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Re: O MEU REACTOR

Enviado: sábado mai 03, 2008 5:29 pm
por mnunespt
a porta lateral da cuba só te vai trazer dores de cabeça e utilizade zero. depois me dirás.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: sábado mai 03, 2008 6:14 pm
por Luciano Kaefer
concordo com o marco. a porta de inspeção nada agrega ao processo. mesmo uma janela de vidro, nada vai dar para ver, já que lá dentro está tudo escuro.

quanto aos 70º é uma idéia nova que tem fundamento, não unanimidade. vale tentar, pois o objetivo é conseguir um bio de melhor qualidade. já tentamos com gordura animal e sabemos que para esse resíduo é uma necessidade.

e no ovu ? quantas costeletas de porco e frangos já fritaram com aquele ovu ? será que ali dentro não tem gordura animal ?

Re: O MEU REACTOR

Enviado: sábado mai 03, 2008 6:27 pm
por Fry
a porta lateral da cuba só te vai trazer dores de cabeça e utilizade zero. depois me dirás.
só se for para apertar a porca interior que segura a resistência.... ás vezes pode fazer jeito.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: sábado mai 03, 2008 6:46 pm
por paulosga
claro que v3 é diferente de v5! mas sendo a canalização a mesma logo à saída do reactor até à cruzeta de latão não poderá contaminar o bd?
não percebi! contaminar com quê?
a bomba de circulação fornece agitação suficiente para a reacção ocorrer nas melhores condições?
até ao momento ainda não vi nenhum reactor que alem da bomba, utiliza-se outra forma de agitar(em simultâneo,claro).

a porta lateral da cuba só te vai trazer dores de cabeça e utilizade zero. depois me dirás.
as dores de cabeça deve ter haver com as borrachas de vedação, certo?

Re: O MEU REACTOR

Enviado: sábado mai 03, 2008 6:50 pm
por Luciano Kaefer
vai fundo paulo. tu estás no caminho certo.

as questões levantadas são irrelevantes no processo. creia, as cruzetas não darão contaminação.

porta lateral sem nenhuma serventia prática.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: sábado mai 03, 2008 6:54 pm
por Chemistry
paulosga Escreveu:
claro que v3 é diferente de v5! mas sendo a canalização a mesma logo à saída do reactor até à cruzeta de latão não poderá contaminar o bd?
não percebi! contaminar com quê?

contaminar pode não ser a melhor palavra. mas quero dizer o bd levar alguma glicerina com ele.
a bomba de circulação fornece agitação suficiente para a reacção ocorrer nas melhores condições?
até ao momento ainda não vi nenhum reactor que alem da bomba, utiliza-se outra forma de agitar(em simultâneo,claro).

não tenho conhecimento prático, mas gostava que alguém com experiência desse resposta também!
a porta lateral da cuba só te vai trazer dores de cabeça e utilizade zero. depois me dirás.
as dores de cabeça deve ter haver com as borrachas de vedação, certo?

Re: O MEU REACTOR

Enviado: sábado mai 03, 2008 7:06 pm
por Chemistry
ainda não montei nenhum unidade dessas, penso nessas questões colocando-me na posição do paulo.

quero aprender não atrapalhar. e força paulo que tás a dar uma grande ajuda

assim como todo o fórum rico em informação

Re: O MEU REACTOR

Enviado: sábado mai 03, 2008 7:36 pm
por paulosga
chemistry,
não estas a atrapalhar, tenho todo o gosto em responder, embora tal como tu, a experiência seja pouca.
quanto às questões que tens colocado existem respostas nos vários posts sobre o assunto.
aconselho-te, tal como eu fiz, a perder umas boas horas a lêr todos eles, do principio ao fim.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: domingo mai 04, 2008 1:30 pm
por mnunespt
sim o problema das portas são as borrachas.
uma vez a meio do processo a borracha cedeu e começou a esguichar bio por todo o lado foi um problema.
depois para vedar a porta utilizei um silicone resistente a temperatura e acidos. não valeu de nada, em 3 processamentos foi-se e espichou bio por todo o lado.
talvez um vedante em cortiça ou algo assim resulte. mas para já, sem porta é só vantagens para mim.

fry: na minha cuba a resistencia aperta por fora.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: domingo mai 04, 2008 1:41 pm
por Luciano Kaefer
as borrachas não aguentam pela simples razão que está em contacto íntimo o metanol e a soda, na forma de metóxido e quente. somente depois de drenada a glicerina e lavado o bio ( ou purificado à seco ) é que não vão mais incomodar as borrachas.

minha resistência coloca-se por fora através de rosqueio numa polca soldada quando da construção do reator. e nada de resistências que não seja inox, ok ? palavra de quem viu a soda comer o cobre em 2 reações.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: domingo mai 04, 2008 2:44 pm
por paulosga
estes vossos últimos comentários deixaram-me preocupado, a minha resistência tem uma borracha em que grande parte dela vai estar em contacto permanente com o metóxido.
Imagem

pergunto-vos, como poderei contornar este problema?

