SAUDE
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Tipo sanguíneo pode estar relacionado com infertilidade
18 de Julho de 2011
Um novo estudo realizado na Universidade de Yale sugere que o tipo sanguíneo pode fornecer pistas sobre a fertilidade feminina, e em especial, sobre o início do declínio. Segundo a pesquisa, mulheres com tipo sanguíneo O têm mais hipóteses de apresentar ovários com poucos óvulos.
Lubna Pal, autor da pesquisa, faz questão de sublinhar que as mulheres não devem ficar alarmadas quanto à sua fertilidade por causa do seu tipo sanguíneo. Segundo os especialistas, espera-se uma redução normal da reserva ovariana quando as pacientes chegam aos 30 anos, o que vai aumentando progressivamente. Contudo, o organismo de algumas mulheres começa esse processo de envelhecimento mais cedo.
No estudo, os investigadores mediram os níveis da hormona folículo estimulante (FSH) para ver se uma mulher pode ter reserva ovariana diminuída, e constataram que quando esses níveis são elevados a fertilidade pode diminuir. Geralmente, os exames de rotina em mulheres saudáveis não incluem a medição do FSH, o que pode atrasar o tratamento em casos de infertilidade.
Participaram do estudo 544 mulheres, com idade média de 35 anos, em tratamento de fertilidade. Depois de consideram-se os efeitos da idade, os cientistas descobriram que as mulheres com tipo sanguíneo O são duas vezes mais propensas a ter níveis elevados de FSH quando comparadas àquelas com sangue tipo A ou AB. Como o número de participantes que tinham o tipo B de sangue era muito reduzido, não foi possível determinar estatisticamente o efeito do FSH na reserva ovariana.
Os investigadores recomendam a inclusão do teste de FSH nos exames de rotina, em especial para as mulheres com sangue tipo O, pois assim será possível determinar os riscos que cada uma pode ter quanto à infertilidade.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=521946
18 de Julho de 2011
Um novo estudo realizado na Universidade de Yale sugere que o tipo sanguíneo pode fornecer pistas sobre a fertilidade feminina, e em especial, sobre o início do declínio. Segundo a pesquisa, mulheres com tipo sanguíneo O têm mais hipóteses de apresentar ovários com poucos óvulos.
Lubna Pal, autor da pesquisa, faz questão de sublinhar que as mulheres não devem ficar alarmadas quanto à sua fertilidade por causa do seu tipo sanguíneo. Segundo os especialistas, espera-se uma redução normal da reserva ovariana quando as pacientes chegam aos 30 anos, o que vai aumentando progressivamente. Contudo, o organismo de algumas mulheres começa esse processo de envelhecimento mais cedo.
No estudo, os investigadores mediram os níveis da hormona folículo estimulante (FSH) para ver se uma mulher pode ter reserva ovariana diminuída, e constataram que quando esses níveis são elevados a fertilidade pode diminuir. Geralmente, os exames de rotina em mulheres saudáveis não incluem a medição do FSH, o que pode atrasar o tratamento em casos de infertilidade.
Participaram do estudo 544 mulheres, com idade média de 35 anos, em tratamento de fertilidade. Depois de consideram-se os efeitos da idade, os cientistas descobriram que as mulheres com tipo sanguíneo O são duas vezes mais propensas a ter níveis elevados de FSH quando comparadas àquelas com sangue tipo A ou AB. Como o número de participantes que tinham o tipo B de sangue era muito reduzido, não foi possível determinar estatisticamente o efeito do FSH na reserva ovariana.
Os investigadores recomendam a inclusão do teste de FSH nos exames de rotina, em especial para as mulheres com sangue tipo O, pois assim será possível determinar os riscos que cada uma pode ter quanto à infertilidade.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=521946
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Aberto inquérito à utilização de próteses ilegais no HGO
18 de Julho de 2011
A Inspecção-geral das Actividades em Saúde (IGAS) abriu um inquérito à alegada utilização de próteses ortopédicas ilegais pelo Serviço de Ortopedia do Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, confirmou fonte ligada ao processo.

De acordo com uma reportagem da TVI emitida no domingo, o HGO terá colocado, desde 2009, próteses ortopédicas ilegais em mais de trinta doentes. O conselho de administração do hospital nega as acusações e considera «incorrecta, infundada e alarmista a informação veiculada na reportagem».
Os serralheiros do hospital, diz a reportagem da TVI, «abriram furos de broca num material que, por razões de segurança, não pode, sequer, ser riscado».
E para além disso, acrescenta a notícia, «os ortopedistas [do hospital] passaram a aplicar próteses de uma metalúrgica que nunca fabricou nem está autorizada a fabricar dispositivos médicos».
Em comunicado o conselho de administração do Garcia de Orta afirma que o hospital «não utiliza, nem nunca utilizou, em nenhum doente do Serviço de Ortopedia e Traumatologia qualquer dispositivo médico implantável activo que possa pôr em causa a sua saúde».
«Os implantes referidos na reportagem não são, ao contrário do que é dito, próteses, mas sim dispositivos médicos feitos por medida, fabricados especificamente de acordo com a prescrição médica e destinados a serem exclusivamente utilizados em doentes de alto risco, em que este tipo de dispositivo permite prevenir e tratar a infecção óssea com uma taxa de sucesso mais elevada do que recorrendo ao método alternativo», lê-se no mesmo documento.
Para operacionalizar este procedimento clínico, explicou à TVI o director do serviço Ortopedia do HGO, Nuno Craveiro Lopes, foi preciso adaptar o material e criar mais «janelas de libertação do antibiótico».
A este respeito o hospital acrescenta lamentar que tenham sido divulgadas na reportagem «imagens de irregularidades ou imperfeições do material adaptado nas oficinas do HGO que não correspondem ao material implantando nem às condições em que o mesmo foi adaptado».
A TVI diz que o Infarmed foi alertado para a situação há dois anos, mas nunca actuou, e que a IGAS instaurou um inquérito para avaliar a situação, informação confirmada junto de fonte ligada ao processo.
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Int ... t_id=24411
18 de Julho de 2011
A Inspecção-geral das Actividades em Saúde (IGAS) abriu um inquérito à alegada utilização de próteses ortopédicas ilegais pelo Serviço de Ortopedia do Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, confirmou fonte ligada ao processo.

De acordo com uma reportagem da TVI emitida no domingo, o HGO terá colocado, desde 2009, próteses ortopédicas ilegais em mais de trinta doentes. O conselho de administração do hospital nega as acusações e considera «incorrecta, infundada e alarmista a informação veiculada na reportagem».
Os serralheiros do hospital, diz a reportagem da TVI, «abriram furos de broca num material que, por razões de segurança, não pode, sequer, ser riscado».
E para além disso, acrescenta a notícia, «os ortopedistas [do hospital] passaram a aplicar próteses de uma metalúrgica que nunca fabricou nem está autorizada a fabricar dispositivos médicos».
Em comunicado o conselho de administração do Garcia de Orta afirma que o hospital «não utiliza, nem nunca utilizou, em nenhum doente do Serviço de Ortopedia e Traumatologia qualquer dispositivo médico implantável activo que possa pôr em causa a sua saúde».
«Os implantes referidos na reportagem não são, ao contrário do que é dito, próteses, mas sim dispositivos médicos feitos por medida, fabricados especificamente de acordo com a prescrição médica e destinados a serem exclusivamente utilizados em doentes de alto risco, em que este tipo de dispositivo permite prevenir e tratar a infecção óssea com uma taxa de sucesso mais elevada do que recorrendo ao método alternativo», lê-se no mesmo documento.
Para operacionalizar este procedimento clínico, explicou à TVI o director do serviço Ortopedia do HGO, Nuno Craveiro Lopes, foi preciso adaptar o material e criar mais «janelas de libertação do antibiótico».
A este respeito o hospital acrescenta lamentar que tenham sido divulgadas na reportagem «imagens de irregularidades ou imperfeições do material adaptado nas oficinas do HGO que não correspondem ao material implantando nem às condições em que o mesmo foi adaptado».
A TVI diz que o Infarmed foi alertado para a situação há dois anos, mas nunca actuou, e que a IGAS instaurou um inquérito para avaliar a situação, informação confirmada junto de fonte ligada ao processo.
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Int ... t_id=24411
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
OMS diz que testes para detectar tuberculose não são fiáveis
17 de Julho, 2011
Os testes sanguíneos para detectar a tuberculose são «perigosos» para os doentes porque não são fiáveis e podem produzir resultados errados, alertou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A agência para a saúde das Nações Unidas disse que vai emitir uma recomendação sem precedentes contra a utilização destes testes para detectar a infecção pulmonar que afecta 14 milhões de pessoas em todo o mundo.
De acordo com os especialistas, cerca de um terço da população mundial é portadora da bactéria que provoca a tuberculose (TB).
«Os testes não são fiáveis e significam uma perda de dinheiro e de tempo, colocando em risco os cuidados que devem ser efectuados», afirmou Mário Raviglione, director do departamento Fim à TB da OMS.
As recomendações da agência da ONU deverão ser divulgadas no final da semana.
A agência noticiosa norte-americana AP sublinha que, pela primeira vez, a OMS emitiu um parecer «negativo» e onde aconselha especificamente contra a utilização de um método particular para diagnosticar uma doença.
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Int ... t_id=24339
17 de Julho, 2011
Os testes sanguíneos para detectar a tuberculose são «perigosos» para os doentes porque não são fiáveis e podem produzir resultados errados, alertou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A agência para a saúde das Nações Unidas disse que vai emitir uma recomendação sem precedentes contra a utilização destes testes para detectar a infecção pulmonar que afecta 14 milhões de pessoas em todo o mundo.
De acordo com os especialistas, cerca de um terço da população mundial é portadora da bactéria que provoca a tuberculose (TB).
