
a criação de um mercado global de carbono vai ser objecto de uma declaração política a assinar segunda-feira em lisboa por representantes da união europeia, três estados norte-americanos e um do canadá, noruega e nova zelândia.
a maior expectativa recai sobre os governadores dos estados norte- americanos de nova iorque, nova jersey e califórnia, que pretendem compatibilizar os seus mercados de carbono apesar de o presidente norte- americano ter reafirmado a sua rejeição ao protocolo de quioto para minimizar o fenómeno das alterações climáticas.
em declarações à agência lusa, o secretário de estado do ambiente, humberto rosa, explicou que a declaração política que vai ser assinada segunda-feira pretende «uniformizar» os vários mercados de carbono e criar «um mercado global interligado».
«o objectivo é criar um sistema uniformizado, que vai dar ao mercado estabilidade», afirmou, adiantando que a declaração política que vai ser assinada estabelece um acordo para adaptar os vários sistemas de carbono para que sejam compatíveis, uma iniciativa denominada international carbon action partnership (icap).
a cerimónia conta com a presença do presidente da comissão europeia, josé manuel barroso, do comissário europeu para o ambiente, stavros dimas, dos governadores dos estados norte- americanos de nova jersey, jon corzine, e de nova iorque, eliot spitzer, e do governador da província canadiana british columbia, gordon campbell.
desde 2005 que vigora o comércio europeu de licenças de emissões (cele), um mercado que obriga indústrias de vários sectores (de grande potência térmica) a controlarem a quantidade de dióxido de carbono que emitem.
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