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Cogen Europa: PCIP é barreira ao desenvolvimento

Enviado: segunda abr 28, 2008 8:37 pm
por Tó Miguel
cogen europa: pcip é barreira ao desenvolvimento da cogeração na ue
a proposta para uma directiva do parlamento europeu e da comissão das emissões industriais sobre prevenção e controle integrado da poluição (pcip) suscita algumas reservas à cogen europa, isto porque, diz a associação, «afecta os motores e as turbinas a gás em unidades de cogeração». se for implementada tal como está concebida, explica a associação, fará diminuir a eficácia técnica e comercial destes sectores da cogeração e irá quebrar a expansão no uso do biogás e de combustíveis gasosos inovadores na europa.

a directiva trará, segundo a cogen europa, barreiras administrativas adicionais aos pequenos produtores de geração de calor de alta eficiência e desvantagens competitivas para a indústria europeia, e irá diminuir a eficiência energética e aumentar as emissões de co2, devido a excessivas restrições de emissões de monóxido de carbono e óxidos de azoto, num sector que apenas contribui 0,4 por cento e 0,0056 por cento, respectivamente, para o total destas emissões na união europeia.

a associação europeia revela, assim, a sua preocupação relativamente à inflexibilidade nos baixos limites de emissões, «demasiado estritas, e que excedem o princípio da proporcionalidade, tendo em conta, particularmente, as vantagens de eficiência energética da tecnologia de cogeração». estes limites excessivos irão «travar a expansão da cogeração em certos motores e sectores de gás, especialmente o biogás». a eliminação do bónus de cogeração para novas unidades é também alvo de crítica, já que «poupanças de co2 serão perdidas devido a um foco excessivo noutros tipos de emissão».

perante este cenário, a cogen europa propôs emendas que reconhecem a necessidade de reforçar a pcip, mas que, ao mesmo tempo, proporcionam o devido apoio à indústria. «pedimos ao parlamento europeu que considere as emendas e permita que a indústria da cogeração tome parte no apoio à sustentabilidade ambiental e competitividade económica, em conjunto com as suas metas de eficiência energética», afirma a associação.

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