radiações ultravioleta está hoje muito alto em faro, sines e ponta delgada, segundo o instituto de meteorologia (im).
é aconselhada a utilização de óculos de sol com filtro uv, chapéu e t-shirt, protetor solar e guarda-sol. as crianças não devem ser expostas ao sol.
embora com menor intensidade, as radiações vão estar altas em lisboa, santa cruz, funchal, évora e bragança.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514406
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Re: SAUDE
brotos produzidos na alemanha podem ser fonte de surto de infecções intestinais
05 de junho de 2011
fazendas na espanha foram apontadas inicialmente como origem de infecção por e. coli; 22 pessoas morreram
autoridades da alemanha afirmaram neste domingo que a origem da variedade altamente tóxica da bactéria e. coli, que matou 22 pessoas e infectou centenas, pode estar ligada a brotos de vários vegetais produzidos no país.
o ministro da agricultura para a região da baixa saxônia, gert lindemann, afirmou que epidemiologistas conseguiram rastrear a origem da bactéria até um viveiro na cidade de uelzen, a cerca de cem quilômetros de hamburgo, no norte da alemanha.
"o viveiro cultiva uma grande variedade de brotos a partir de sementes importadas de vários países", disse.
os brotos, incluindo brotos de feijão adzuki, alfafa, brócolis, lentilhas, entre outros, são usados em saladas.
o ministro informou que o viveiro foi fechado e todos os seus produtos recolhidos apesar do fato de os exames oficiais ainda não terem confirmado a presença da bactéria na fazenda.
segundo a agência de notícias alemã dpa, o ministério da saúde em berlim ainda está aguardando os resultados dos exames dos brotos.
o chefe do instituto robert koch, o centro de controle de doenças alemão, também teria dito que a causa da infecção por e. coli ainda não poderia ser definitivamente confirmada.
segundo o correspondente da bbc em berlim steve evans, o anúncio deste domingo pode trazer constrangimento para as autoridades alemãs, que tinham apontado as fazendas na espanha como a fonte do surto.
mortos
a bactéria e. coli já matou 22 pessoas, 21 na alemanha e uma na suécia, e infectou cerca de outras 2 mil, na alemanha e outros 12 países.
a maioria dos afetados pelo surto está na alemanha, com casos concentrados na cidade de hamburgo.
cientistas afirmaram que a nova variedade da e. coli é um híbrido agressivo, tóxico para humanos e que não estava ligado anteriormente à intoxicações alimentares.
o ministro federal da saúde, daniel bahr, informou que os hospitais do norte da alemanha estão superlotados devido ao surto, mas os funcionários estão fazendo "todo o que for necessário" para ajudar os pacientes.
a bactéria
a e. coli, que costuma habitar as entranhas de gado e ovelhas, em geral é inofensiva à saúde. mas a variedade que está atacando a europa, a ehec, causa diarreia, cólicas estomacais severas e febre. ela se prende às paredes do intestino, onde libera toxinas.
a maioria das vítimas se recupera após alguns dias de tratamento, mas um pequeno número de pacientes desenvolve uma síndrome potencialmente fatal, que ataca os sistemas renal e nervoso.
a espanha é o país mais afetado economicamente pelo episódio, já que, inicialmente, as autoridades alemãs atribuíram a culpa do surto infeccioso a pepinos espanhóis (depois, voltaram atrás).
o presidente de governo josé luis rodríguez zapatero disse que seu país vai exigir reparações pelas perdas sofridas.
http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 8334,0.htm
05 de junho de 2011
fazendas na espanha foram apontadas inicialmente como origem de infecção por e. coli; 22 pessoas morreram
autoridades da alemanha afirmaram neste domingo que a origem da variedade altamente tóxica da bactéria e. coli, que matou 22 pessoas e infectou centenas, pode estar ligada a brotos de vários vegetais produzidos no país.
o ministro da agricultura para a região da baixa saxônia, gert lindemann, afirmou que epidemiologistas conseguiram rastrear a origem da bactéria até um viveiro na cidade de uelzen, a cerca de cem quilômetros de hamburgo, no norte da alemanha.
"o viveiro cultiva uma grande variedade de brotos a partir de sementes importadas de vários países", disse.
os brotos, incluindo brotos de feijão adzuki, alfafa, brócolis, lentilhas, entre outros, são usados em saladas.
o ministro informou que o viveiro foi fechado e todos os seus produtos recolhidos apesar do fato de os exames oficiais ainda não terem confirmado a presença da bactéria na fazenda.
segundo a agência de notícias alemã dpa, o ministério da saúde em berlim ainda está aguardando os resultados dos exames dos brotos.
o chefe do instituto robert koch, o centro de controle de doenças alemão, também teria dito que a causa da infecção por e. coli ainda não poderia ser definitivamente confirmada.
segundo o correspondente da bbc em berlim steve evans, o anúncio deste domingo pode trazer constrangimento para as autoridades alemãs, que tinham apontado as fazendas na espanha como a fonte do surto.
mortos
a bactéria e. coli já matou 22 pessoas, 21 na alemanha e uma na suécia, e infectou cerca de outras 2 mil, na alemanha e outros 12 países.
a maioria dos afetados pelo surto está na alemanha, com casos concentrados na cidade de hamburgo.
cientistas afirmaram que a nova variedade da e. coli é um híbrido agressivo, tóxico para humanos e que não estava ligado anteriormente à intoxicações alimentares.
o ministro federal da saúde, daniel bahr, informou que os hospitais do norte da alemanha estão superlotados devido ao surto, mas os funcionários estão fazendo "todo o que for necessário" para ajudar os pacientes.
a bactéria
a e. coli, que costuma habitar as entranhas de gado e ovelhas, em geral é inofensiva à saúde. mas a variedade que está atacando a europa, a ehec, causa diarreia, cólicas estomacais severas e febre. ela se prende às paredes do intestino, onde libera toxinas.
a maioria das vítimas se recupera após alguns dias de tratamento, mas um pequeno número de pacientes desenvolve uma síndrome potencialmente fatal, que ataca os sistemas renal e nervoso.
a espanha é o país mais afetado economicamente pelo episódio, já que, inicialmente, as autoridades alemãs atribuíram a culpa do surto infeccioso a pepinos espanhóis (depois, voltaram atrás).