«Os testes não são fiáveis e significam uma perda de dinheiro e de tempo, colocando em risco os cuidados que devem ser efectuados», afirmou Mário Raviglione, director do departamento Fim à TB da OMS.
As recomendações da agência da ONU deverão ser divulgadas no final da semana.
A agência noticiosa norte-americana AP sublinha que, pela primeira vez, a OMS emitiu um parecer «negativo» e onde aconselha especificamente contra a utilização de um método particular para diagnosticar uma doença.
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Int ... t_id=24339
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Médicos prescreviam em troca de bilhetes para o Benfica
19 de Julho de 2011
Três médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foram acusados do crime de corrupção passiva por receberem de um laboratório farmacêutico envelopes com dinheiro, bilhetes para jogos de futebol e até uma consola de jogos. Em troca, tinham que receitar determinados medicamentos, segundo a edição desta terça-feira do Sol.
Ao que o jornal apurou, o caso começou com uma denúncia, feita em 2010, por um delegado de informação médica de um laboratório de Lisboa, tendo o seu testemunho sido essencial para a acusação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra, deduzida a 20 de Maio.
O denunciante, chamado MF, o seu chefe e o próprio laboratório acabaram por não ser acusados de corrupção activa por os factos que a eles diziam respeito já terem prescrito. Isto porque, a pena aplicável àquele crime, à data dos factos imputados a estes três arguidos (entre 2005 e 2007), era inferior a seis meses. Hoje, a pena para o mesmo crime vai de um a cinco anos, mas como a lei obriga à aplicação do regime mais favorável aos arguidos, o procedimento criminal foi declarado prescrito.
Segundo o depoimento de MF, o laboratório suspeito encarava a entrega de contrapartidas a clínicos que prescrevessem os seus medicamentos como uma mera estratégia comercial. Assim, quanto mais embalagens fossem receitadas, maior seria o valor da contrapartida.
As «prendas» do laboratório consistiam em viagens, fins-de-semana em estâncias turísticas, bilhetes para jogos de futebol e espectáculos, cheques-prenda, consolas ou até mesmo dinheiro «vivo» entregue em envelopes.
Todos os médicos envolvidos neste caso, acusados ou não, já estão a ser investigados disciplinarmente pela Ordem dos Médicos, confirmou ao Sol o bastonário, José Manuel Silva.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522130
19 de Julho de 2011
Três médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foram acusados do crime de corrupção passiva por receberem de um laboratório farmacêutico envelopes com dinheiro, bilhetes para jogos de futebol e até uma consola de jogos. Em troca, tinham que receitar determinados medicamentos, segundo a edição desta terça-feira do Sol.
Ao que o jornal apurou, o caso começou com uma denúncia, feita em 2010, por um delegado de informação médica de um laboratório de Lisboa, tendo o seu testemunho sido essencial para a acusação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra, deduzida a 20 de Maio.
O denunciante, chamado MF, o seu chefe e o próprio laboratório acabaram por não ser acusados de corrupção activa por os factos que a eles diziam respeito já terem prescrito. Isto porque, a pena aplicável àquele crime, à data dos factos imputados a estes três arguidos (entre 2005 e 2007), era inferior a seis meses. Hoje, a pena para o mesmo crime vai de um a cinco anos, mas como a lei obriga à aplicação do regime mais favorável aos arguidos, o procedimento criminal foi declarado prescrito.
Segundo o depoimento de MF, o laboratório suspeito encarava a entrega de contrapartidas a clínicos que prescrevessem os seus medicamentos como uma mera estratégia comercial. Assim, quanto mais embalagens fossem receitadas, maior seria o valor da contrapartida.
As «prendas» do laboratório consistiam em viagens, fins-de-semana em estâncias turísticas, bilhetes para jogos de futebol e espectáculos, cheques-prenda, consolas ou até mesmo dinheiro «vivo» entregue em envelopes.
Todos os médicos envolvidos neste caso, acusados ou não, já estão a ser investigados disciplinarmente pela Ordem dos Médicos, confirmou ao Sol o bastonário, José Manuel Silva.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522130
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Apneia do sono pode causar impotência sexual
19 de Julho de 2011
Noites mal dormidas podem causar mais do que olheiras e bocejos. A apneia do sono também provoca impotência sexual. E muitos dos afectados não fazem ideia disso.
«A maioria das pessoas com apneia não sabe que tem a doença. Que ela pode causar disfunção eréctil», segundo Geraldo Lorenzi Filho, director do Laboratório do Sono do Incor (Instituto do Coração) da USP (Universidade de São Paulo).
Caracterizada por um ressonar ruidoso e irregular, a apneia é marcada por diversas paragens respiratórias de pelo menos dez segundos durante o sono. Numa noite, podem ocorrer dezenas delas.
Com a interrupção da respiração, ocorre um microdespertar. A pessoa passa de um estágio mais profundo do sono para um mais leve e também menos revigorante. «É como se a pessoa, em vez de dormir, apenas dormitasse», explica Lorenzi.
A combinação de paragens respiratórias e sono menos relaxante é catastrófica para o organismo. Além de ficar naturalmente mais cansado e sem disposição, quem tem o distúrbio acaba com mais probabilidades de desenvolver doenças cardiovasculares e outros males. A impotência é apenas mais um item nesse pacote.
Segundo Monica Andersen, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e pesquisadora do Instituto do Sono, a relação entre apneia do sono e disfunção eréctil é evidente, mas os factores exactos que contribuem para isso ainda não são bem compreendidos.
«Por ser um fenómeno hemodinâmico [ligado à circulação do sangue nos vasos], a erecção depende da integridade dos tecidos, bem como de factores psicológicos. Qualquer variação nesses componentes, alterados ainda mais pela apneia do sono, podem levar à disfunção eréctil», diz.
Além disso, diz a pesquisadora, há estudos que ligam a impotência sexual à redução dos níveis da hormona masculina provocada pela apneia do sono. «Essa redução no nível de testosterona pode ser causada pela idade, excesso de peso, além de outros factores, como a hipoxia [diminuição das taxas de oxigénio no sangue arterial ou nos tecidos] e a fragmentação do sono.»
Lorenzi lembra ainda que as pessoas com apneia normalmente têm outros factores de risco - como obesidade, hipertensão e diabetes -, o que pode tornar a disfunção eréctil, na verdade, uma combinação de vários factores.
Para recuperar a normalidade respiratória durante o sono, os especialistas indicam o CPAP, uma espécie de máscara que deve usada durante a noite. Esta projecta o ar e facilita a respiração.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522138
19 de Julho de 2011
Noites mal dormidas podem causar mais do que olheiras e bocejos. A apneia do sono também provoca impotência sexual. E muitos dos afectados não fazem ideia disso.
«A maioria das pessoas com apneia não sabe que tem a doença. Que ela pode causar disfunção eréctil», segundo Geraldo Lorenzi Filho, director do Laboratório do Sono do Incor (Instituto do Coração) da USP (Universidade de São Paulo).
Caracterizada por um ressonar ruidoso e irregular, a apneia é marcada por diversas paragens respiratórias de pelo menos dez segundos durante o sono. Numa noite, podem ocorrer dezenas delas.
Com a interrupção da respiração, ocorre um microdespertar. A pessoa passa de um estágio mais profundo do sono para um mais leve e também menos revigorante. «É como se a pessoa, em vez de dormir, apenas dormitasse», explica Lorenzi.
A combinação de paragens respiratórias e sono menos relaxante é catastrófica para o organismo. Além de ficar naturalmente mais cansado e sem disposição, quem tem o distúrbio acaba com mais probabilidades de desenvolver doenças cardiovasculares e outros males. A impotência é apenas mais um item nesse pacote.
Segundo Monica Andersen, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e pesquisadora do Instituto do Sono, a relação entre apneia do sono e disfunção eréctil é evidente, mas os factores exactos que contribuem para isso ainda não são bem compreendidos.
«Por ser um fenómeno hemodinâmico [ligado à circulação do sangue nos vasos], a erecção depende da integridade dos tecidos, bem como de factores psicológicos. Qualquer variação nesses componentes, alterados ainda mais pela apneia do sono, podem levar à disfunção eréctil», diz.
Além disso, diz a pesquisadora, há estudos que ligam a impotência sexual à redução dos níveis da hormona masculina provocada pela apneia do sono. «Essa redução no nível de testosterona pode ser causada pela idade, excesso de peso, além de outros factores, como a hipoxia [diminuição das taxas de oxigénio no sangue arterial ou nos tecidos] e a fragmentação do sono.»
Lorenzi lembra ainda que as pessoas com apneia normalmente têm outros factores de risco - como obesidade, hipertensão e diabetes -, o que pode tornar a disfunção eréctil, na verdade, uma combinação de vários factores.
Para recuperar a normalidade respiratória durante o sono, os especialistas indicam o CPAP, uma espécie de máscara que deve usada durante a noite. Esta projecta o ar e facilita a respiração.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522138
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Hambúrgueres e refrigerantes presentes na alimentação dos mais novos
19 Julho, 2011
As crianças portuguesas consomem com alguma frequência pizzas, hambúrgueres e refrigerantes e esquecem-se da água e frutas frescas, mostra um estudo que analisou os hábitos alimentares e os níveis de obesidade dos mais jovens.

Um inquérito realizado a mais de três mil pais com filhos com idade do primeiro ciclo mostrou que mais de 90 por cento das crianças comem pizzas ou batatas fritas de pacote e ingerem refrigerantes pelo menos quatro vezes por semana.
A análise mostra que, pelo menos, quatro vezes por semana, 96 por cento das crianças bebem refrigerantes, 94 por cento comem batata frita de pacote, pipocas ou aperitivos salgados e 93 por cento das crianças portuguesas comem pizzas, hambúrgueres ou salsichas.
