Fábrica de Peletes
Enviado: sexta mar 23, 2007 2:18 pm
biobriquete aposta em produto “limpo ecológico, económico e sem fumos”
com menos de um ano de existência, a biobriquete está já a mudar de instalações face à grande procura que as peletes, um combustível ecológico e económico, estão a ter. dentro de um mês a empresa deixa gavinhos para se instalar numa antiga fábrica de travanca do mondego
a experiência começou em maio do ano passado, com a instalação da empresa, e em outubro iniciava-se a produção. depressa os sócios constataram que o espaço, localizado em gavinhos, penacova, era escasso para a procura que se estava a verificar. por isso, dentro de um mês, a empresa biobriquete, aproveitamento de biomassa lda, vai começar a laborar numa antiga fábrica, localizada no mesmo concelho, mas na freguesia de travanca do mondego. bem mais espaço para uma empresa que tem cada vez mais procura e se dedica à produção de peletes, um produtos de aquecimento “limpo, ecológico, económico e sem fumos”.
peletes não são mais do que um produto para queimar e que serve para aproveitamento energético. resulta da secagem e compactação dos resíduos da madeira, no caso da biobriquete, resultantes de empresas de mobiliário, serrações e carpintarias. «é uma energia limpa, que tem boa capacidade calorífica, deixa poucas cinzas, faz pouco fumo e é ecológica», explica luís simões que, juntamente com mais três sócios (luís patrício, antónio henriques e manuel fernandes) fundou a empresa.
este tipo de empresa em portugal é recente e, talvez por isso mesmo, ainda pouco divulgada, o que explica o facto de, grande parte da produção da biobriquete se destinar ao mercado internacional (itália, bélgica e espanha). «constatamos que há muita procura. se produzirmos 500 toneladas, 300 vão para o estrangeiro», explica luís simões. mas por cá, começa já a haver vontade em utilizar este tipo de combustível. prova disso é a cada vez mais procura que a empresa está a ter, facto que justifica, em tão curto espaço de tempo, a mudança de instalações. «portugal é um mercado a florescer», constata.
mas para que servem as peletes? «para tudo o que tenha caldeiras», explica, peremptório luís simões, sublinhando o facto de este ser um material «bem mais barato» do que os que se utilizam habitualmente, como a lenha, o gasóleo ou o gás. «custa um terço em relação ao gasóleo de aquecimento», exemplifica. e desde que exista uma caldeira, «só é preciso mudar o tipo de alimentação» para que se possa utilizar este tipo de material, explica o empresário.
madeiras queimadas
podem ser matéria-prima
a fábrica desactivada em travanca do mondego será o espaço que a empresa vai ocupar dentro em breve, por sistema de aluguer. nesta altura procede-se à mudança da maquinaria. «gavinhos (onde a empresa estava instalada) foi uma experiência», diz luís simões, explicando que depressa os sócios constataram que o espaço «não tinha condições físicas», pelo que a mudança foi inevitável.
o novo local tem uma área coberta de 3600 metros quadrados e mais sete mil de área descoberta. espaço suficiente para o negócio e até para aumentar a produção a outras áreas. é que, explica, não está de parte a possibilidade das peletes virem a ser produzidas através da utilização de outra matéria-prima, por exemplo, as madeiras queimadas resultantes dos incêndios florestais. «se houver linha de transformação desses resíduos da floresta é possível», conta, afirmando que esse será um dos objectivos «numa fase posterior».
sobre a criação de postos de trabalho, luís simões admite que não serão muitos, «talvez entre cinco e dez postos directos», mas afirma que há a possibilidade de criação de muitos postos indirectos. para já, adianta, seria importante «a criação de uma rede de distribuição e de consumidores deste material» para que este mercado possa evoluir.
diário de coimbra 23/03/2007
com menos de um ano de existência, a biobriquete está já a mudar de instalações face à grande procura que as peletes, um combustível ecológico e económico, estão a ter. dentro de um mês a empresa deixa gavinhos para se instalar numa antiga fábrica de travanca do mondego
a experiência começou em maio do ano passado, com a instalação da empresa, e em outubro iniciava-se a produção. depressa os sócios constataram que o espaço, localizado em gavinhos, penacova, era escasso para a procura que se estava a verificar. por isso, dentro de um mês, a empresa biobriquete, aproveitamento de biomassa lda, vai começar a laborar numa antiga fábrica, localizada no mesmo concelho, mas na freguesia de travanca do mondego. bem mais espaço para uma empresa que tem cada vez mais procura e se dedica à produção de peletes, um produtos de aquecimento “limpo, ecológico, económico e sem fumos”.
peletes não são mais do que um produto para queimar e que serve para aproveitamento energético. resulta da secagem e compactação dos resíduos da madeira, no caso da biobriquete, resultantes de empresas de mobiliário, serrações e carpintarias. «é uma energia limpa, que tem boa capacidade calorífica, deixa poucas cinzas, faz pouco fumo e é ecológica», explica luís simões que, juntamente com mais três sócios (luís patrício, antónio henriques e manuel fernandes) fundou a empresa.
este tipo de empresa em portugal é recente e, talvez por isso mesmo, ainda pouco divulgada, o que explica o facto de, grande parte da produção da biobriquete se destinar ao mercado internacional (itália, bélgica e espanha). «constatamos que há muita procura. se produzirmos 500 toneladas, 300 vão para o estrangeiro», explica luís simões. mas por cá, começa já a haver vontade em utilizar este tipo de combustível. prova disso é a cada vez mais procura que a empresa está a ter, facto que justifica, em tão curto espaço de tempo, a mudança de instalações. «portugal é um mercado a florescer», constata.
mas para que servem as peletes? «para tudo o que tenha caldeiras», explica, peremptório luís simões, sublinhando o facto de este ser um material «bem mais barato» do que os que se utilizam habitualmente, como a lenha, o gasóleo ou o gás. «custa um terço em relação ao gasóleo de aquecimento», exemplifica. e desde que exista uma caldeira, «só é preciso mudar o tipo de alimentação» para que se possa utilizar este tipo de material, explica o empresário.
madeiras queimadas
podem ser matéria-prima
a fábrica desactivada em travanca do mondego será o espaço que a empresa vai ocupar dentro em breve, por sistema de aluguer. nesta altura procede-se à mudança da maquinaria. «gavinhos (onde a empresa estava instalada) foi uma experiência», diz luís simões, explicando que depressa os sócios constataram que o espaço «não tinha condições físicas», pelo que a mudança foi inevitável.
o novo local tem uma área coberta de 3600 metros quadrados e mais sete mil de área descoberta. espaço suficiente para o negócio e até para aumentar a produção a outras áreas. é que, explica, não está de parte a possibilidade das peletes virem a ser produzidas através da utilização de outra matéria-prima, por exemplo, as madeiras queimadas resultantes dos incêndios florestais. «se houver linha de transformação desses resíduos da floresta é possível», conta, afirmando que esse será um dos objectivos «numa fase posterior».
sobre a criação de postos de trabalho, luís simões admite que não serão muitos, «talvez entre cinco e dez postos directos», mas afirma que há a possibilidade de criação de muitos postos indirectos. para já, adianta, seria importante «a criação de uma rede de distribuição e de consumidores deste material» para que este mercado possa evoluir.
diário de coimbra 23/03/2007