Bali/Clima: UE insiste «países desenvolvidos devem liderar»
Enviado: quinta dez 06, 2007 9:30 pm
bali/clima: ue insiste «países desenvolvidos devem liderar»
o principal representante da união europeia (ue) na conferência de bali insistiu hoje que «os países desenvolvidos devem liderar» as negociações para o futuro climático após 2012, com redução de emissões de gases a curto-prazo.
as declarações surgem em resposta a críticas das grandes economias em desenvolvimento, como a china e a índia, e de relatórios apresentados em bali sobre os riscos da proposta da ue para uma redução das emissões com efeitos de estufa.
«a posição da ue é muito clara: os países desenvolvidos devem absolutamente liderar as negociações do futuro regime climático», explicou hoje nuno lacasta, o principal representante da união na conferência de bali, à agência lusa.
«não dissemos que estamos aqui para acordar o futuro regime mas apenas para lançar o diálogo com vista a ter, até 2009, um acordo abrangente para depois de 2012», fim da vigência do protocolo de quioto, declarou à lusa o chefe da delegação portuguesa.
nuno lacasta é o principal negociador de bruxelas na 13ª conferência quadro das nações unidas sobre alterações climáticas (unfccc), uma vez que portugal ocupa actualmente a presidência rotativa da ue.
estudos de impacto económico e declarações de delegados e organizações dos países em desenvolvimento têm acusado a ue de propor na unfccc medidas que teriam consequências «devastadoras» nas economias do sul, por impedirem o seu crescimento.
«a própria participação no protocolo de quioto tem demonstrado que é possível reduzir as emissões sem comprometer o crescimento económico», contrapôe o representante da ue.
«o que dizemos também é que, entre os países desenvolvidos, devem ser feitos esforços comparáveis», acrescentou nuno lacasta, que coordena o comité executivo da comissão de alterações climáticas portuguesa.
«não vejo que esta posição seja demasiado extremista» sublinhou nuno lacasta.
«creio, pelo contrário, que é isso que os países em desenvolvimento esperam dos países desenvolvidos», acrescentou.
nuno lacasta defende um mecanismo que «possibilite a participação de todos através de contribuições que sejam incentiváveis, monitorizáveis e reportáveis nesse mesmo contexto».
«devemos ter todos a capacidade de construir consensos para poder fazer o que interessa», frisou o representante português.
«concordamos também com a necessidade de continuar a diferenciar entre países desenvolvidos e em desenvolvimento» no futuro roteiro para redução de emissões.
«quanto mais exigentes forem os objectivos mais alto fica o preço do carbono e, por essa via, mais depressa e de forma eficiente se pode fazer entrer tecnologias inovadoras no mercado», defende o principal representante da ue.
como exemplo, nuno lacasta referiu que «há um conjunto de tecnologias já disponíveis que podem e devem entrar no mercado a custo zero ou a custo negativo, no sentido em que é muito fácil amortizá-las».
«estamos perante oportunidades 'win-win'», insistiu nuno lacasta.
«há tecnologias absolutamente eficientes e acessíveis que permitem reduzir emissões e trazem outros benefícios ambientais, como a qualidade do ar».
«mas há outro tipo de tecnologias que precisam de ser incentivadas para poder competir com a penetração no mercado de combustíveis fósseis como o petróleo, o gás natural e até o carvão», acrescentou o chefe da delegação portuguesa.
nuno lacasta salientou que portugal é actualmente «um exemplo de penetração de energias renováveis».
o primeiro-ministro, josé sócrates, anunciou recentememente que os 14 por cento de penetração de energias renováveis até 2010 pode ser aumentado a partir dessa data para 45 por cento.
nuno lacasta realça também que a penetração de renováveis «tem feito com que um sector económico que não existia há anos atrás se tenha desenvolvido».
«talvez seja a área económica que mais tem crescido em portugal e que tem criado mais emprego».
diário digital / lusa
06-12-2007 15:08:00
o principal representante da união europeia (ue) na conferência de bali insistiu hoje que «os países desenvolvidos devem liderar» as negociações para o futuro climático após 2012, com redução de emissões de gases a curto-prazo.
as declarações surgem em resposta a críticas das grandes economias em desenvolvimento, como a china e a índia, e de relatórios apresentados em bali sobre os riscos da proposta da ue para uma redução das emissões com efeitos de estufa.
«a posição da ue é muito clara: os países desenvolvidos devem absolutamente liderar as negociações do futuro regime climático», explicou hoje nuno lacasta, o principal representante da união na conferência de bali, à agência lusa.
«não dissemos que estamos aqui para acordar o futuro regime mas apenas para lançar o diálogo com vista a ter, até 2009, um acordo abrangente para depois de 2012», fim da vigência do protocolo de quioto, declarou à lusa o chefe da delegação portuguesa.
nuno lacasta é o principal negociador de bruxelas na 13ª conferência quadro das nações unidas sobre alterações climáticas (unfccc), uma vez que portugal ocupa actualmente a presidência rotativa da ue.
estudos de impacto económico e declarações de delegados e organizações dos países em desenvolvimento têm acusado a ue de propor na unfccc medidas que teriam consequências «devastadoras» nas economias do sul, por impedirem o seu crescimento.
«a própria participação no protocolo de quioto tem demonstrado que é possível reduzir as emissões sem comprometer o crescimento económico», contrapôe o representante da ue.
«o que dizemos também é que, entre os países desenvolvidos, devem ser feitos esforços comparáveis», acrescentou nuno lacasta, que coordena o comité executivo da comissão de alterações climáticas portuguesa.
«não vejo que esta posição seja demasiado extremista» sublinhou nuno lacasta.
«creio, pelo contrário, que é isso que os países em desenvolvimento esperam dos países desenvolvidos», acrescentou.
nuno lacasta defende um mecanismo que «possibilite a participação de todos através de contribuições que sejam incentiváveis, monitorizáveis e reportáveis nesse mesmo contexto».
«devemos ter todos a capacidade de construir consensos para poder fazer o que interessa», frisou o representante português.
«concordamos também com a necessidade de continuar a diferenciar entre países desenvolvidos e em desenvolvimento» no futuro roteiro para redução de emissões.
«quanto mais exigentes forem os objectivos mais alto fica o preço do carbono e, por essa via, mais depressa e de forma eficiente se pode fazer entrer tecnologias inovadoras no mercado», defende o principal representante da ue.
como exemplo, nuno lacasta referiu que «há um conjunto de tecnologias já disponíveis que podem e devem entrar no mercado a custo zero ou a custo negativo, no sentido em que é muito fácil amortizá-las».
«estamos perante oportunidades 'win-win'», insistiu nuno lacasta.
«há tecnologias absolutamente eficientes e acessíveis que permitem reduzir emissões e trazem outros benefícios ambientais, como a qualidade do ar».
«mas há outro tipo de tecnologias que precisam de ser incentivadas para poder competir com a penetração no mercado de combustíveis fósseis como o petróleo, o gás natural e até o carvão», acrescentou o chefe da delegação portuguesa.
nuno lacasta salientou que portugal é actualmente «um exemplo de penetração de energias renováveis».
o primeiro-ministro, josé sócrates, anunciou recentememente que os 14 por cento de penetração de energias renováveis até 2010 pode ser aumentado a partir dessa data para 45 por cento.
nuno lacasta realça também que a penetração de renováveis «tem feito com que um sector económico que não existia há anos atrás se tenha desenvolvido».
«talvez seja a área económica que mais tem crescido em portugal e que tem criado mais emprego».
diário digital / lusa
06-12-2007 15:08:00