De acordo com a Lusa, no que toca aos alimentos e bebidas saudáveis os números são surpreendentes, menos de 1 por cento (0,1 por cento) bebe água diariamente, 2 por cento come fruta fresca todos os dias e apenas 3,5 por cento contam com hortícolas nas refeições diárias.
Portugal é um dos países europeus com os piores indicadores da obesidade infantil e onde um terço das crianças apresentam excesso de peso.
http://noticias.portugalmail.pt/artigo/ ... mais-novos
19 Julho, 2011
As crianças portuguesas consomem com alguma frequência pizzas, hambúrgueres e refrigerantes e esquecem-se da água e frutas frescas, mostra um estudo que analisou os hábitos alimentares e os níveis de obesidade dos mais jovens.

Um inquérito realizado a mais de três mil pais com filhos com idade do primeiro ciclo mostrou que mais de 90 por cento das crianças comem pizzas ou batatas fritas de pacote e ingerem refrigerantes pelo menos quatro vezes por semana.
A análise mostra que, pelo menos, quatro vezes por semana, 96 por cento das crianças bebem refrigerantes, 94 por cento comem batata frita de pacote, pipocas ou aperitivos salgados e 93 por cento das crianças portuguesas comem pizzas, hambúrgueres ou salsichas.
De acordo com a Lusa, no que toca aos alimentos e bebidas saudáveis os números são surpreendentes, menos de 1 por cento (0,1 por cento) bebe água diariamente, 2 por cento come fruta fresca todos os dias e apenas 3,5 por cento contam com hortícolas nas refeições diárias.
Portugal é um dos países europeus com os piores indicadores da obesidade infantil e onde um terço das crianças apresentam excesso de peso.
http://noticias.portugalmail.pt/artigo/ ... mais-novos
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Felicidade faz-nos sentir mais saudáveis
2011-07-20
Estudo indica que as boas relações familiares e de amizade contribuem para o bem-estar
Com o objectivo de encontrar relação entre o estado de saúde e os nível de felicidade e se as pessoas felizes são mais ou menos propensas a problemas de saúde, a instituição espanhola Instituto Coca-Cola da Felicidade e a Universidade Complutense de Madrid realizaram um estudo que confirma a relação entre bem-estar psicológico e saúde.
Dirigido pelo professor Carmelo Vázquez, o estudo conclui que perante um problema de saúde, as pessoas mais felizes sentem-se mais saudáveis do que as pessoas infelizes. A família e os amigos são outros factores que ajudam ao bem-estar.

Carmelo Vázquez dirigiu o estudo
As conclusões do estudo estão publicadas no quarto relatório «A Felicidade e a Percepção da Saúde» («La felicidad y la percepción de la salud», no original). O estudo foi feito através de três mil entrevistas a cidadãos espanhóis que entre 18 e 65 anos. Percebeu-se que perante um problema de saúde as pessoas mais felizes sentem-se mais saudáveis do que as infelizes.
A sensação de saúde, segundo a investigação, está relacionada com a felicidade e esta com os afectos. “Um aspecto muito relevante é a influência da família e dos amigos no processo, já que os que se sentem acompanhados sentem-se também mais saudáveis do que os que têm menos apoio”. Isto significa que as pessoas doentes podem sentir-se mais saudáveis do que as outras, independentemente da gravidade da doença. “O apoio social fomenta a felicidade”, assegura Gonzalo Hervás, médico e co-autor do estudo.
Na verdade, os problemas físicos acabam por ser menos importantes do que os psicológicos quando se avalia a satisfação com a vida. A depressão, os problemas de concentração, o stress e a ansiedade são os principais problemas que aparecem com a insatisfação.
O relatório estabelece uma cadeia de conclusões. As boas relações sociais tornam-nos mais optimistas, o optimismo faz-nos mais felizes e a felicidade faz-nos sentir mais saudáveis.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=50158&op=all
2011-07-20
Estudo indica que as boas relações familiares e de amizade contribuem para o bem-estar
Com o objectivo de encontrar relação entre o estado de saúde e os nível de felicidade e se as pessoas felizes são mais ou menos propensas a problemas de saúde, a instituição espanhola Instituto Coca-Cola da Felicidade e a Universidade Complutense de Madrid realizaram um estudo que confirma a relação entre bem-estar psicológico e saúde.
Dirigido pelo professor Carmelo Vázquez, o estudo conclui que perante um problema de saúde, as pessoas mais felizes sentem-se mais saudáveis do que as pessoas infelizes. A família e os amigos são outros factores que ajudam ao bem-estar.

Carmelo Vázquez dirigiu o estudo
As conclusões do estudo estão publicadas no quarto relatório «A Felicidade e a Percepção da Saúde» («La felicidad y la percepción de la salud», no original). O estudo foi feito através de três mil entrevistas a cidadãos espanhóis que entre 18 e 65 anos. Percebeu-se que perante um problema de saúde as pessoas mais felizes sentem-se mais saudáveis do que as infelizes.
A sensação de saúde, segundo a investigação, está relacionada com a felicidade e esta com os afectos. “Um aspecto muito relevante é a influência da família e dos amigos no processo, já que os que se sentem acompanhados sentem-se também mais saudáveis do que os que têm menos apoio”. Isto significa que as pessoas doentes podem sentir-se mais saudáveis do que as outras, independentemente da gravidade da doença. “O apoio social fomenta a felicidade”, assegura Gonzalo Hervás, médico e co-autor do estudo.
Na verdade, os problemas físicos acabam por ser menos importantes do que os psicológicos quando se avalia a satisfação com a vida. A depressão, os problemas de concentração, o stress e a ansiedade são os principais problemas que aparecem com a insatisfação.
O relatório estabelece uma cadeia de conclusões. As boas relações sociais tornam-nos mais optimistas, o optimismo faz-nos mais felizes e a felicidade faz-nos sentir mais saudáveis.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=50158&op=all
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Alergias podem proteger de alguns cancros
2011-07-19
Estudo sustenta teoria da “vigilância imunitária”

Alergias de contacto manifestam-se normalmente por comichão e vermelhidão
O sistema imunitário de pessoas com alergias de contacto pode estar mais preparado para se proteger de alguns tipos de cancro, como o da mama e da pele (excepto o melanoma), de acordo com um novo estudo divulgado no “BMJ Open”.
Este tipo de alergias pode ocorrer quando há uma reacção alérgica devido ao contacto directo com alguns metais, medicamentos tópicos, perfumes e outros cosméticos e manifestam-se por comichão, vermelhidão e borbulhas ou pequenas feridas e crostas na pele. Estas reacções não são imediatas. Surgem um ou dois dias após o contacto e não ocorrem pela primeira vez que se contacta com a substância, sendo habitualmente necessárias várias exposições até o indivíduo se tornar alérgico.
Neste estudo, os investigadores analisaram 17 mil adultos dinamarqueses, entre 1984 e 2008, e constataram que um terço dos participantes possui, pelo menos, um tipo de alergia de contacto. As mulheres mostraram ser mais propensas ao teste positivo, sendo que 41 por cento das participantes neste estudo apresentaram reacção alérgica. Nos homens, somente 26 por cento manifestaram a alergia.
Os investigadores procuraram também casos de cancro entre os participantes do estudo a longo prazo e os resultados mostraram que homens e mulheres com alergias de contacto tiveram taxas significativamente menores de cancro da mama e da pele.
Este trabalho também mostrou que as mulheres com alergias tiveram menores taxas de cancro no cérebro, comparativamente com outras sem alergias. No entanto, este último dado não foi estatisticamente significativo, referiram os especialistas.
Apesar destas conclusões, os investigadores também constataram que as pessoas com alergias tiveram maiores taxas de cancro da bexiga, o que "pode dever-se à acumulação de metabólitos químicos na bexiga", explicou o estudo.
Quanto às taxas mais baixas de cancro da mama, cérebro e da pele entre as pessoas com alergias de contacto, podem ser consequência de um sistema imune. Segundo os investigadores, os resultados sustentam a hipótese da “vigilância imunitária” - a teoria de que indivíduos com hiper-imunidade têm como efeito colateral as alergias, sendo este facto que, hipoteticamente, pode protegê-los de alguns tipos de cancro.
Apesar desta correlação, os autores deste estudo, advertiram que um facto não é causador do outro, isto é, ter alergias não é sinónimo de não se ter cancro.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=50138&op=all
2011-07-19
Estudo sustenta teoria da “vigilância imunitária”
Alergias de contacto manifestam-se normalmente por comichão e vermelhidão
O sistema imunitário de pessoas com alergias de contacto pode estar mais preparado para se proteger de alguns tipos de cancro, como o da mama e da pele (excepto o melanoma), de acordo com um novo estudo divulgado no “BMJ Open”.
Este tipo de alergias pode ocorrer quando há uma reacção alérgica devido ao contacto directo com alguns metais, medicamentos tópicos, perfumes e outros cosméticos e manifestam-se por comichão, vermelhidão e borbulhas ou pequenas feridas e crostas na pele. Estas reacções não são imediatas. Surgem um ou dois dias após o contacto e não ocorrem pela primeira vez que se contacta com a substância, sendo habitualmente necessárias várias exposições até o indivíduo se tornar alérgico.
Neste estudo, os investigadores analisaram 17 mil adultos dinamarqueses, entre 1984 e 2008, e constataram que um terço dos participantes possui, pelo menos, um tipo de alergia de contacto. As mulheres mostraram ser mais propensas ao teste positivo, sendo que 41 por cento das participantes neste estudo apresentaram reacção alérgica. Nos homens, somente 26 por cento manifestaram a alergia.
Os investigadores procuraram também casos de cancro entre os participantes do estudo a longo prazo e os resultados mostraram que homens e mulheres com alergias de contacto tiveram taxas significativamente menores de cancro da mama e da pele.