o presidente de governo josé luis rodríguez zapatero disse que seu país vai exigir reparações pelas perdas sofridas.
http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 8334,0.htm
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mauri
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Re: SAUDE
ue estuda reformar sistema de alerta para perigos com alimentos
06 de junho de 2011
luxemburgo - a união europeia estuda reformar o sistema de alerta para alimentos perigosos a fim de evitar novos alarmes prematuros e sem base científica suficiente, enquanto segue indefinida a origem do surto de e. coli.
no conselho de saúde realizado nesta segunda-feira em luxemburgo, os estados-membros analisaram a gestão da crise sanitária gerada pelo surto na alemanha e um grupo de países liderado pela espanha pediu medidas concretas para evitar que se repita uma situação como a causada pelo "alarme falso" sobre os pepinos.
a proposta da espanha para aprimorar o sistema teve o apoio de países como frança, itália e polônia, enquanto a comissão europeia destacou a necessidade de "ajustes" para que os alertas passem a se basear mais em fundamentos científicos e para que haja mais coordenação entre os membros da ue.
o comissário europeu de saúde, john dalli, destacou a necessidade de encontrar o foco da infecção o mais rápido possível, depois que foi descartada a última pista que levava a plantações de leguminosas germinadas na baixa saxônia (alemanha).
dalli afirmou em entrevista coletiva que o epicentro da infecção continua no norte da alemanha e fez recomendações "singelas" aos consumidores europeus, como lavar cuidadosamente os vegetais consumidos crus.
ao ser questionado pelo alerta prematuro ativado pelas autoridades sanitárias alemãs, que apontaram pepinos de origem espanhola como causadoras do surto, dalli afirmou "entender" que tenham feito isso sem contar com indícios suficientes "com o objetivo de proteger a população de um potencial perigo".
embora tenha descartado que o atual sistema de alerta rápido de alimentos e rações (rasff, na sigla em inglês) "precise de uma reforma", admitiu a necessidade de "ajustes com base no que aconteceu desta vez, sobretudo para melhorar a coordenação".
o sistema "deve estar mais unido aos testes" que são indispensáveis "na hora de fazer certas declarações", segundo dalli.
as notícias sobre possíveis perigos para a saúde "viajam rápido, criam muito medo na população e danificam os produtores do sistema europeu", acrescentou.
na mesma linha, o ministro da saúde húngaro, miklós réthelyi, destacou a dificuldade de abordar ao mesmo tempo questões de saúde pública e interesses econômicos na hora de enfrentar um surto como o desta bactéria.
já a ministra espanhola, leire pajín, transmitiu seu "profundo mal-estar" pela gestão da crise realizada pela alemanha à secretária de estado de saúde alemã, annette widmann-mauz.
entre as reformas concretas para evitar que se repitam situações semelhantes no futuro, a espanha propõe que antes de ativar o sistema seja feito um comunicado a todos os países afetados, explicou pajín, além de fixar padrões comuns para as análises dos diferentes estados-membros.
segundo os dados da comissão europeia, a linhagem 0104 da "e. coli" afetou até agora cerca de 1.700 pessoas de 11 estados-membros, dos quais uma centena sofre complicações médicas, e causou 20 mortes.
os responsáveis de agricultura da ue realizarão nesta terça-feira um encontro extraordinário em luxemburgo, no qual tentarão um acordo sobre o tipo de compensações que serão concedidas ao setor hortifrutigranjeiro pela queda do consumo provocado pelo surto.

http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 8707,0.htm
06 de junho de 2011
luxemburgo - a união europeia estuda reformar o sistema de alerta para alimentos perigosos a fim de evitar novos alarmes prematuros e sem base científica suficiente, enquanto segue indefinida a origem do surto de e. coli.
no conselho de saúde realizado nesta segunda-feira em luxemburgo, os estados-membros analisaram a gestão da crise sanitária gerada pelo surto na alemanha e um grupo de países liderado pela espanha pediu medidas concretas para evitar que se repita uma situação como a causada pelo "alarme falso" sobre os pepinos.
a proposta da espanha para aprimorar o sistema teve o apoio de países como frança, itália e polônia, enquanto a comissão europeia destacou a necessidade de "ajustes" para que os alertas passem a se basear mais em fundamentos científicos e para que haja mais coordenação entre os membros da ue.
o comissário europeu de saúde, john dalli, destacou a necessidade de encontrar o foco da infecção o mais rápido possível, depois que foi descartada a última pista que levava a plantações de leguminosas germinadas na baixa saxônia (alemanha).
dalli afirmou em entrevista coletiva que o epicentro da infecção continua no norte da alemanha e fez recomendações "singelas" aos consumidores europeus, como lavar cuidadosamente os vegetais consumidos crus.
ao ser questionado pelo alerta prematuro ativado pelas autoridades sanitárias alemãs, que apontaram pepinos de origem espanhola como causadoras do surto, dalli afirmou "entender" que tenham feito isso sem contar com indícios suficientes "com o objetivo de proteger a população de um potencial perigo".
embora tenha descartado que o atual sistema de alerta rápido de alimentos e rações (rasff, na sigla em inglês) "precise de uma reforma", admitiu a necessidade de "ajustes com base no que aconteceu desta vez, sobretudo para melhorar a coordenação".
o sistema "deve estar mais unido aos testes" que são indispensáveis "na hora de fazer certas declarações", segundo dalli.
as notícias sobre possíveis perigos para a saúde "viajam rápido, criam muito medo na população e danificam os produtores do sistema europeu", acrescentou.
na mesma linha, o ministro da saúde húngaro, miklós réthelyi, destacou a dificuldade de abordar ao mesmo tempo questões de saúde pública e interesses econômicos na hora de enfrentar um surto como o desta bactéria.
já a ministra espanhola, leire pajín, transmitiu seu "profundo mal-estar" pela gestão da crise realizada pela alemanha à secretária de estado de saúde alemã, annette widmann-mauz.
entre as reformas concretas para evitar que se repitam situações semelhantes no futuro, a espanha propõe que antes de ativar o sistema seja feito um comunicado a todos os países afetados, explicou pajín, além de fixar padrões comuns para as análises dos diferentes estados-membros.
segundo os dados da comissão europeia, a linhagem 0104 da "e. coli" afetou até agora cerca de 1.700 pessoas de 11 estados-membros, dos quais uma centena sofre complicações médicas, e causou 20 mortes.
os responsáveis de agricultura da ue realizarão nesta terça-feira um encontro extraordinário em luxemburgo, no qual tentarão um acordo sobre o tipo de compensações que serão concedidas ao setor hortifrutigranjeiro pela queda do consumo provocado pelo surto.