Re: O MEU REACTOR

Enviado: domingo mai 04, 2008 3:15 pm
por mnunespt
na resistencia é facil!

o ideal era soldares uma falange inox na resistencia e fazer uma rosca na cuba.

tiras a borracha fora pois não vai aguentar nem dois dias.
colocas bastante teflon na rosca. apertas bem a resistencia. (o truque é besuntar o teflon com glicerina para escorregar bem e poderes apertar melhor)

por fora podes utilizar uma cola epoxica (há umas que aguentam 300ºc que são optimas) para vedar completamente a rosca.
nunca mais tens problemas, é garantido.

abraço.

marco.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: domingo mai 04, 2008 3:18 pm
por Luciano Kaefer
paulosga

a resistência que eu uso é circular. na lateral do reator, abri um orifício, e soldei uma polca da mesma medida que a rosca existente na resistência. dessa forma, para introduzir a resistência, basta rosquea-la no polca soldada, usando fita de teflon para evitar vazamentos pela rosca.

se ainda não usou a resistência, considere a possibilidade de alterar o tipo de resistência, para modelo semelhante ao que uso.

se não for possível, vais ter que testar com a que tens e ficar de "olho" em possíveis vazamentos. normalmente essas borrachas de vedação resistem à altas temperaturas, e não devem ocorrer problemas maiores.

se ocorrer, vais ter que procurar ajuda em fornecedores de vedações. sei que as borrachas que vão no interior da bi são substituidas pela de marca "viton". não saberia lhe dizer se essas borrachas viton são de uso exclusivo em bi ou trata-se de uma marca de borracha de uso multiplo.

o fry sabe algo sobre essas borrachas.

e.t. talvez o mnunespt tenha razão.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: domingo mai 04, 2008 3:37 pm
por Luciano Kaefer
paulosga

movi o tópico aqui para a seção experiências e protocolos. nessa seção reunimos as construções de reatores, ok!

Re: O MEU REACTOR

Enviado: domingo mai 04, 2008 3:43 pm
por paulosga
acho que o melhor é tentar trocar esta resistência por uma circular com rosca, não vou arriscar.

mnunespt e luciano, obrigado pelos vossos conselhos, foram uma grande ajuda


movi o tópico aqui para a seção experiências e protocolos. nessa seção reunimos as construções de reatores, ok!
plenamente de acordo

Re: O MEU REACTOR

Enviado: domingo mai 04, 2008 3:55 pm
por Luciano Kaefer
boas paulo

estamos aqui todos irmanados no mesmo objetivo. a construção de um reator e firmar um protocolo de receitas que aproximem o biodiesel das normas internacionais.

no meu reator utilizei com sucesso um termostato digital que comprei em http://www.fullgauge.com.br. nesse endereço você pode visualizar os modelos, para ter uma idéia.

vi na foto que postaste, que usa um termostato analógico. desconheço a precisão dele para ligar/desligar a resistência, por isso optei pelo modelo digital, absolutamente confiável, pois liga a resistência quando atinge 1º à menos do que deva ter ( embora você possa programar para outros intervalos ) e desliga 1º depois.

se você tem certeza que o modelo analogico que compraste consegue ligar com precisão assim que o bio arrefecer um pouco, creio que não tenha problema.

como está pensando em trocar a resistência por um modelo circular, talvez o termostato digital você encontre na mesma casa que lhe vendeu a resistência.

cabe ressaltar que o modelo digital que comprei ( mais antigo ) não tinha capacidade de ligar uma resistência de 3.000w, por isso, precisei comprar uma chave contactora. o conjunto termostato digital+chave contactora, paguei uns 100 euros. (+-).

qualquer dúvida, contacte, que estamos aqui de plantão para lhe ajudar.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: domingo mai 04, 2008 9:51 pm
por Fry
olá
o fry sabe algo sobre essas borrachas.

o biodiesel dissolve borrachas, buna n, nitrilas, polietileno e polipropileno.
tem boa compatibilidade com viton, teflon, nylon, fibra de vidro, aço carbono, inoxidável e alumínio.
ataca o cobre e as suas ligas (bronze,latão), chumbo e zinco.


abraço.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: domingo mai 04, 2008 9:57 pm
por Luciano Kaefer
ataca o cobre e as suas ligas (bronze,latão), chumbo e zinco.
nesse caso, observe o material das cruzetas.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: domingo mai 04, 2008 11:24 pm
por paulosga
o biodiesel dissolve borrachas, buna n, nitrilas, polietileno e polipropileno.
tem boa compatibilidade com viton, teflon, nylon, fibra de vidro, aço carbono, inoxidável e alumínio.
ataca o cobre e as suas ligas (bronze,latão), chumbo e zinco.
alumínio
só em relação ao biodiesel, certo?
porque, metóxido com aluminíno, julgo não dar bom resultado.

e já agora, o estanho, será compativel com bio e metóxido?
pergunto, porque estou a pensar fazer o chamado "venturi" (forma de utilizar a pressão de um tubo para criar vacuum), para aplicar no reactor.

Re: O MEU REACTOR

Enviado: segunda mai 05, 2008 5:42 pm
por Bruno Santos
[quote="paulosga"]acho que, por enquanto, vou manter o termostato roca, embora com algumas limitações (regulação max. da temperatura, 90ºc).
???? não achas que o termoestato deveria atingir uma temperatura um pouco mais elevada para a destilação?
depois não te esqueças de postar as fotos após a contrução do reactor?
como é que vais fazer a incorporação do termoestato na cuba é que para já ainda estou numa fase inicial em que faço tudo artesanalmente e ainda não compreendi essa parte?