Este trabalho também mostrou que as mulheres com alergias tiveram menores taxas de cancro no cérebro, comparativamente com outras sem alergias. No entanto, este último dado não foi estatisticamente significativo, referiram os especialistas.
Apesar destas conclusões, os investigadores também constataram que as pessoas com alergias tiveram maiores taxas de cancro da bexiga, o que "pode dever-se à acumulação de metabólitos químicos na bexiga", explicou o estudo.
Quanto às taxas mais baixas de cancro da mama, cérebro e da pele entre as pessoas com alergias de contacto, podem ser consequência de um sistema imune. Segundo os investigadores, os resultados sustentam a hipótese da “vigilância imunitária” - a teoria de que indivíduos com hiper-imunidade têm como efeito colateral as alergias, sendo este facto que, hipoteticamente, pode protegê-los de alguns tipos de cancro.
Apesar desta correlação, os autores deste estudo, advertiram que um facto não é causador do outro, isto é, ter alergias não é sinónimo de não se ter cancro.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=50138&op=all
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
DIAP confirma acusação contra 3 médicos por corrupção passiva
20 de Julho de 2011
O Ministério Público confirmou hoje que foi deduzida acusação contra três médicos vinculados aos centros de saúde da Região Centro pela prática do crime de corrupção passiva para ato lícito.
"Tal prática consubstanciou-se no recebimento de bens de utilização pessoal, como equipamento informático, bem como de outras vantagens patrimoniais, designadamente valores em numerário", refere uma nota do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra.
Segundo o DIAP de Coimbra, "tal prática consubstanciou-se no recebimento de bens de utilização pessoal, como equipamento informático, bem como de outras vantagens patrimoniais, designadamente valores em numerário".
"Em função desse recebimento, os médicos em causa aceitaram prescrever, preferencialmente, medicamentos e outras especialidades farmacêuticas produzidas ou distribuídas pelo laboratório que lhes concedeu tais vantagens", acrescentou.
Os médicos em causa foram constituídos arguidos pelo DIAP de Coimbra.
Na terça-feira, o presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Centro (SMZC), Sérgio Esperança, disse que “condena a atitude, caso venha a confirmar-se”, dos três médicos que terão recebido contrapartidas de um laboratório a troco da prescrição de determinados medicamentos.
“Lamentamos esta prática sempre condenável, caso venha a confirmar-se”, disse à agência Lusa o presidente do SMZC, sublinhando que este tipo de casos, além de caírem sob alçada da Justiça, “são mais do foro da Ordem dos Médicos”.
Na sua edição on-line, o semanário Sol revelou na terça-feita que “três médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foram acusados do crime de corrupção passiva por receberem de um laboratório farmacêutico envelopes com dinheiro, bilhetes para jogos de futebol e até uma 'playstation', e, em troca, receitarem determinados medicamentos”.
O caso, segundo o jornal, foi desencadeado por uma denúncia feita, em 2010, por um delegado de informação médica de um laboratório de Lisboa, cujo testemunho terá sido “essencial para a acusação” do DIAP de Coimbra.
O denunciante, o seu chefe e o laboratório não foram acusados de corrupção ativa, pois os factos que a eles respeitam já prescreverem, acrescenta o semanário Sol.
O DIAP de Coimbra investigou quatro outros clínicos denunciados pelo mesmo delegado de informação médica, mas estes não terão sido acusados por não trabalharem no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em regime de exclusividade, “subsistindo a dúvida sobre se o laboratório suspeito teria tido a intenção de propor aos clínicos a prescrição na sua atividade pública ou privada”, segundo o mesmo jornal.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522450
20 de Julho de 2011
O Ministério Público confirmou hoje que foi deduzida acusação contra três médicos vinculados aos centros de saúde da Região Centro pela prática do crime de corrupção passiva para ato lícito.
"Tal prática consubstanciou-se no recebimento de bens de utilização pessoal, como equipamento informático, bem como de outras vantagens patrimoniais, designadamente valores em numerário", refere uma nota do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra.
Segundo o DIAP de Coimbra, "tal prática consubstanciou-se no recebimento de bens de utilização pessoal, como equipamento informático, bem como de outras vantagens patrimoniais, designadamente valores em numerário".
"Em função desse recebimento, os médicos em causa aceitaram prescrever, preferencialmente, medicamentos e outras especialidades farmacêuticas produzidas ou distribuídas pelo laboratório que lhes concedeu tais vantagens", acrescentou.
Os médicos em causa foram constituídos arguidos pelo DIAP de Coimbra.
Na terça-feira, o presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Centro (SMZC), Sérgio Esperança, disse que “condena a atitude, caso venha a confirmar-se”, dos três médicos que terão recebido contrapartidas de um laboratório a troco da prescrição de determinados medicamentos.
“Lamentamos esta prática sempre condenável, caso venha a confirmar-se”, disse à agência Lusa o presidente do SMZC, sublinhando que este tipo de casos, além de caírem sob alçada da Justiça, “são mais do foro da Ordem dos Médicos”.
Na sua edição on-line, o semanário Sol revelou na terça-feita que “três médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foram acusados do crime de corrupção passiva por receberem de um laboratório farmacêutico envelopes com dinheiro, bilhetes para jogos de futebol e até uma 'playstation', e, em troca, receitarem determinados medicamentos”.
O caso, segundo o jornal, foi desencadeado por uma denúncia feita, em 2010, por um delegado de informação médica de um laboratório de Lisboa, cujo testemunho terá sido “essencial para a acusação” do DIAP de Coimbra.
O denunciante, o seu chefe e o laboratório não foram acusados de corrupção ativa, pois os factos que a eles respeitam já prescreverem, acrescenta o semanário Sol.
O DIAP de Coimbra investigou quatro outros clínicos denunciados pelo mesmo delegado de informação médica, mas estes não terão sido acusados por não trabalharem no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em regime de exclusividade, “subsistindo a dúvida sobre se o laboratório suspeito teria tido a intenção de propor aos clínicos a prescrição na sua atividade pública ou privada”, segundo o mesmo jornal.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522450
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Proteína do esperma pode ser resposta para infertilidade
21 de Julho de 2011
Cientistas descobriram uma nova proteína no esperma que abre as portas para a pesquisa de novos métodos contra a infertilidade masculina. Um estudo publicado esta semana na revista Nature revela a existência de uma proteína no esperma que é necessária para a fecundação do óvulo.
A proteína foi baptizada de Izumo, em honra a um antigo templo japonês, o Izumo Taisha, onde tradicionalmente os recém-casados vão pedir a uma divindade um futuro de prosperidade e amor. Para realizar o estudo, dirigido pelo cientista Masaru Okabe, da Universidade de Osaka, vários ratos foram manipulados geneticamente para que perdessem a proteína Izumo.
Apesar do esperma dos ratos ser aparentemente normal e dos espermatozóides terem penetrado nas paredes dos óvulos das fêmeas, os cientistas observaram que a fecundação fracassava sempre com esses ratos, pois o esperma das cobaias ficava estéril. O estudo indica que essa substância também está presente no esperma humano e que a sua descoberta ajudará a melhorar os tratamentos contra a infertilidade.
Os especialistas afirmam que «esta descoberta não apenas ajuda a compreender o misterioso processo de fecundação», mas também abre as portas para o desenvolvimento de novos tratamentos para a fertilidade, assim como para a criação de novos anticoncepcionais.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522554
21 de Julho de 2011
Cientistas descobriram uma nova proteína no esperma que abre as portas para a pesquisa de novos métodos contra a infertilidade masculina. Um estudo publicado esta semana na revista Nature revela a existência de uma proteína no esperma que é necessária para a fecundação do óvulo.
A proteína foi baptizada de Izumo, em honra a um antigo templo japonês, o Izumo Taisha, onde tradicionalmente os recém-casados vão pedir a uma divindade um futuro de prosperidade e amor. Para realizar o estudo, dirigido pelo cientista Masaru Okabe, da Universidade de Osaka, vários ratos foram manipulados geneticamente para que perdessem a proteína Izumo.
Apesar do esperma dos ratos ser aparentemente normal e dos espermatozóides terem penetrado nas paredes dos óvulos das fêmeas, os cientistas observaram que a fecundação fracassava sempre com esses ratos, pois o esperma das cobaias ficava estéril. O estudo indica que essa substância também está presente no esperma humano e que a sua descoberta ajudará a melhorar os tratamentos contra a infertilidade.
Os especialistas afirmam que «esta descoberta não apenas ajuda a compreender o misterioso processo de fecundação», mas também abre as portas para o desenvolvimento de novos tratamentos para a fertilidade, assim como para a criação de novos anticoncepcionais.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522554
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Estudo aponta sete medidas para evitar Alzheimer
21 de Julho de 2011
Investigadores americanos divulgaram a lista de sete medidas que poderiam evitar milhões de casos de Alzheimer em todo o mundo.
Os sete factores estão ligados ao estilo de vida: não fumar, ter uma dieta saudável, prevenir a diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais actividades físicas e aumentar o nível de educação.
De acordo com o estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, metade dos casos da doença no mundo devem-se à falta destas medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete factores de risco para evitar até 3 milhões de casos.
Os detalhes da investigação foram divulgados na revista científica The Lancet e apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, que ocorre em Paris.
As causas da doença de Alzheimer, forma mais comum de demência, ainda não são totalmente conhecidas. Mas, os estudos demonstraram que vários factores estão ligados à doença, incluindo factores genéticos, idade e estilo de vida.
Pesquisas já realizadas mostraram que vários factores de risco podem ser modificados para evitar a doença, como por exemplo, doenças cardiovasculares, níveis de actividade física, estímulo mental e dieta.
Mas, até ao momento, não estava claro até que ponto uma pessoa poderia evitar ter Alzheimer modificando algum destes factores de risco.
Para conseguir esta resposta, os pesquisadores usaram um modelo matemático sobre os riscos de Alzheimer em todo o mundo.