http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 8707,0.htm
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mauri
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Re: SAUDE
e. coli: reunião de emergência de ministros discutirá surto na terça
06 de junho de 2011
há a possibilidade de ministros da agricultura apresentarem pacote de ajuda a agricultures prejudicados pelo surto
ministros de agricultura da união europeia (ue) se reunirão amanhã, em luxemburgo, em caráter emergencial para discutir o surto da bactéria escherichia coli (e.coli) e seu impacto nos produtores de vegetais. a informação foi divulgada hoje por marton hajdu, porta-voz da presidência húngara da ue. "eles farão um balanço da situação do surto tanto da perspectiva de mercado como da segurança alimentar", afirmou.
o comissário de agricultura da ue, dacian ciolos, e o de saúde, john dalli, também participarão da reunião. dalli ressaltou nesta segunda-feira a necessidade de se detectar o mais rápido possível a origem do surto para evitar que volte a ser registrado na união europeia (ue).
dalli afirmou que a ue "está fazendo muito" para controlar a situação e destacou o envio de especialistas comunitários à alemanha para assessorar suas autoridades, acelerar o processo de detecção do surto da infecção e assegurar que todos os possíveis indícios estão sendo perseguidos. o comissário admitiu que se trata de uma grande crise e ressaltou que a situação "deve ser controlada e contida geograficamente".
por sua vez, a secretária de estado de saúde alemã, annett widmann-mauz, afirmou que existem "possibilidades razoáveis" de a origem da infecção se encontrar em uma exploração de soja da região da baixa saxônia. no entanto, o governo alemão está à espera dos resultados definitivos das análises para confirmar este extremo, que, segundo annett, devem ser divulgados ainda nesta segunda-feira.
ajuda. os ministros também irão discutir na reunião de amanhã como compensar os produtores prejudicados pelo surto da bactéria escherichia coli (e.coli), que derrubou o consumo de frutas e vegetais.
"considerando uma ação legal, a ideia é chegar a algo amanhã, que cubra não apenas agricultores que são membros de uma organização", mas todos os afetados, disse um porta-voz da comissão europeia. "nós vimos uma queda do consumo em toda a europa, no que se refere às frutas e aos vegetais. a crise tem tido um impacto em toda a europa."
ele afirmou que as opções incluem possibilidades existentes na política agrícola comum da ue, na qual produtores de associações têm direito a um cofinanciamento da ue, limitado a 5% do valor da produção a cada ano.
estados membros do bloco também poderão distribuir ajuda aos agricultores, mas qualquer quantia superior a 7.500 euros por produtor durante três anos precisaria ser aprovada por autoridades de competitividade da ue, acrescentou o porta-voz.
a comissão europeia também espera resolver a situação com o governo russo, que proibiu a importação de vegetais frescos do bloco, antes da cúpula ue-rússia marcada para esta quinta-feira, e o diálogo nesta área está "em andamento."
"nós achamos que a abordagem russa foi desproporcional", afirmou uma porta-voz. "esperamos encontrar uma solução antes da cúpula."
http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 8551,0.htm
06 de junho de 2011
há a possibilidade de ministros da agricultura apresentarem pacote de ajuda a agricultures prejudicados pelo surto
ministros de agricultura da união europeia (ue) se reunirão amanhã, em luxemburgo, em caráter emergencial para discutir o surto da bactéria escherichia coli (e.coli) e seu impacto nos produtores de vegetais. a informação foi divulgada hoje por marton hajdu, porta-voz da presidência húngara da ue. "eles farão um balanço da situação do surto tanto da perspectiva de mercado como da segurança alimentar", afirmou.
o comissário de agricultura da ue, dacian ciolos, e o de saúde, john dalli, também participarão da reunião. dalli ressaltou nesta segunda-feira a necessidade de se detectar o mais rápido possível a origem do surto para evitar que volte a ser registrado na união europeia (ue).
dalli afirmou que a ue "está fazendo muito" para controlar a situação e destacou o envio de especialistas comunitários à alemanha para assessorar suas autoridades, acelerar o processo de detecção do surto da infecção e assegurar que todos os possíveis indícios estão sendo perseguidos. o comissário admitiu que se trata de uma grande crise e ressaltou que a situação "deve ser controlada e contida geograficamente".
por sua vez, a secretária de estado de saúde alemã, annett widmann-mauz, afirmou que existem "possibilidades razoáveis" de a origem da infecção se encontrar em uma exploração de soja da região da baixa saxônia. no entanto, o governo alemão está à espera dos resultados definitivos das análises para confirmar este extremo, que, segundo annett, devem ser divulgados ainda nesta segunda-feira.
ajuda. os ministros também irão discutir na reunião de amanhã como compensar os produtores prejudicados pelo surto da bactéria escherichia coli (e.coli), que derrubou o consumo de frutas e vegetais.
"considerando uma ação legal, a ideia é chegar a algo amanhã, que cubra não apenas agricultores que são membros de uma organização", mas todos os afetados, disse um porta-voz da comissão europeia. "nós vimos uma queda do consumo em toda a europa, no que se refere às frutas e aos vegetais. a crise tem tido um impacto em toda a europa."
ele afirmou que as opções incluem possibilidades existentes na política agrícola comum da ue, na qual produtores de associações têm direito a um cofinanciamento da ue, limitado a 5% do valor da produção a cada ano.
estados membros do bloco também poderão distribuir ajuda aos agricultores, mas qualquer quantia superior a 7.500 euros por produtor durante três anos precisaria ser aprovada por autoridades de competitividade da ue, acrescentou o porta-voz.
a comissão europeia também espera resolver a situação com o governo russo, que proibiu a importação de vegetais frescos do bloco, antes da cúpula ue-rússia marcada para esta quinta-feira, e o diálogo nesta área está "em andamento."
