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Pelamis parado há quatro meses

Enviado: quarta mar 18, 2009 6:53 pm
por FERNANDO PEREIRA
as três máquinas pelamis, do parque de ondas da aguçadoura, foram retiradas do mar devido a problemas técnicos e estão "em terra", no porto de leixões, há quatro meses, de acordo com a agência lusa. a primeira das três máquinas pelamis estava no mar desde 15 julho, enquanto as outras duas foram retiradas apenas dois meses depois de terem sido colocadas, em setembro. o seu custo ascendeu a nove milhões de euros.


em declarações à agência lusa, rui barros, da companhia de energia oceânica (empresa do grupo babcock & brown, detentor do projecto), disse ter sido detectado um problema recorrente nos casquilhos das articulações dos macacos hidráulicos das três máquinas, o que motivou a sua retirada de alto mar, onde se encontravam a cinco quilómetros ao largo da aguçadoura (póvoa de varzim).


segundo o responsável, deverá ser necessário cerca de um mês para a substituição dos casquilhos em cada uma das máquinas, após o que estas poderão ser de novo colocadas em posição, em alto mar, para continuação dos testes a que vinham sendo sujeitas.


«estou convencido de que, se não aparecer mais nenhum problema, antes do final do verão estaremos com as três máquinas totalmente libertas para produção comercial. mas é tudo se, se, se...», afirmou. rui barros disse ainda que portugal «perdeu a corrida» pela liderança mundial na área da energia das ondas e o projecto de criação de um cluster a este nível está «seriamente comprometido».


dificuldades financeiras na origem da paragem


opinião diferente tem antónio sá da costa, presidente da associação portuguesa de energias renováveis (apren), para quem a principal causa do atraso no desenvolvimento do parque de ondas de aguçadoura são as «dificuldades financeiras» da babcock & brown, detentora do projecto, e não as «questões técnicas», considerou.


questionado sobre se a criação de um cluster português na área da energia das ondas estaria comprometido, o presidente da apren disse que portugal «não é o único país no mundo e não pode ter a veleidade de ter a exclusividade do mar».

por sua vez, a edp continua «empenhada em manter a liderança na área das energias renováveis» e considera «perfeitamente natural» existirem reveses no processo da energia das ondas, como no caso do parque de aguçadoura. o administrador da edp jorge cruz morais explicou que o processo da energia das ondas é algo que ainda está em desenvolvimento, pelo que «é evidente que existam reveses no processo, o que é perfeitamente natural num processo de investigação como é este caso».

a primeira fase do parque de ondas da aguçadoura arrancou com uma capacidade inicial de 2,25 megawatts (mw), correspondente às três máquinas pelamis instaladas, eo suficiente para iluminar 1000 a 1500 habitações. a segunda fase do projecto previa um aumento da capacidade para 20 mw e um total de 25 máquinas, o que implicaria um investimento na ordem dos 60 a 70 milhões de euros e permitiria responder à procura média anual de electricidade de 15 mil famílias.

fonte ambienteonline.

pois, pois os casquilhos... - no verão com menos tempestades...

Re: Pelamis parado há quatro meses

Enviado: quarta mar 18, 2009 8:21 pm
por mix
temo que esses problemas de fiabilidade façam com que portugal abandone o projecto de colocar os 20 mw a funcionar e como já não seremos o 1º país a explorar esta energia ainda pior...

[[]]

Re: Pelamis parado há quatro meses

Enviado: quarta mar 18, 2009 10:35 pm
por Bluesky
os casquilhos? tenho disso, era só pedirem com educação... é para lampadas de quantos watts? e mesmo que nao queiram dos meus vamos lá ver a coisa, afinal quantos milhoes sao necessários para os trocar? pois sim ...

Re: Pelamis parado há quatro meses

Enviado: quinta mar 19, 2009 6:40 am
por pseudominus

bluesky Escreveu:os casquilhos? tenho disso, era só pedirem com educação... é para lampadas de quantos watts?

"é para lampadas de quantos watts"

agora gostei do teu humor



pois é, o mar é tramado. tentativas tem havido muitas à muitos anos, por todo o mundo, o problema de todas é a duração dos equipamentos.
o rendimento é baixo, mas a energia disponível é gigante. tanta que destroi tudo.

depois por cá somos bons, não basta um protótipo para testar primeiro.

façam-se 100, diz o "gajo" do gabinete que gere o dinheiro dos outros, e que de tecnologia não percebe nada, comece a contruir-se já as futuras fábricas, auto-estradas de acesso e divulgue-se que vamos criar para começar uns 2000 postos de trabalho. já agora tragam o catálogo de carros de topo de gama.


cumpts

Re: Pelamis parado há quatro meses

Enviado: quinta mar 19, 2009 8:26 am
por FERNANDO PEREIRA
usem leds… héhéhé.

é isso mesmo pseudominus.

de estranhar, igualmente, esta noticia não ter vindo ainda a público.
as máquinas são muito grandes (140m) e precisam de uma grande área de segurança (235, se bem me lembro). esperemos que sejam mesmo só uns casquilhos que demoram 8/9 meses a serem substituídos e que não seja motivo para abandonar o projecto. os custos diário de um rebocador devem ser aniquilantes.

a tarifa é de 0,245 por kw enquanto estão parados não entra nada só sai, mas sempre poupam uns milhares por não estarem no mar, do nosso futuro.

Re: Pelamis parado há quatro meses

Enviado: domingo mar 29, 2009 3:40 am
por Lagafe
fernando pereira Escreveu:usem leds… héhéhé.

é isso mesmo pseudominus.

de estranhar, igualmente, esta noticia não ter vindo ainda a público.
as máquinas são muito grandes (140m) e precisam de uma grande área de segurança (235, se bem me lembro). esperemos que sejam mesmo só uns casquilhos que demoram 8/9 meses a serem substituídos e que não seja motivo para abandonar o projecto. os custos diário de um rebocador devem ser aniquilantes.

a tarifa é de 0,245 por kw enquanto estão parados não entra nada só sai, mas sempre poupam uns milhares por não estarem no mar, do nosso futuro.
tenho ideia que saiu no público um artigo sobre as pelamis.
a razão oficial que a martifer divulgou para adiar a introdução do seu protótipo no mar foi o inverno...
ignoro como está o projecto actualmente.