Com este modelo, os cientistas calcularam a percentagem global de casos de Alzheimer que poderiam ser atribuídos a diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, depressão, baixo nível de educação e falta de actividade física.
Os resultados mostraram que metade dos casos da doença no mundo parecem ser causados por estes factores, que estão ligados ao estilo de vida e podem ser modificados.
O factor que parece causar a maior percentagem de casos da doença, segundo os pesquisadores, é o baixo nível educacional (19%), seguido pelo tabagismo (14%), falta de actividade física (13%), depressão (11%), hipertensão na meia idade (5%), obesidade na meia idade (2%) e diabetes (2%).
Juntos, estes sete factores de risco contribuem para os 17,2 milhões de casos de Alzheimer no mundo, o que corresponde a 51% dos casos globais da doença.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522533
21 de Julho de 2011
Investigadores americanos divulgaram a lista de sete medidas que poderiam evitar milhões de casos de Alzheimer em todo o mundo.
Os sete factores estão ligados ao estilo de vida: não fumar, ter uma dieta saudável, prevenir a diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais actividades físicas e aumentar o nível de educação.
De acordo com o estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, metade dos casos da doença no mundo devem-se à falta destas medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete factores de risco para evitar até 3 milhões de casos.
Os detalhes da investigação foram divulgados na revista científica The Lancet e apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, que ocorre em Paris.
As causas da doença de Alzheimer, forma mais comum de demência, ainda não são totalmente conhecidas. Mas, os estudos demonstraram que vários factores estão ligados à doença, incluindo factores genéticos, idade e estilo de vida.
Pesquisas já realizadas mostraram que vários factores de risco podem ser modificados para evitar a doença, como por exemplo, doenças cardiovasculares, níveis de actividade física, estímulo mental e dieta.
Mas, até ao momento, não estava claro até que ponto uma pessoa poderia evitar ter Alzheimer modificando algum destes factores de risco.
Para conseguir esta resposta, os pesquisadores usaram um modelo matemático sobre os riscos de Alzheimer em todo o mundo.
Com este modelo, os cientistas calcularam a percentagem global de casos de Alzheimer que poderiam ser atribuídos a diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, depressão, baixo nível de educação e falta de actividade física.
Os resultados mostraram que metade dos casos da doença no mundo parecem ser causados por estes factores, que estão ligados ao estilo de vida e podem ser modificados.
O factor que parece causar a maior percentagem de casos da doença, segundo os pesquisadores, é o baixo nível educacional (19%), seguido pelo tabagismo (14%), falta de actividade física (13%), depressão (11%), hipertensão na meia idade (5%), obesidade na meia idade (2%) e diabetes (2%).
Juntos, estes sete factores de risco contribuem para os 17,2 milhões de casos de Alzheimer no mundo, o que corresponde a 51% dos casos globais da doença.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522533
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
OMS pede fim do teste sorológico para tuberculose
21 de Julho de 2011
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu o fim dos testes sorológicos para diagnosticar a tuberculose. A alegação é que já se demonstraram imprecisos na detecção de um em cada dois casos.
O director do departamento para tuberculose da OMS, Mario Raviglione, explicou em Genebra que o uso destes testes é amplamente difundido nos países em desenvolvimento.
Segundo Raviglione, não há nenhum sistema público de saúde que recorra a este tipo de testes para o diagnóstico da tuberculose. A doença mata 1,7 milhões de pessoas a cada ano e afecta especialmente os infectados pelo vírus da sida (HIV).
«Os seus resultados são inconsistentes e imprecisos e põem a vida dos pacientes em sério perigo», esclareceu o responsável da OMS, baseando-se em conclusões de 94 estudos realizados no último ano.
Nos casos de falso negativo, as pessoas não recebem tratamento e podem contaminar outros indivíduos e acabar por morrer.
Já nos casos de falso positivo, os pacientes recebem um tratamento que não precisam o que pode causar graves consequências para a saúde, além da despesa desnecessária que acarreta.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522552
21 de Julho de 2011
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu o fim dos testes sorológicos para diagnosticar a tuberculose. A alegação é que já se demonstraram imprecisos na detecção de um em cada dois casos.
O director do departamento para tuberculose da OMS, Mario Raviglione, explicou em Genebra que o uso destes testes é amplamente difundido nos países em desenvolvimento.
Segundo Raviglione, não há nenhum sistema público de saúde que recorra a este tipo de testes para o diagnóstico da tuberculose. A doença mata 1,7 milhões de pessoas a cada ano e afecta especialmente os infectados pelo vírus da sida (HIV).
«Os seus resultados são inconsistentes e imprecisos e põem a vida dos pacientes em sério perigo», esclareceu o responsável da OMS, baseando-se em conclusões de 94 estudos realizados no último ano.
Nos casos de falso negativo, as pessoas não recebem tratamento e podem contaminar outros indivíduos e acabar por morrer.
Já nos casos de falso positivo, os pacientes recebem um tratamento que não precisam o que pode causar graves consequências para a saúde, além da despesa desnecessária que acarreta.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522552
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Portugal não comparticipa medicamentos para a rara HPN
21 de Julho de 2011
Portugal é o único país europeu que não comparticipa medicamentos para o tratamento da doença rara e altamente debilitante Hemoglobinúria Paroxística Nocturna (HPN), que se estima afectar cerca de 40 cidadãos nacionais e cerca de 5,6 milhões em todo o mundo.
A HPN é uma doença «extremamente rara» e com «sintomas difusos» que, frequentemente, se confundem com outras patologias, lê-se num comunicado de imprensa.
A HPN é causada pela destruição súbita de glóbulos vermelhos e uma consequente libertação de toxinas no sangue. Qualquer pessoa pode desenvolver a doença, não tendo sido, até a data, identificados quaisquer factores de risco, nem de hereditariedade, que aumentem a probabilidade de desenvolver a patologia.
Os principais sintomas e limitações consistem em «cansaço extremo constante, fraqueza, dificuldade em respirar, desmaios, olhos amarelados, insónias, náuseas, dor abdominal, disfunção eréctil, dores nas costas e trombose». Dadas as manifestações pouco específicas da patologia e a sua raridade, o diagnóstico pode demorar anos.
As alternativas actuais de tratamento passam por «transfusões, anticoagulantes (medicação aconselhada para diminuir o risco de trombose) e transplantes de medula óssea».
Recentemente, foi descoberto um medicamento que ajuda a travar a HPN e já está disponível em todos os países da Europa, sendo Portugal a única excepção. Os doentes Portugueses continuam sem ter acesso à única opção terapêutica eficaz para a HPN.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522564
21 de Julho de 2011
Portugal é o único país europeu que não comparticipa medicamentos para o tratamento da doença rara e altamente debilitante Hemoglobinúria Paroxística Nocturna (HPN), que se estima afectar cerca de 40 cidadãos nacionais e cerca de 5,6 milhões em todo o mundo.
A HPN é uma doença «extremamente rara» e com «sintomas difusos» que, frequentemente, se confundem com outras patologias, lê-se num comunicado de imprensa.
A HPN é causada pela destruição súbita de glóbulos vermelhos e uma consequente libertação de toxinas no sangue. Qualquer pessoa pode desenvolver a doença, não tendo sido, até a data, identificados quaisquer factores de risco, nem de hereditariedade, que aumentem a probabilidade de desenvolver a patologia.
Os principais sintomas e limitações consistem em «cansaço extremo constante, fraqueza, dificuldade em respirar, desmaios, olhos amarelados, insónias, náuseas, dor abdominal, disfunção eréctil, dores nas costas e trombose». Dadas as manifestações pouco específicas da patologia e a sua raridade, o diagnóstico pode demorar anos.
As alternativas actuais de tratamento passam por «transfusões, anticoagulantes (medicação aconselhada para diminuir o risco de trombose) e transplantes de medula óssea».
Recentemente, foi descoberto um medicamento que ajuda a travar a HPN e já está disponível em todos os países da Europa, sendo Portugal a única excepção. Os doentes Portugueses continuam sem ter acesso à única opção terapêutica eficaz para a HPN.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522564
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Risco de câncer aumenta com a altura
21 de julho de 2011
Pesquisa analisou dados de mais de um milhão de mulheres, mas resultados também se aplicariam a homens
Pessoas mais altas têm maior risco de desenvolver câncer ao longo da vida, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford. De acordo com os resultados, a cada dez centímetros a mais de altura, o risco de ter um dos dez tipos mais comuns de câncer aumenta em 16%.
O estudo, publicado na revista científica Lancet Oncology, acompanhou 1,3 milhão de mulheres de meia-idade na Grã-Bretanha, entre 1996 e 2001.
Entre as mulheres mais baixas (com menos de 1,52 m), foram registrados 750 casos de câncer por grupo de 100 mil por ano, enquanto entre as de altura mediana (1,62 m) o número subiu para 850 casos de câncer , e no grupo mais alto (1,75 m), houve 1 mil casos.
Mulheres e homens
Os tipos de câncer que seriam afetados pela altura são de cólon, retal, melanoma maligno, mama, útero, ovário, rim, linfoma, linfoma não-hodgkin e leucemia.
Apesar de o estudo ter analisado apenas dados de mulheres, os pesquisadores dizem que a relação com a altura também está presente nos homens. Eles reuniram outras dez pesquisas que mostravam resultados similares com homens.
"Claro que a altura em si não pode afetar o câncer, mas pode ser um indicador para outra coisa", diz a responsável pela pesquisa, Jane Green, da Universidade de Oxford.
Especialistas acreditam que a explicação pode estar na quantidade de hormônios de crescimento presentes na infância, que poderiam influenciar dois fatores.
O primeiro é o número de células. Pessoas mais altas têm mais células no corpo, logo há mais células que podem sofrer mutações, o que levaria ao câncer.