"nós achamos que a abordagem russa foi desproporcional", afirmou uma porta-voz. "esperamos encontrar uma solução antes da cúpula."
http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 8551,0.htm
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Re: SAUDE
interatividade na web transforma modo de atuar de pacientes e médicos
05 de junho de 2011
por meio de redes sociais, pacientes trocam experiências e avaliam médicos que os atendem; serviços são polêmicos, mas especialistas já conseguiram detectar epidemia observando os temas em discussão

engenheiro de software, o canadense geoffrey shmigelsky, de 42 anos, chegou a um diagnóstico digno do doutor house - aquele da série de tv. por dois anos, sofreu de dores no peito. o problema aparecia a cada 17 dias. "fui a médicos e psicólogos. tudo em vão", conta. decidiu ingressar numa comunidade virtual de pacientes. com a troca de experiências, descobriu que o problema era causado por um parasita alojado em seu pulmão. "a cura era uma pílula de us$ 10."

grupo na internet ajudou geoffrey shmigelsky a descobrir a fonte das dores no peito
o site acessado pelo canadense - cure together (curetogether.com) - reúne portadores de diversas doenças. ao se cadastrar, o internauta preenche um questionário relatando seus sintomas, os tratamentos que experimentou e os resultados que obteve. o sistema então indica usuários com o mesmo perfil para ele entrar em contato.
o cure together é apenas um exemplo da revolução que as ferramentas da web 2.0 - redes sociais, blogs, microblogs e tudo que permita a construção coletiva do conhecimento - estão provocando na forma como as informações sobre saúde são produzidas e disseminadas. o movimento, ainda tímido no brasil, já tem nome: saúde 2.0.
"acreditamos que o paciente deve deixar de ser mero passageiro e se tornar o condutor responsável de sua saúde", afirma o americano dave debronkart, líder da sociedade pela medicina participativa (spm, na sigla em inglês). mas ele alerta: a ideia não é que o doente assuma o lugar do médico e sim que se torne parceiro. "metade dos fundadores da spm é médico", revela.
contudo, há relatos de situações em que a crescente autonomia dos pacientes conectados obrigou médicos e gestores a rever condutas e políticas públicas. algumas vezes, sem o desejável respaldo científico (mais informações na próxima página).
de qualquer forma, ferramentas como o cure together não são úteis só para pacientes. a base de dados desse site, por exemplo, alimenta pesquisas de universidades como mit, stanford e carnegie mellon. são informações cadastradas por mais de 26 mil usuários - cerca de 230 brasileiros. "estamos criando uma versão em português", diz a idealizadora alexandra carmichael.
ao monitorar os temas de saúde mais frequentes nas redes sociais, blogs e sites de busca, cientistas são capazes até de detectar epidemias. nos eua, por exemplo, um aumento nas consultas relacionadas a diarreia e intoxicação alimentar no google serviu como pista para identificar um surto de salmonelose. é o que relata um trabalho publicado no new england journal of medicine (nejm) em 2009.
além de serviços parecidos com os do cure together, o site patients like me (patientslikeme.com) apresenta estatísticas sobre eficácia e riscos de remédios e outras terapias. há também uma lista de testes clínicos com novos medicamentos - ainda não aprovados - e o contato das empresas responsáveis.
até mesmo um ranking com os melhores e piores médicos é possível encontrar nos sites americanos rate mds (ratemds.com) e revolution health (revolutionhealth.com). a lista dos "top 10" é elaborada com as notas atribuídas pelos pacientes cadastrados.
muitos argumentam que os comentários feitos nesses sites, por serem anônimos, não são confiáveis. mas um artigo do nejm afirma que eles têm algo a ensinar. no texto, a psiquiatra shaili jain ressalta que médicos costumam aprender nos livros ou com os colegas o que faz um bom profissional. "raramente ouvimos os anseios dos pacientes porque, no mundo real, eles não costumam dizer o que pensam cara a cara", diz ela.
em relatório de 2010, a consultoria terra fórum apontou a saúde 2.0 como "tendência que transforma a dinâmica de prestação de serviço no setor ao retirar dos profissionais de saúde o monopólio do conhecimento". "os médicos sempre serão resistentes, mas, a despeito das críticas, as ferramentas da web 2.0 estão aí. é melhor que você participe e as utilize bem", diz o consultor claudio terra.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 8188,0.php
05 de junho de 2011
por meio de redes sociais, pacientes trocam experiências e avaliam médicos que os atendem; serviços são polêmicos, mas especialistas já conseguiram detectar epidemia observando os temas em discussão

engenheiro de software, o canadense geoffrey shmigelsky, de 42 anos, chegou a um diagnóstico digno do doutor house - aquele da série de tv. por dois anos, sofreu de dores no peito. o problema aparecia a cada 17 dias. "fui a médicos e psicólogos. tudo em vão", conta. decidiu ingressar numa comunidade virtual de pacientes. com a troca de experiências, descobriu que o problema era causado por um parasita alojado em seu pulmão. "a cura era uma pílula de us$ 10."

grupo na internet ajudou geoffrey shmigelsky a descobrir a fonte das dores no peito
o site acessado pelo canadense - cure together (curetogether.com) - reúne portadores de diversas doenças. ao se cadastrar, o internauta preenche um questionário relatando seus sintomas, os tratamentos que experimentou e os resultados que obteve. o sistema então indica usuários com o mesmo perfil para ele entrar em contato.
o cure together é apenas um exemplo da revolução que as ferramentas da web 2.0 - redes sociais, blogs, microblogs e tudo que permita a construção coletiva do conhecimento - estão provocando na forma como as informações sobre saúde são produzidas e disseminadas. o movimento, ainda tímido no brasil, já tem nome: saúde 2.0.
