Quando o luxo vem sem etiqueta...
Enviado: segunda dez 15, 2008 7:02 pm
quando o luxo vem sem etiqueta...
o tipo desce na estação de metro vestindo jeans, t-shirt e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora rush matinal.
durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos traseuntes, ninguém sabia, mas o músico era joshua bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
alguns dias antes bell tinha tocado no symphony hall de boston, onde os melhores lugares custam a 'bagatela' de 1000 dólares.
a experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. a iniciativa realizada pelo jornal the washington post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
bell era uma obra de arte sem moldura. um artefacto de luxo sem etiqueta de glamour.
somente uma mulher reconheceu a música...
o vídeo da apresentação no metro está no you tube:
Link
in
http://clubetdi.com/forum/viewtopic.php ... 809#p27809
o tipo desce na estação de metro vestindo jeans, t-shirt e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora rush matinal.
durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos traseuntes, ninguém sabia, mas o músico era joshua bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
alguns dias antes bell tinha tocado no symphony hall de boston, onde os melhores lugares custam a 'bagatela' de 1000 dólares.
a experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. a iniciativa realizada pelo jornal the washington post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
bell era uma obra de arte sem moldura. um artefacto de luxo sem etiqueta de glamour.
somente uma mulher reconheceu a música...
o vídeo da apresentação no metro está no you tube:
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