Outra possibilidade é que os hormônios aumentem a taxa de divisão celular, o que aumentaria o risco de câncer.
Mas os pesquisadores admitiram não saber ao certo a razão por trás dos resultados.
Estilo de vida
A diretora de informação da ONG Cancer Research UK, Sara Hiom, acredita que não há razão para alarde.
"Pessoas altas não precisam se alarmar com estes resultados. A maior parte das pessoas não é muito mais alta ou baixa que a média, e a altura delas vai ter apenas um pequeno efeito no seu risco individual de câncer", diz ela.
"Não podemos controlar nossa altura, mas há várias escolhas de estilo de vida que as pessoas podem fazer que, como sabemos, podem ter um grande impacto na redução do risco de câncer, como parar de fumar, beber moderadamente, manter um peso saudável e ter uma vida ativa."
http://www.estadao.com.br/noticias/gera ... 7894,0.htm
21 de julho de 2011
Pesquisa analisou dados de mais de um milhão de mulheres, mas resultados também se aplicariam a homens
Pessoas mais altas têm maior risco de desenvolver câncer ao longo da vida, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford. De acordo com os resultados, a cada dez centímetros a mais de altura, o risco de ter um dos dez tipos mais comuns de câncer aumenta em 16%.
O estudo, publicado na revista científica Lancet Oncology, acompanhou 1,3 milhão de mulheres de meia-idade na Grã-Bretanha, entre 1996 e 2001.
Entre as mulheres mais baixas (com menos de 1,52 m), foram registrados 750 casos de câncer por grupo de 100 mil por ano, enquanto entre as de altura mediana (1,62 m) o número subiu para 850 casos de câncer , e no grupo mais alto (1,75 m), houve 1 mil casos.
Mulheres e homens
Os tipos de câncer que seriam afetados pela altura são de cólon, retal, melanoma maligno, mama, útero, ovário, rim, linfoma, linfoma não-hodgkin e leucemia.
Apesar de o estudo ter analisado apenas dados de mulheres, os pesquisadores dizem que a relação com a altura também está presente nos homens. Eles reuniram outras dez pesquisas que mostravam resultados similares com homens.
"Claro que a altura em si não pode afetar o câncer, mas pode ser um indicador para outra coisa", diz a responsável pela pesquisa, Jane Green, da Universidade de Oxford.
Especialistas acreditam que a explicação pode estar na quantidade de hormônios de crescimento presentes na infância, que poderiam influenciar dois fatores.
O primeiro é o número de células. Pessoas mais altas têm mais células no corpo, logo há mais células que podem sofrer mutações, o que levaria ao câncer.
Outra possibilidade é que os hormônios aumentem a taxa de divisão celular, o que aumentaria o risco de câncer.
Mas os pesquisadores admitiram não saber ao certo a razão por trás dos resultados.
Estilo de vida
A diretora de informação da ONG Cancer Research UK, Sara Hiom, acredita que não há razão para alarde.
"Pessoas altas não precisam se alarmar com estes resultados. A maior parte das pessoas não é muito mais alta ou baixa que a média, e a altura delas vai ter apenas um pequeno efeito no seu risco individual de câncer", diz ela.
"Não podemos controlar nossa altura, mas há várias escolhas de estilo de vida que as pessoas podem fazer que, como sabemos, podem ter um grande impacto na redução do risco de câncer, como parar de fumar, beber moderadamente, manter um peso saudável e ter uma vida ativa."
http://www.estadao.com.br/noticias/gera ... 7894,0.htm
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Aumentam as mortes por infecção hospitalar na Europa e EUA
21 de julho de 2011
Ainda de acordo com a OMS, infecções hospitalares afetam 15% dos pacientes de países em desenvolvimento
Genebra, 21 jul (EFE).- As infecções hospitalares afetam anualmente 4,5 milhões de pacientes na Europa e 1,7 milhão nos Estados Unidos, revelou nesta quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), após anunciar que designou um representante especial para a segurança dos pacientes.
As mortes por esse tipo de infecções subiram para 37 mil e 100 mil, respectivamente, pelos dados oficiais, mas que "certamente estão subestimadas", reconheceu o responsável da iniciativa da OMS, Benedetta Allegranzi.
Segundo os dados mais recentes, as infecções hospitalares afetam 10% dos pacientes em países desenvolvidos e 15% nas regiões em desenvolvimento.
No entanto, o risco está concentrado nas áreas de terapia intensiva e neonatal. Inclusive nos países ricos, três de cada dez pacientes são afetados por ao menos uma infecção vinculada ao meio hospitalar nas unidades de terapia intensiva.
"Centenas de milhões de pacientes são infectados por ano (no mundo) e milhões morrem por causa de uma infecção adquirida em centros de atendimento médico", afirmou Allengranzi.
As infecções do tratamento urinário são as mais comuns nos países de altas receitas, enquanto as associadas a uma cirurgia ocorrem nos locais com recursos limitados, onde podem afetar até um terço dos pacientes.
Por sua vez, o novo representante especial da OMS para a segurança dos pacientes, Liam Donaldson, assinalou que as pessoas hospitalizadas têm uma probabilidade entre dez de serem vítimas de um acidente ou erro durante um tratamento, enquanto o risco de morrer por esta causa é de um para cada 300.
Donaldson foi um dos incentivadores do Programa sobre Segurança dos Pacientes, lançado em 2004 e que compreende iniciativas sobre medidas de higiene nos centros sanitários.
Também, a implementação de uma "lista de revisão para cirurgias", que inclui medidas preventivas antes de anestesiar o paciente, sobre a incisão na pele, tratamento do paciente antes de deixar a sala de operações e durante o período imediato posterior à cirurgia.
"Quando começamos ninguém falava da segurança nos hospitais como um conceito. Quando alguma situação saia mal era vista como um acidente sem maior relevância", comentou.
A partir da avaliação realizada em seis hospitais que aplicam essa "lista de revisão" no Canadá, Reino Unido, Tanzânia, Índia, Argentina e Arábia Saudita foi determinado que esta permite reduzir em 33% as complicações pós-operatórias e em 50% a mortalidade.
"Meio milhão de mortes poderiam ser evitado por meio de sua implementação" no mundo todo, afirmou o analista da OMS Edward Kelley.
Calcula-se que 100 mil hospitais já adotam a lista de medidas preventivas em casos de cirurgia.
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 8023,0.htm
21 de julho de 2011
Ainda de acordo com a OMS, infecções hospitalares afetam 15% dos pacientes de países em desenvolvimento
Genebra, 21 jul (EFE).- As infecções hospitalares afetam anualmente 4,5 milhões de pacientes na Europa e 1,7 milhão nos Estados Unidos, revelou nesta quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), após anunciar que designou um representante especial para a segurança dos pacientes.
As mortes por esse tipo de infecções subiram para 37 mil e 100 mil, respectivamente, pelos dados oficiais, mas que "certamente estão subestimadas", reconheceu o responsável da iniciativa da OMS, Benedetta Allegranzi.
Segundo os dados mais recentes, as infecções hospitalares afetam 10% dos pacientes em países desenvolvidos e 15% nas regiões em desenvolvimento.
No entanto, o risco está concentrado nas áreas de terapia intensiva e neonatal. Inclusive nos países ricos, três de cada dez pacientes são afetados por ao menos uma infecção vinculada ao meio hospitalar nas unidades de terapia intensiva.
"Centenas de milhões de pacientes são infectados por ano (no mundo) e milhões morrem por causa de uma infecção adquirida em centros de atendimento médico", afirmou Allengranzi.
As infecções do tratamento urinário são as mais comuns nos países de altas receitas, enquanto as associadas a uma cirurgia ocorrem nos locais com recursos limitados, onde podem afetar até um terço dos pacientes.
Por sua vez, o novo representante especial da OMS para a segurança dos pacientes, Liam Donaldson, assinalou que as pessoas hospitalizadas têm uma probabilidade entre dez de serem vítimas de um acidente ou erro durante um tratamento, enquanto o risco de morrer por esta causa é de um para cada 300.
Donaldson foi um dos incentivadores do Programa sobre Segurança dos Pacientes, lançado em 2004 e que compreende iniciativas sobre medidas de higiene nos centros sanitários.
Também, a implementação de uma "lista de revisão para cirurgias", que inclui medidas preventivas antes de anestesiar o paciente, sobre a incisão na pele, tratamento do paciente antes de deixar a sala de operações e durante o período imediato posterior à cirurgia.
"Quando começamos ninguém falava da segurança nos hospitais como um conceito. Quando alguma situação saia mal era vista como um acidente sem maior relevância", comentou.
A partir da avaliação realizada em seis hospitais que aplicam essa "lista de revisão" no Canadá, Reino Unido, Tanzânia, Índia, Argentina e Arábia Saudita foi determinado que esta permite reduzir em 33% as complicações pós-operatórias e em 50% a mortalidade.
"Meio milhão de mortes poderiam ser evitado por meio de sua implementação" no mundo todo, afirmou o analista da OMS Edward Kelley.
Calcula-se que 100 mil hospitais já adotam a lista de medidas preventivas em casos de cirurgia.
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 8023,0.htm
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Pílula aumenta risco de infecção pelo HIV
21 de Julho de 2011
Mulheres infectadas com o HIV têm quase o dobro de probabilidade de transmitir o vírus se estiverem a usar métodos contraceptivos hormonais. Já as mulheres sem o vírus que utilizam os mesmos métodos correm mais risco de serem contaminadas. O estudo, desenvolvido na Universidade de Washington, foi divulgado na 6.ª Conferência da Sociedade Internacional de Sida (IAS), em Roma.
A pesquisa foi feita entre 2004 e 2010 em sete países de África - Quénia, Uganda, Ruanda, Botswana, Zâmbia, Tanzânia e África do Sul -, com cerca de 2,5 mulheres com HIV que tinham parceiros não infectados. Um terço tomou pílula ou usou injecção hormonal como método contraceptivo. Entre os parceiros dessas mulheres, o índice de infecção foi de 2,61% por ano. No outro grupo, a taxa foi de 1,51%.