"acreditamos que o paciente deve deixar de ser mero passageiro e se tornar o condutor responsável de sua saúde", afirma o americano dave debronkart, líder da sociedade pela medicina participativa (spm, na sigla em inglês). mas ele alerta: a ideia não é que o doente assuma o lugar do médico e sim que se torne parceiro. "metade dos fundadores da spm é médico", revela.
contudo, há relatos de situações em que a crescente autonomia dos pacientes conectados obrigou médicos e gestores a rever condutas e políticas públicas. algumas vezes, sem o desejável respaldo científico (mais informações na próxima página).
de qualquer forma, ferramentas como o cure together não são úteis só para pacientes. a base de dados desse site, por exemplo, alimenta pesquisas de universidades como mit, stanford e carnegie mellon. são informações cadastradas por mais de 26 mil usuários - cerca de 230 brasileiros. "estamos criando uma versão em português", diz a idealizadora alexandra carmichael.
ao monitorar os temas de saúde mais frequentes nas redes sociais, blogs e sites de busca, cientistas são capazes até de detectar epidemias. nos eua, por exemplo, um aumento nas consultas relacionadas a diarreia e intoxicação alimentar no google serviu como pista para identificar um surto de salmonelose. é o que relata um trabalho publicado no new england journal of medicine (nejm) em 2009.
além de serviços parecidos com os do cure together, o site patients like me (patientslikeme.com) apresenta estatísticas sobre eficácia e riscos de remédios e outras terapias. há também uma lista de testes clínicos com novos medicamentos - ainda não aprovados - e o contato das empresas responsáveis.
até mesmo um ranking com os melhores e piores médicos é possível encontrar nos sites americanos rate mds (ratemds.com) e revolution health (revolutionhealth.com). a lista dos "top 10" é elaborada com as notas atribuídas pelos pacientes cadastrados.
muitos argumentam que os comentários feitos nesses sites, por serem anônimos, não são confiáveis. mas um artigo do nejm afirma que eles têm algo a ensinar. no texto, a psiquiatra shaili jain ressalta que médicos costumam aprender nos livros ou com os colegas o que faz um bom profissional. "raramente ouvimos os anseios dos pacientes porque, no mundo real, eles não costumam dizer o que pensam cara a cara", diz ela.
em relatório de 2010, a consultoria terra fórum apontou a saúde 2.0 como "tendência que transforma a dinâmica de prestação de serviço no setor ao retirar dos profissionais de saúde o monopólio do conhecimento". "os médicos sempre serão resistentes, mas, a despeito das críticas, as ferramentas da web 2.0 estão aí. é melhor que você participe e as utilize bem", diz o consultor claudio terra.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 8188,0.php
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Re: SAUDE
vacina contra febre amarela é eficaz com dose 50 vezes menor que a atual
06 de junho de 2011
pesquisadores de bio-manguinhos/fiocruz descobrem que resposta imunológica é semelhante nos dez meses seguintes à aplicação do imunizante; estudo também indica que as reações adversas à vacina são menores quando a pessoa já teve dengue
uma pesquisa com 900 militares revelou que a vacina contra febre amarela é eficaz mesmo se a dose for 50 vezes menor do que a injetada atualmente na população. o maior estudo já realizado para avaliar a imunização com doses mais baixas foi realizado por pesquisadores do instituto de tecnologia em imunobiológicos (bio-manguinhos/fiocruz), em parceria com o instituto de biologia do exército.

o pesquisador reinaldo de menezes martins, consultor sênior de bio-manguinhos
"esse trabalho é importante porque, se houver uma emergência de saúde pública, temos elementos que nos permitem aplicar a vacina diluída dessa forma em adultos", diz reinaldo de menezes martins, consultor sênior de bio-manguinhos e principal pesquisador do trabalho. o estudo foi apresentado durante o simpósio internacional de imunobiológicos, organizado em maio pelo bio-manguinhos.
na próxima fase da pesquisa serão imunizadas crianças do pará para saber se a eficácia se mantém também nesse público, explica o pesquisador.
para o trabalho, foram recrutados 900 militares que nunca haviam tido contato com o vírus - não tinham sido vacinados nem contraído a doença. desses, 895 aderiram ao protocolo e voltaram a ter o sangue testado 5 e 30 dias após terem recebido a dose. um total de 146 teve sorologia positiva para o vírus da febre amarela e foi dispensado. provavelmente haviam sido vacinados e não sabiam. participaram da pesquisa e foram imunizados 749 militares.
a pesquisa mostrou que a eficácia da dose diluída 50 vezes é de 96,9% - praticamente a mesma da que é aplicada hoje (97,7%). essa resposta se manteve nos 10 meses seguintes - a testagem será repetida nos próximos dez anos, para saber se a vacina fracionada tem a mesma garantia de uma década da dose completa. a redução da quantidade de partículas de vírus reduziu a dor no local da aplicação.
efeitos adversos. o grande desafio dos especialistas é obter um produto que consiga reduzir os casos de eventos adversos graves da vacina da febre amarela - a cada 300 mil pessoas imunizadas, 1 morre por efeito da vacina.
martins explica que não houve mudança do comportamento do vírus ao longo dos anos. "até 1999, não se sabia que os eventos adversos eram tão graves, porque aconteciam em regiões mais remotas do país e as pessoas atribuíam os falecimentos à própria febre amarela ou a outras causas", conta. com o sequenciamento genético, passou a ser possível identificar se a morte havia sido provocada por vírus vacinal ou pelo vírus selvagem.
"deve ficar muito claro que a vacina é importantíssima. metade das pessoas que contraem febre amarela morre. os eventos adversos ocorrem em escala muito menor", alerta martins.
proteção extra. o estudo não permitiu aos pesquisadores avaliar se a menor quantidade de partículas de vírus na vacina reduz o risco de efeitos adversos - seria preciso ampliar muito o número de pessoas estudadas. mas revelou uma curiosidade interessante.
já se sabia que aqueles que sofrem as piores reações são os que têm maior presença do vírus no sangue após a vacinação, a chamada viremia. a pesquisa mostrou que os militares com sorologia negativa para dengue e febre amarela, ou seja, que nunca haviam contraído nenhuma das duas doenças, tiveram viremia de 18,5%. entre aqueles que foram contaminados pelo vírus da dengue, a viremia foi de 2,1%.
"é como se a dengue protegesse contra a febre amarela, atenuando a doença de tal maneira que o paciente não tem viremia. quem teve dengue e recebeu a vacina possivelmente terá menos efeito adverso à vacina", afirma martins.
o pesquisador lembra que o transmissor das duas doenças é o mesmo - o mosquito aedes aegypti. "todos sempre se perguntam porque a ásia tem muita dengue e não tem febre amarela. o mesmo ocorre no rio. esse resultado que encontramos pode nos levar a essa resposta."
