Apresentação e abertura: pensamento local acção global
Enviado: quarta mai 14, 2008 12:46 am
boas
o meu nome é barbosa, pa barbosa
estou pela primeira vez neste forum.
o meu interesse está focalizado na biomassa florestal vista como residuo sobrante de uma determinada operação de exploração florestal, silvicola ou industrial e que pode ser valorizado energeticamente.
não considero valorização energética de biomassa florestal aquela que utiliza rolaria bruta de madeira, como temos vindo a assistir em alguns projectos recentes de peletes (já instalados) e centrais de biomassa em fase de instalação. o consumo energético afectado no processamento de rolaria bruta de madeira para produzir peletes, nomeadamente transporte, trituração, secagem e refinagem é 3 vezes superior aquele aproveitamento de sobrantes do tipo, ramos e pontadas de exploração florestal, podas de manutenção silvicola, serrim e fitas da industria de serração, carpintaria e mobiliário.
se formos a ver os sobrantes são praticamente desprezados pelos seus emissores porque são secundários e derivam de processos de valor acrescentado principais como sejam, exploração de madeira, manutenção florestal, produção de madeira em obra e mobiliário. para além disso estes sobrantes estão semi-processados e consomem por isso menos factura energética, para além de terem um preço residual na sua aquisição.
outra questão importante está relacionada com as capacidades instaladas de algumas unidades de peletes (as grandes tipo mortágua). não existe biomassa disponível para as alimentar. a biomassa existe em abstracto mas não está disponível. ou seja é necessário comprar (em concorrência com as celuloses), transportar (com gasóleo), triturar, secar, refinar (com energia eléctrica cara) esta biomassa.
como exemplo comparativo desta realidade bem portuguesa, recordo que nos anos 90 quando as industrias de serração se lembraram de aumentar a sua capacidade produtiva para valores até aí impensáveis... estão encerradas, faliram, estão a meio gás... razão? falta de matéria-prima. soluções: pensar e agir localmente, optimizar meios e recursos de proximidade, trabalhar em rede, atingir resultado global.
o meu nome é barbosa, pa barbosa
estou pela primeira vez neste forum.
o meu interesse está focalizado na biomassa florestal vista como residuo sobrante de uma determinada operação de exploração florestal, silvicola ou industrial e que pode ser valorizado energeticamente.
não considero valorização energética de biomassa florestal aquela que utiliza rolaria bruta de madeira, como temos vindo a assistir em alguns projectos recentes de peletes (já instalados) e centrais de biomassa em fase de instalação. o consumo energético afectado no processamento de rolaria bruta de madeira para produzir peletes, nomeadamente transporte, trituração, secagem e refinagem é 3 vezes superior aquele aproveitamento de sobrantes do tipo, ramos e pontadas de exploração florestal, podas de manutenção silvicola, serrim e fitas da industria de serração, carpintaria e mobiliário.
se formos a ver os sobrantes são praticamente desprezados pelos seus emissores porque são secundários e derivam de processos de valor acrescentado principais como sejam, exploração de madeira, manutenção florestal, produção de madeira em obra e mobiliário. para além disso estes sobrantes estão semi-processados e consomem por isso menos factura energética, para além de terem um preço residual na sua aquisição.
outra questão importante está relacionada com as capacidades instaladas de algumas unidades de peletes (as grandes tipo mortágua). não existe biomassa disponível para as alimentar. a biomassa existe em abstracto mas não está disponível. ou seja é necessário comprar (em concorrência com as celuloses), transportar (com gasóleo), triturar, secar, refinar (com energia eléctrica cara) esta biomassa.
como exemplo comparativo desta realidade bem portuguesa, recordo que nos anos 90 quando as industrias de serração se lembraram de aumentar a sua capacidade produtiva para valores até aí impensáveis... estão encerradas, faliram, estão a meio gás... razão? falta de matéria-prima. soluções: pensar e agir localmente, optimizar meios e recursos de proximidade, trabalhar em rede, atingir resultado global.