Também foram observados cerca de 1,3 mil casais em que apenas o homem tinha o vírus. Cerca de 20% das parceiras usavam um método contraceptivo hormonal, na maioria injecções. O estudo mostra que, nesse grupo, o índice de mulheres infectadas foi de 6,6%, contra 3,8% entre aquelas que não usavam método hormonal para evitar a gravidez.
Segundo os investigadores, não havia diferenças significativas no uso de preservativo ou no comportamento sexual que poderiam interferir no resultado. Conforme os cientistas, não há dados suficientes que indiquem o motivo de as hormonas aumentarem o risco de contaminação.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522617
21 de Julho de 2011
Mulheres infectadas com o HIV têm quase o dobro de probabilidade de transmitir o vírus se estiverem a usar métodos contraceptivos hormonais. Já as mulheres sem o vírus que utilizam os mesmos métodos correm mais risco de serem contaminadas. O estudo, desenvolvido na Universidade de Washington, foi divulgado na 6.ª Conferência da Sociedade Internacional de Sida (IAS), em Roma.
A pesquisa foi feita entre 2004 e 2010 em sete países de África - Quénia, Uganda, Ruanda, Botswana, Zâmbia, Tanzânia e África do Sul -, com cerca de 2,5 mulheres com HIV que tinham parceiros não infectados. Um terço tomou pílula ou usou injecção hormonal como método contraceptivo. Entre os parceiros dessas mulheres, o índice de infecção foi de 2,61% por ano. No outro grupo, a taxa foi de 1,51%.
Também foram observados cerca de 1,3 mil casais em que apenas o homem tinha o vírus. Cerca de 20% das parceiras usavam um método contraceptivo hormonal, na maioria injecções. O estudo mostra que, nesse grupo, o índice de mulheres infectadas foi de 6,6%, contra 3,8% entre aquelas que não usavam método hormonal para evitar a gravidez.
Segundo os investigadores, não havia diferenças significativas no uso de preservativo ou no comportamento sexual que poderiam interferir no resultado. Conforme os cientistas, não há dados suficientes que indiquem o motivo de as hormonas aumentarem o risco de contaminação.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522617
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Alérgicos a marisco devem ter cuidado ao fazer compras
21 de Julho de 2011
Pessoas que sofrem de alergia a marisco têm maiores dificuldades para comprar alimentos e comer fora de casa. Peixes e outros alimentos podem ser usados como ingredientes ocultos de diversos produtos. Além disso, apenas o contacto do marisco com outros alimentos e superfícies pode ser o suficiente para provocar uma reacção alérgica.
Para que alérgicos previnam incidentes, lugares onde o peixe é vendido devem ser evitados, como mercados especializados e áreas específicas de supermercados. Lugares onde peixes são cozidos e preparados também oferecem riscos.
O órgão americano Food Allergy and Anaphylaxis Network aconselha que pessoas que têm alergia a marisco devem sempre ler as informações de ingredientes de comidas que consome. Os mariscos podem ser encontrados em produtos vistos como improváveis fontes desses alimentos. Molhos diversos e temperos são bons exemplos desses produtos.
«Se tem alergia a mariscos, deveria evitar marisqueiras», afirma Phil Lempert, criador de um site especializado em venda de produtos e supermercados. «Mesmo se pedir algo que não contenha marisco, o contacto cruzado com esse alimento é possível. Restaurantes asiáticos frequentemente usam molho de peixe como um aromatizante, seja cuidadoso ou evite esses restaurantes».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522601
21 de Julho de 2011
Pessoas que sofrem de alergia a marisco têm maiores dificuldades para comprar alimentos e comer fora de casa. Peixes e outros alimentos podem ser usados como ingredientes ocultos de diversos produtos. Além disso, apenas o contacto do marisco com outros alimentos e superfícies pode ser o suficiente para provocar uma reacção alérgica.
Para que alérgicos previnam incidentes, lugares onde o peixe é vendido devem ser evitados, como mercados especializados e áreas específicas de supermercados. Lugares onde peixes são cozidos e preparados também oferecem riscos.
O órgão americano Food Allergy and Anaphylaxis Network aconselha que pessoas que têm alergia a marisco devem sempre ler as informações de ingredientes de comidas que consome. Os mariscos podem ser encontrados em produtos vistos como improváveis fontes desses alimentos. Molhos diversos e temperos são bons exemplos desses produtos.
«Se tem alergia a mariscos, deveria evitar marisqueiras», afirma Phil Lempert, criador de um site especializado em venda de produtos e supermercados. «Mesmo se pedir algo que não contenha marisco, o contacto cruzado com esse alimento é possível. Restaurantes asiáticos frequentemente usam molho de peixe como um aromatizante, seja cuidadoso ou evite esses restaurantes».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522601
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Química no cabelo durante gravidez faz crescer risco de bebê ter leucemia
20 de julho de 2011
Estudo, feito pela Escola Nacional de Saúde Pública em parceria com o Instituto Nacional de Câncer, acompanhou 650 mães de todas as regiões do País, exceto o Norte; pesquisadores avaliaram substâncias existentes em 14 marcas de tintura e alisadores
O uso de tinturas ou alisadores de cabelo durante os três primeiros meses de gravidez aumenta em quase duas vezes o risco de o bebê desenvolver leucemia nos primeiros dois anos de vida. Embora seja considerada uma doença rara, a leucemia atinge cerca de 5% das crianças nessa idade.

Cuidado. Regiane Marques parou de tingir os cabelos quando engravidou de Rafaella
A conclusão é do primeiro estudo epidemiológico brasileiro que investigou o tema. O trabalho foi realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) por mais de dez anos. Ao menos por enquanto, os dados sugerem que as mulheres não devem pintar os cabelos durante a gravidez.
O trabalho foi realizado em 15 centros de todas as regiões do País, exceto a Norte. Foram analisadas 650 mães: 231 com filhos diagnosticados com leucemia antes de 2 anos de idade e 419 mães controle sem filhos com câncer.
Segundo o biólogo da ENSP Arnaldo Couto, autor do estudo, das 231 mulheres cujos filhos tiveram leucemia, 35 (ou 15,2%) usaram produtos químicos no cabelo no primeiro trimestre da gravidez. Entre as 419 mães controle, 41 (ou 9,8%) utilizaram tinturas no mesmo período.
"O estudo mostrou que a doença não se manifestou ao acaso. Há uma associação significativa entre a exposição a tinturas e alisantes com o desenvolvimento de leucemia", diz Couto.
Maria do Socorro Pombo-de-Oliveira, chefe do Programa de Hematologia e Oncologia Pediátrica do Inca, que coordena o estudo, confirma a importância do achado e afirma ter ficado surpresa com os resultados.
"É a primeira vez que um trabalho olha para essa direção. Mas, como se trata de uma doença rara, o número de casos precisa ser confirmado em análises experimentais posteriores", diz ela.
O estudo. A partir do momento em que uma criança com menos de 2 anos era diagnosticada com leucemia em um dos centros parceiros, uma amostra de sangue seguia para o Inca para confirmação diagnóstica.
Além de confirmar o tipo de leucemia - mieloide aguda (LMA) ou linfoide aguda (LLA) -, os pesquisadores realizavam a entrevista materna. A LLA é a mais comum das leucemias infantis - cerca de 75% dos casos (mais informações nesta pág.).
Depois, uma equipe entrevistava cada uma dessas mães. O questionário incluía perguntas sobre hábitos de vida: alimentação, tabagismo, uso de álcool e medicamentos, exposição a agrotóxicos e tinturas.
Para cada mãe com filho com leucemia, os pesquisadores entrevistavam duas mães controle - com um filho da mesma idade e sem a doença maligna.
As perguntas eram direcionadas para os três meses antes de a mulher engravidar, os três trimestres da gestação e os três primeiros meses após o parto. "A ideia era identificar fatores ambientais que poderiam ter influência no desenvolvimento das leucemias", explica Couto.
Compostos químicos. Os pesquisadores analisaram os compostos existentes em 14 marcas de tinturas e alisadores. Foram identificados 150 componentes - 32 deles potencialmente prejudiciais à saúde do bebê.
Com os dados em mãos, Couto calculou a estimativa de risco de a criança desenvolver leucemia por a mãe ter feito uso desses produtos. De acordo com o pesquisador, esse risco é 1,8 vez maior em mães expostas aos cosméticos do que entre aquelas que não haviam utilizado os produtos durante a gestação.
"É justamente no primeiro trimestre que o bebê está em formação. Nessa fase existe uma divisão celular intensa e constante. Uma das hipóteses é a de que as substâncias químicas alteram o DNA e modificam a informação genética da criança", diz Couto.
Segundo Maria do Socorro, o próximo passo é descobrir qual mecanismo levou a esses casos. Os compostos da família dos fenóis, que foram os mais associados ao aumento do risco, já estão sendo estudados pela equipe.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 7185,0.php
20 de julho de 2011
Estudo, feito pela Escola Nacional de Saúde Pública em parceria com o Instituto Nacional de Câncer, acompanhou 650 mães de todas as regiões do País, exceto o Norte; pesquisadores avaliaram substâncias existentes em 14 marcas de tintura e alisadores
O uso de tinturas ou alisadores de cabelo durante os três primeiros meses de gravidez aumenta em quase duas vezes o risco de o bebê desenvolver leucemia nos primeiros dois anos de vida. Embora seja considerada uma doença rara, a leucemia atinge cerca de 5% das crianças nessa idade.

Cuidado. Regiane Marques parou de tingir os cabelos quando engravidou de Rafaella
A conclusão é do primeiro estudo epidemiológico brasileiro que investigou o tema. O trabalho foi realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) por mais de dez anos. Ao menos por enquanto, os dados sugerem que as mulheres não devem pintar os cabelos durante a gravidez.