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 8442,0.php
06 de junho de 2011
pesquisadores de bio-manguinhos/fiocruz descobrem que resposta imunológica é semelhante nos dez meses seguintes à aplicação do imunizante; estudo também indica que as reações adversas à vacina são menores quando a pessoa já teve dengue
uma pesquisa com 900 militares revelou que a vacina contra febre amarela é eficaz mesmo se a dose for 50 vezes menor do que a injetada atualmente na população. o maior estudo já realizado para avaliar a imunização com doses mais baixas foi realizado por pesquisadores do instituto de tecnologia em imunobiológicos (bio-manguinhos/fiocruz), em parceria com o instituto de biologia do exército.

o pesquisador reinaldo de menezes martins, consultor sênior de bio-manguinhos
"esse trabalho é importante porque, se houver uma emergência de saúde pública, temos elementos que nos permitem aplicar a vacina diluída dessa forma em adultos", diz reinaldo de menezes martins, consultor sênior de bio-manguinhos e principal pesquisador do trabalho. o estudo foi apresentado durante o simpósio internacional de imunobiológicos, organizado em maio pelo bio-manguinhos.
na próxima fase da pesquisa serão imunizadas crianças do pará para saber se a eficácia se mantém também nesse público, explica o pesquisador.
para o trabalho, foram recrutados 900 militares que nunca haviam tido contato com o vírus - não tinham sido vacinados nem contraído a doença. desses, 895 aderiram ao protocolo e voltaram a ter o sangue testado 5 e 30 dias após terem recebido a dose. um total de 146 teve sorologia positiva para o vírus da febre amarela e foi dispensado. provavelmente haviam sido vacinados e não sabiam. participaram da pesquisa e foram imunizados 749 militares.
a pesquisa mostrou que a eficácia da dose diluída 50 vezes é de 96,9% - praticamente a mesma da que é aplicada hoje (97,7%). essa resposta se manteve nos 10 meses seguintes - a testagem será repetida nos próximos dez anos, para saber se a vacina fracionada tem a mesma garantia de uma década da dose completa. a redução da quantidade de partículas de vírus reduziu a dor no local da aplicação.
efeitos adversos. o grande desafio dos especialistas é obter um produto que consiga reduzir os casos de eventos adversos graves da vacina da febre amarela - a cada 300 mil pessoas imunizadas, 1 morre por efeito da vacina.
martins explica que não houve mudança do comportamento do vírus ao longo dos anos. "até 1999, não se sabia que os eventos adversos eram tão graves, porque aconteciam em regiões mais remotas do país e as pessoas atribuíam os falecimentos à própria febre amarela ou a outras causas", conta. com o sequenciamento genético, passou a ser possível identificar se a morte havia sido provocada por vírus vacinal ou pelo vírus selvagem.
"deve ficar muito claro que a vacina é importantíssima. metade das pessoas que contraem febre amarela morre. os eventos adversos ocorrem em escala muito menor", alerta martins.
proteção extra. o estudo não permitiu aos pesquisadores avaliar se a menor quantidade de partículas de vírus na vacina reduz o risco de efeitos adversos - seria preciso ampliar muito o número de pessoas estudadas. mas revelou uma curiosidade interessante.
já se sabia que aqueles que sofrem as piores reações são os que têm maior presença do vírus no sangue após a vacinação, a chamada viremia. a pesquisa mostrou que os militares com sorologia negativa para dengue e febre amarela, ou seja, que nunca haviam contraído nenhuma das duas doenças, tiveram viremia de 18,5%. entre aqueles que foram contaminados pelo vírus da dengue, a viremia foi de 2,1%.
"é como se a dengue protegesse contra a febre amarela, atenuando a doença de tal maneira que o paciente não tem viremia. quem teve dengue e recebeu a vacina possivelmente terá menos efeito adverso à vacina", afirma martins.
o pesquisador lembra que o transmissor das duas doenças é o mesmo - o mosquito aedes aegypti. "todos sempre se perguntam porque a ásia tem muita dengue e não tem febre amarela. o mesmo ocorre no rio. esse resultado que encontramos pode nos levar a essa resposta."
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mauri
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Re: SAUDE
no interior, pms tentam perder uma tonelada
06 de junho de 2011
estudo mostra que 18% da tropa está obesa e polícia inicia programa de exercícios e dieta

estudo analisou 912 policiais de 23 a 56 anos: cinco anos depois, única melhora foi a redução no nº de fumantes
preocupados com o resultado de uma pesquisa que constatou que 68% do efetivo está acima do peso, policiais do 9.º batalhão da polícia militar de marília, a 444 quilômetros de são paulo, iniciaram na sexta-feira um desafio: prometem perder, em um mês, uma tonelada de gordura.
a ideia é fazer os 750 homens do batalhão perderem peso praticando exercícios e se alimentando corretamente. segundo o major flávio pádua godoi, subcomandante do 9.º batalhão, a iniciativa foi motivada pelo estudo de três médicos da faculdade de medicina de marília, entre eles dois oficiais da pm. eles constataram que 50% dos policiais estão com sobrepeso e 18% têm algum grau de obesidade.
a pesquisa fatores de risco para doenças cardiovasculares na polícia militar revela ainda que 62% dos pms com menos de 35 anos estão acima do peso. nos pms com mais de 35 anos, esse índice é de 72%. publicado internacionalmente em 2010, o estudo analisou 912 homens de 23 a 56 anos em 2006. segundo godoi, a única melhora posterior foi a redução do cigarro - taxa de fumantes caiu de 13% para quase zero. "só temos um homem que fuma hoje", diz, ressaltando que a redução foi obtida graças à lei antifumo.
para encararem o desafio de perder uma tonelada de gordura, todos os pms foram para a balança, tiveram o índice de massa corporal (imc) medido e fizeram exames de sangue e complementares. "depois de passarem pelos médicos, eles receberam cartilhas com explicações sobre quais remédios devem tomar, os exercícios necessários, a alimentação adequada e mudanças nos hábitos de vida."
a expectativa é que, em média, cada pm perca 1,2 kg nos 30 dias de desafio. mas o soldado elói torres quer ir além. "espero perder 10 kg", diz ele, que está 17 acima do peso e descobriu ter hipertensão e obesidade. "a correria do dia a dia não me deixou perceber que estava levando errado a vida. já cheguei a pesar 102 kg e estou com 97. vou emagrecer muito mais. com esse desafio, a gente não luta sozinho." além de melhorar a alimentação, torres passou a fazer exercícios depois de levar a filha à escola, às 7h, e antes de entrar no trabalho, às 8h45.
