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Economia de uso.

Enviado: quarta abr 14, 2010 12:19 am
por EnergiaDiesel
a "lei das 125" (decreto-lei 78/2009), que entrou em vigor durante o verão passado, permite aos condutores com mais de 25 anos e com carta de condução de ligeiros, conduzir motociclos com cilindrada até 125 centimetros cúbicos (cc) e com uma potência máxima de 15 cavalos.

no primeiro trimestre deste ano, as vendas de motociclos com mais de 50 cc e menos de 125 cc subiram 73,8%, face ao mesmo periodo do ano passado, devendo-se esta subida sobretudo ao facto de há 12 meses, a nova legislação ainda não se encontrar em vigor.

se fica com os "cabelos em pé" quando se desloca no seu automóvel dentro das grandes cidades devido ao trânsito constante, talvez a mota seja o meio de transporte mais adequado para o seu trajecto de casa para o trabalho. para quem fizer as contas, não vai ser difícil chegar a várias conclusões: utilizar as duas rodas é mais económico, menos exasperante na hora de procurar estacionamento e quem agradece é a sua carteira.

vantagens face ao carro

utiliza o carro diariamente para ir para o trabalho, a sua estrutura de custos poderá ser essencialmente o combustível, o estacionamento e eventualmente portagens. para uma pessoa que trabalhe a 30 quilómetros da sua residência, o gasto mensal de combustível para um carro que utilize em média 6 litros de gasolina (95) aos 100 quilómetros, fica em cerca de 100 euros. se juntar a isso estacionamento os custos sobem astronomicamente. no caso do estacionamento em lisboa, os preços podem implicar uma factura de 200 euros mensais para quem use diariamente os espaços públicos para deixar o veículo. se trabalhar 11 meses durante o ano, pagará mais de 2000 euros ao município.

agora pense no mesmo exemplo com uma das quatro motas mais vendidas até 125cc em portugal, no passado ano: a vespa lx 125, a yamaha ybr 125, a honda cbf 125 e a sym xs 125. com consumos de combustível (gasolina) na ordem dos 2,5 a 3 litros por 100 km, batem claramente os carros. os custos mensais com a gasolina ficarão em qualquer coisa como 50 euros e, se conseguir evitar estacionamentos, pode poupar qualquer coisa como 200 euros por mês (se fosse um grande utilizador de parquímetros). além disso, os motociclos apresentam outras vantagens: menores custos de manutenção, imposto de circulação que isenta cilindradas até 175 cc e um custo nas lojas que implica um baixo investimento inicial e que varia entre os 1500 euros da sym xs 125 e os 3252 euros da vespa, de acordo com as páginas de internet das marcas.

para ficar com uma ideia, com o que poupa em combustível (636 euros por ano no exemplo) poderá recuperar o investimento nas duas rodas em menos de três anos, se optar pelo veículo mais barato.

contudo, para deixar o carro em casa terá de pagar mais um seguro. a subscrição de um seguro para a sua mota poderá ser um entrave, já que poderá ser difícil obter um junto das seguradoras. o melhor é contactar a sua seguradora e tentar englobar o seguro da mota com outros que tenha, havendo descontos para esse englobamento. a subscrição de um seguro para motas depende de vários factores, como é o caso da área de residência, modelo e marca da moto e ainda da idade do condutor, sendo que o valor anual poderá variar entre os 200 e os 300 euros consoante estas variáveis.

as outras desvantagens passam por outros factores que não os económicos. se as condições climatéricas forem adversas, o utilizador da mota tem duas hipoteses: ou recorre a outro transporte ou então sujeita-se a uma viagem que se pode tornar bastante incómoda para o condutor. além disso, para muitos condutores, ouvir música a caminho do trabalho é uma óptima maneira de começar o dia, mesmo que esteja parado no trânsito, sendo este objectivo dificil de concretizar se conduzir um motociclo. por fim, se o seu automóvel leva mais gente, e se quiser poupar tempo e dinheiro, nada melhor do que levar toda a familia no mesmo veiculo. nas motas, isto só estará ao alcance para famílias de duas pessoas.
artigo citado em http://aeiou.expresso.pt/va-de-mota-dei ... ro=f575531

o interessante seria acrescentar ao exercicio a variante eléctrica da motorizada/motociclo tendo como base os mesmos presupostos de uso e vêr o resultado final quanto à economia de uso,

Re: Economia de uso.

Enviado: quarta abr 14, 2010 12:56 am
por mauri
energiadiesel Escreveu: artigo citado em http://aeiou.expresso.pt/va-de-mota-dei ... ro=f575531
o interessante seria acrescentar ao exercicio a variante eléctrica da motorizada/motociclo tendo como base os mesmos presupostos de uso e vêr o resultado final quanto à economia de uso,
tenham em mente: nos média não existem motas eléctricas nem carros eléctricos!

Re: Economia de uso.

Enviado: quarta abr 14, 2010 1:32 pm
por daikoni
nos média dizes "electricos" e eles "ah, muito giro!", mas quando falam nas noticias... nada!

esquecem-se ou fazem-se de esquecidos e não levam a sério...

Re: Economia de uso.

Enviado: quarta abr 14, 2010 2:05 pm
por Seal
os interesses são muitos e estão bem instalados, fazer uma mudança em qq indústria é mt. complicado devido às teias de interesses de extensões enormes.

desde os fabricantes de pastilhas, filtros de ar, filtros de óleo, petrolíferas, baterias de chumbo, radiadores, etc... é um mundo de uma extensão que nem conseguimos calcular...

a "indústria de locomoção eléctrica" ainda tem uma teia bem pequenina

Re: Economia de uso.

Enviado: quarta abr 14, 2010 4:00 pm
por daikoni
infelizmente!! por mim já andavamos a fazer "zzzzz! zzzzzz!" em vez de "vruum! vruuuuuuummm!" há muito tempo!