O trabalho foi realizado em 15 centros de todas as regiões do País, exceto a Norte. Foram analisadas 650 mães: 231 com filhos diagnosticados com leucemia antes de 2 anos de idade e 419 mães controle sem filhos com câncer.
Segundo o biólogo da ENSP Arnaldo Couto, autor do estudo, das 231 mulheres cujos filhos tiveram leucemia, 35 (ou 15,2%) usaram produtos químicos no cabelo no primeiro trimestre da gravidez. Entre as 419 mães controle, 41 (ou 9,8%) utilizaram tinturas no mesmo período.
"O estudo mostrou que a doença não se manifestou ao acaso. Há uma associação significativa entre a exposição a tinturas e alisantes com o desenvolvimento de leucemia", diz Couto.
Maria do Socorro Pombo-de-Oliveira, chefe do Programa de Hematologia e Oncologia Pediátrica do Inca, que coordena o estudo, confirma a importância do achado e afirma ter ficado surpresa com os resultados.
"É a primeira vez que um trabalho olha para essa direção. Mas, como se trata de uma doença rara, o número de casos precisa ser confirmado em análises experimentais posteriores", diz ela.
O estudo. A partir do momento em que uma criança com menos de 2 anos era diagnosticada com leucemia em um dos centros parceiros, uma amostra de sangue seguia para o Inca para confirmação diagnóstica.
Além de confirmar o tipo de leucemia - mieloide aguda (LMA) ou linfoide aguda (LLA) -, os pesquisadores realizavam a entrevista materna. A LLA é a mais comum das leucemias infantis - cerca de 75% dos casos (mais informações nesta pág.).
Depois, uma equipe entrevistava cada uma dessas mães. O questionário incluía perguntas sobre hábitos de vida: alimentação, tabagismo, uso de álcool e medicamentos, exposição a agrotóxicos e tinturas.
Para cada mãe com filho com leucemia, os pesquisadores entrevistavam duas mães controle - com um filho da mesma idade e sem a doença maligna.
As perguntas eram direcionadas para os três meses antes de a mulher engravidar, os três trimestres da gestação e os três primeiros meses após o parto. "A ideia era identificar fatores ambientais que poderiam ter influência no desenvolvimento das leucemias", explica Couto.
Compostos químicos. Os pesquisadores analisaram os compostos existentes em 14 marcas de tinturas e alisadores. Foram identificados 150 componentes - 32 deles potencialmente prejudiciais à saúde do bebê.
Com os dados em mãos, Couto calculou a estimativa de risco de a criança desenvolver leucemia por a mãe ter feito uso desses produtos. De acordo com o pesquisador, esse risco é 1,8 vez maior em mães expostas aos cosméticos do que entre aquelas que não haviam utilizado os produtos durante a gestação.
"É justamente no primeiro trimestre que o bebê está em formação. Nessa fase existe uma divisão celular intensa e constante. Uma das hipóteses é a de que as substâncias químicas alteram o DNA e modificam a informação genética da criança", diz Couto.
Segundo Maria do Socorro, o próximo passo é descobrir qual mecanismo levou a esses casos. Os compostos da família dos fenóis, que foram os mais associados ao aumento do risco, já estão sendo estudados pela equipe.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 7185,0.php
-
BondadeSua
- Membro Gold

- Mensagens: 1520
- Registado: quinta mar 11, 2010 10:52 pm
Re: SAUDE
Eu continuo alérgico, mesmo!mauri Escreveu:Alérgicos a marisco devem ter cuidado ao fazer compras
21 de Julho de 2011
Pessoas que sofrem de alergia a marisco têm maiores dificuldades para comprar alimentos e comer fora de casa. Peixes e outros alimentos podem ser usados como ingredientes ocultos de diversos produtos. Além disso, apenas o contacto do marisco com outros alimentos e superfícies pode ser o suficiente para provocar uma reacção alérgica.
Para que alérgicos previnam incidentes, lugares onde o peixe é vendido devem ser evitados, como mercados especializados e áreas específicas de supermercados. Lugares onde peixes são cozidos e preparados também oferecem riscos.
O órgão americano Food Allergy and Anaphylaxis Network aconselha que pessoas que têm alergia a marisco devem sempre ler as informações de ingredientes de comidas que consome. Os mariscos podem ser encontrados em produtos vistos como improváveis fontes desses alimentos. Molhos diversos e temperos são bons exemplos desses produtos.
«Se tem alergia a mariscos, deveria evitar marisqueiras», afirma Phil Lempert, criador de um site especializado em venda de produtos e supermercados. «Mesmo se pedir algo que não contenha marisco, o contacto cruzado com esse alimento é possível. Restaurantes asiáticos frequentemente usam molho de peixe como um aromatizante, seja cuidadoso ou evite esses restaurantes».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522601
SORRY
Não se nasce empreendedor. Aprende-se!!![/b]
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
Vacina contra a Gripe A aumenta risco de narcolepsia
22 de Julho de 2011
A Agência Europeia do Medicamento concluiu que há uma associação entre a toma da vacina contra a gripe A e os casos de narcolepsia em crianças e adolescentes, segundo um alerta divulgado em Portugal pela autoridade do medicamento.
A narcolepsia é um estado patológico que desencadeia acessos irresistíveis de sono a qualquer momento do dia. Em fevereiro, as autoridades europeias tinham concluído que não havia dados suficientes para relacionar os casos de narcolepsia notificados em crianças e adolescentes com a vacina contra a gripe A
Agora, o Comité de Medicamentos de Uso Humano da Agência Europeia recomendou que se evite administrar a vacina Pandemrix, usada em Portugal, a pessoas com menos de 20 anos.
Esta vacina só deve ser dada a menores de 20 anos caso não esteja disponível a vacina da gripe sazonal e se a imunização contra o vírus da gripe A ainda for necessária, como no caso de pessoas com risco de complicações no decurso da infeção.
Contudo, a agência europeia mantém que a relação benefício-risco para a vacina mesmo em pessoas com menos de 20 anos continua positiva.
Os estudos epidemiológicos realizados na Finlândia e Suécia apontaram para uma ligação entre a vacinação com Pandemrix e a ocorrência de narcolepsia. Os resultados indicaram um risco seis a 13 vezes superior em crianças/adolescentes vacinados.
Isto corresponderá, segundo a Agência Europeia, a um acréscimo de três a sete casos em cada 100 mil pessoas vacinadas.
O aumento do risco não foi no entanto verificado em adultos maiores de 20 anos.
A autoridade avisa que não foram ainda concluídos estudos epidemiológicos noutros países, além da Suécia e Finlândia.
A empresa que comercializa a vacina, a GlaxoSmithKline, está a realizar um estudo no Canadá, onde uma vacina equivalente contra a infeção pelo vírus da gripe A foi amplamente utilizada. A empresa ficou responsável pela realização de estudos clínicos e não clínicos, de forma a continuar a investigar a associação entre a vacina Pandemrix e narcolepsia.
A autoridade portuguesa do medicamento (Infarmed) refere que as pessoas vacinadas com Pandemrix que não tenham sintomas da narcolepsia não precisam de precauções especiais.
Em Portugal foi registado pelo menos um caso de narcolepsia em crianças e adolescentes que foram vacinados contra a gripe A (H1N1), mas não foi determinada causalidade.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522757
22 de Julho de 2011
A Agência Europeia do Medicamento concluiu que há uma associação entre a toma da vacina contra a gripe A e os casos de narcolepsia em crianças e adolescentes, segundo um alerta divulgado em Portugal pela autoridade do medicamento.
A narcolepsia é um estado patológico que desencadeia acessos irresistíveis de sono a qualquer momento do dia. Em fevereiro, as autoridades europeias tinham concluído que não havia dados suficientes para relacionar os casos de narcolepsia notificados em crianças e adolescentes com a vacina contra a gripe A
Agora, o Comité de Medicamentos de Uso Humano da Agência Europeia recomendou que se evite administrar a vacina Pandemrix, usada em Portugal, a pessoas com menos de 20 anos.
Esta vacina só deve ser dada a menores de 20 anos caso não esteja disponível a vacina da gripe sazonal e se a imunização contra o vírus da gripe A ainda for necessária, como no caso de pessoas com risco de complicações no decurso da infeção.
Contudo, a agência europeia mantém que a relação benefício-risco para a vacina mesmo em pessoas com menos de 20 anos continua positiva.
Os estudos epidemiológicos realizados na Finlândia e Suécia apontaram para uma ligação entre a vacinação com Pandemrix e a ocorrência de narcolepsia. Os resultados indicaram um risco seis a 13 vezes superior em crianças/adolescentes vacinados.
Isto corresponderá, segundo a Agência Europeia, a um acréscimo de três a sete casos em cada 100 mil pessoas vacinadas.
O aumento do risco não foi no entanto verificado em adultos maiores de 20 anos.
A autoridade avisa que não foram ainda concluídos estudos epidemiológicos noutros países, além da Suécia e Finlândia.
A empresa que comercializa a vacina, a GlaxoSmithKline, está a realizar um estudo no Canadá, onde uma vacina equivalente contra a infeção pelo vírus da gripe A foi amplamente utilizada. A empresa ficou responsável pela realização de estudos clínicos e não clínicos, de forma a continuar a investigar a associação entre a vacina Pandemrix e narcolepsia.
A autoridade portuguesa do medicamento (Infarmed) refere que as pessoas vacinadas com Pandemrix que não tenham sintomas da narcolepsia não precisam de precauções especiais.
Em Portugal foi registado pelo menos um caso de narcolepsia em crianças e adolescentes que foram vacinados contra a gripe A (H1N1), mas não foi determinada causalidade.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=522757