"apesar de ser uma preocupação individual, é muito bom saber que a pm se preocupa com o bem-estar de seus homens. minha vida está começando a mudar", diz o primeiro-tenente fabiano mendonça, casado com uma nutricionista. "agora vamos alterar nosso hábito em casa, pois, embora minha mulher seja nutricionista, nem sempre optamos pela alimentação saudável", confessa. sua intenção é perder pelo menos dois quilos. hoje, tem 106 - o ideal são 95.
açúcar. o programa de redução de peso e melhoria de qualidade de vida da pm de marília extinguiu o uso de açúcar, sucos industrializados e refrigerantes no batalhão. além disso, foi reformado o núcleo de atividades desportivas e instituída a tarde em ação, projeto em que pms praticam exercícios físicos no quartel dois dias por semana. ao mesmo tempo, o comando do batalhão organiza palestras com nutricionistas e médicos.
?
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06 de junho de 2011
estudo mostra que 18% da tropa está obesa e polícia inicia programa de exercícios e dieta

estudo analisou 912 policiais de 23 a 56 anos: cinco anos depois, única melhora foi a redução no nº de fumantes
preocupados com o resultado de uma pesquisa que constatou que 68% do efetivo está acima do peso, policiais do 9.º batalhão da polícia militar de marília, a 444 quilômetros de são paulo, iniciaram na sexta-feira um desafio: prometem perder, em um mês, uma tonelada de gordura.
a ideia é fazer os 750 homens do batalhão perderem peso praticando exercícios e se alimentando corretamente. segundo o major flávio pádua godoi, subcomandante do 9.º batalhão, a iniciativa foi motivada pelo estudo de três médicos da faculdade de medicina de marília, entre eles dois oficiais da pm. eles constataram que 50% dos policiais estão com sobrepeso e 18% têm algum grau de obesidade.
a pesquisa fatores de risco para doenças cardiovasculares na polícia militar revela ainda que 62% dos pms com menos de 35 anos estão acima do peso. nos pms com mais de 35 anos, esse índice é de 72%. publicado internacionalmente em 2010, o estudo analisou 912 homens de 23 a 56 anos em 2006. segundo godoi, a única melhora posterior foi a redução do cigarro - taxa de fumantes caiu de 13% para quase zero. "só temos um homem que fuma hoje", diz, ressaltando que a redução foi obtida graças à lei antifumo.
para encararem o desafio de perder uma tonelada de gordura, todos os pms foram para a balança, tiveram o índice de massa corporal (imc) medido e fizeram exames de sangue e complementares. "depois de passarem pelos médicos, eles receberam cartilhas com explicações sobre quais remédios devem tomar, os exercícios necessários, a alimentação adequada e mudanças nos hábitos de vida."
a expectativa é que, em média, cada pm perca 1,2 kg nos 30 dias de desafio. mas o soldado elói torres quer ir além. "espero perder 10 kg", diz ele, que está 17 acima do peso e descobriu ter hipertensão e obesidade. "a correria do dia a dia não me deixou perceber que estava levando errado a vida. já cheguei a pesar 102 kg e estou com 97. vou emagrecer muito mais. com esse desafio, a gente não luta sozinho." além de melhorar a alimentação, torres passou a fazer exercícios depois de levar a filha à escola, às 7h, e antes de entrar no trabalho, às 8h45.
"apesar de ser uma preocupação individual, é muito bom saber que a pm se preocupa com o bem-estar de seus homens. minha vida está começando a mudar", diz o primeiro-tenente fabiano mendonça, casado com uma nutricionista. "agora vamos alterar nosso hábito em casa, pois, embora minha mulher seja nutricionista, nem sempre optamos pela alimentação saudável", confessa. sua intenção é perder pelo menos dois quilos. hoje, tem 106 - o ideal são 95.
açúcar. o programa de redução de peso e melhoria de qualidade de vida da pm de marília extinguiu o uso de açúcar, sucos industrializados e refrigerantes no batalhão. além disso, foi reformado o núcleo de atividades desportivas e instituída a tarde em ação, projeto em que pms praticam exercícios físicos no quartel dois dias por semana. ao mesmo tempo, o comando do batalhão organiza palestras com nutricionistas e médicos.
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Re: SAUDE
infarmed ordena suspensão de alguns lotes de atarax
6 de junho de 2011
a autoridade nacional do medicamento (infarmed) ordenou hoje a «suspensão imediata» da comercialização de alguns lotes do medicamento atarax, solução injetável, devido à deteção de fissuras nas ampolas que «podem pôr em causa a sua esterilidade».

o infarmed recebeu um alerta internacional, emitido pela agência belga, relativo à deteção de fissuras nas ampolas do medicamento atarax, solução injetável, 100 mg/2 ml, que podem pôr em causa a sua esterilidade.
entretanto, a empresa ucb pharma (produtos farmacêuticos), informou o infarmed que em causa estão os seguintes lotes: 30.041 (com a validade 30/06/2013), 37.014/2 (30/09/2015), 36.256/1 (28/02/2014), 37.014 (30/09/2015), 36.424 31/05/2014), 36.866/1 (30/04/2015), 36.671/1 (30/09/2014), 36.906 (30/04/2015), 36.671/3 (30/09/2014) e 36.783 (31/01/2015).
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514677
6 de junho de 2011
a autoridade nacional do medicamento (infarmed) ordenou hoje a «suspensão imediata» da comercialização de alguns lotes do medicamento atarax, solução injetável, devido à deteção de fissuras nas ampolas que «podem pôr em causa a sua esterilidade».

o infarmed recebeu um alerta internacional, emitido pela agência belga, relativo à deteção de fissuras nas ampolas do medicamento atarax, solução injetável, 100 mg/2 ml, que podem pôr em causa a sua esterilidade.
entretanto, a empresa ucb pharma (produtos farmacêuticos), informou o infarmed que em causa estão os seguintes lotes: 30.041 (com a validade 30/06/2013), 37.014/2 (30/09/2015), 36.256/1 (28/02/2014), 37.014 (30/09/2015), 36.424 31/05/2014), 36.866/1 (30/04/2015), 36.671/1 (30/09/2014), 36.906 (30/04/2015), 36.671/3 (30/09/2014) e 36.783 (31/01/2015).
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514677
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Re: SAUDE
filhas de fumadores enfrentam menopausa prematuramente
6 de junho de 2011
jovens cujos pais são fumadores podem entrar na menopausa até um ano antes do normal, segundo um estudo conduzido pelo m&k health institute, no japão. segundo os cientistas, o hábito de fumar pode afectar a vida reprodutiva das filhas, encurtando o seu período fértil.

a equipa japonesa analisou mais de 1.000 mulheres na menopausa em acompanhamento ginecológico, e concluiu que cerca de 75% dos pais das voluntárias haviam fumado enquanto eram geradas no útero das suas mães, e que a mesma percentagem afirmou que os seus maridos fumavam antes de elas atingirem a menopausa.
apenas cerca de 5% das mulheres assumiram terem fumado enquanto estavam grávidas ou mesmo durante o período em que poderiam ter ficado grávidas – e ainda não sabiam.
a idade média de chegada à menopausa foi de 51 anos, contudo, entre as que fumavam, o período fértil foi encurtado em 14 meses, e entre as que o marido fumava, cinco meses. já para aqueles que foram expostas ao fumo enquanto ainda estavam no útero, a menopausa aconteceu 13 meses antes da média observada.
segundo os cientistas, a relação exacta entre fumo passivo e o ciclo reprodutivo das mulheres não pode ser estabelecida, mas entre as hipóteses mais prováveis estão a influência do cigarro no esperma, na formação do embrião e nas glândulas do cérebro responsáveis pela hormona reprodutiva.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514693
6 de junho de 2011
jovens cujos pais são fumadores podem entrar na menopausa até um ano antes do normal, segundo um estudo conduzido pelo m&k health institute, no japão. segundo os cientistas, o hábito de fumar pode afectar a vida reprodutiva das filhas, encurtando o seu período fértil.

a equipa japonesa analisou mais de 1.000 mulheres na menopausa em acompanhamento ginecológico, e concluiu que cerca de 75% dos pais das voluntárias haviam fumado enquanto eram geradas no útero das suas mães, e que a mesma percentagem afirmou que os seus maridos fumavam antes de elas atingirem a menopausa.
apenas cerca de 5% das mulheres assumiram terem fumado enquanto estavam grávidas ou mesmo durante o período em que poderiam ter ficado grávidas – e ainda não sabiam.
a idade média de chegada à menopausa foi de 51 anos, contudo, entre as que fumavam, o período fértil foi encurtado em 14 meses, e entre as que o marido fumava, cinco meses. já para aqueles que foram expostas ao fumo enquanto ainda estavam no útero, a menopausa aconteceu 13 meses antes da média observada.
segundo os cientistas, a relação exacta entre fumo passivo e o ciclo reprodutivo das mulheres não pode ser estabelecida, mas entre as hipóteses mais prováveis estão a influência do cigarro no esperma, na formação do embrião e nas glândulas do cérebro responsáveis pela hormona reprodutiva.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514693
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Re: SAUDE
produtos de limpeza podem provocar obesidade
6 de junho de 2011
compostos presentes em produtos de limpeza, plásticos, agrotóxicos, metais e até plantas são capazes de alterar o metabolismo humano e causar obesidade, segundo nelson rassi, endocrinologista do hospital gerald e goiânia.
chamadas de «disruptores endócrinos», essas substâncias alteram tanto a função quanto a produção hormonal e aumentam a gordura abdominal.
como esses compostos estão presentes numa gama muito grande de produtos, quase toda a população está exposta a eles, e quanto mais jovem for a pessoa, mais susceptível ela está.
crianças e fetos são os mais afectados.
«as leis devem ser mais rígidas em relação aos produtos cujos efeitos desconhecemos, principalmente os destinados ao público infantil», diz rassi.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514684
6 de junho de 2011
compostos presentes em produtos de limpeza, plásticos, agrotóxicos, metais e até plantas são capazes de alterar o metabolismo humano e causar obesidade, segundo nelson rassi, endocrinologista do hospital gerald e goiânia.
chamadas de «disruptores endócrinos», essas substâncias alteram tanto a função quanto a produção hormonal e aumentam a gordura abdominal.
como esses compostos estão presentes numa gama muito grande de produtos, quase toda a população está exposta a eles, e quanto mais jovem for a pessoa, mais susceptível ela está.
crianças e fetos são os mais afectados.
«as leis devem ser mais rígidas em relação aos produtos cujos efeitos desconhecemos, principalmente os destinados ao público infantil», diz rassi.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514684
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Re: SAUDE
radiação ultravioleta: sete regiões com níveis muito altos
7 de junho de 2011
sete regiões do país apresentam hoje um nível de radiação ultravioleta (uv) muito alto, de acordo com dados do instituto de meteorologia (im).
as regiões de bragança, faro, funchal, na madeira, penhas douradas, viana do castelo, angra do heroísmo e ponta delgada, as duas últimas nos açores, apresentam níveis muito altos de radiação ultravioleta, entre os índices 8 e 10.
de acordo com o im, a incidência de radiação será maior entre as 11:00 e as 15:00 nas penhas douradas, entre as 12:00 e as 15:00 em bragança, faro e viana do castelo e entre as 12:00 e as 16:00 no funchal, angra do heroísmo e ponta delgada.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514808
7 de junho de 2011
sete regiões do país apresentam hoje um nível de radiação ultravioleta (uv) muito alto, de acordo com dados do instituto de meteorologia (im).
as regiões de bragança, faro, funchal, na madeira, penhas douradas, viana do castelo, angra do heroísmo e ponta delgada, as duas últimas nos açores, apresentam níveis muito altos de radiação ultravioleta, entre os índices 8 e 10.
de acordo com o im, a incidência de radiação será maior entre as 11:00 e as 15:00 nas penhas douradas, entre as 12:00 e as 15:00 em bragança, faro e viana do castelo e entre as 12:00 e as 16:00 no funchal, angra do heroísmo e ponta delgada.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=514808




