Carta à Deco

Local para debater assuntos relacionados com veículos cujo motor responsável pela propulsão é eléctrico.
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jmap
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Re: Carta à Deco

Mensagem por jmap »

já agora aqui fica a carta que havia mandado à deco:
caros srs.

venho por este meio manifestar o meu repúdio contra a displicência e falta de profissionalismo contida no teste “scooters”, efectuado e publicado na vossa revista 314. eu tenho uma vectrix (uma eléctrica que ficou na ultima posição do vosso teste) e o meu conhecimento próximo do assunto diz-me que tiveram falhas muito graves, que induzem o consumidor num grave erro.

falhas graves:
- quanto valem os valores ambientais na vossa fórmula? parece-me que muito pouco… infelizmente a mentalidade retrógrada que está a conduzir este planeta a uma catástrofe nunca antes sentida pela raça humana, está bem presente no vosso discurso;
- como se diz na gíria popular, “não se deve misturar alhos com bugalhos”, mas diria eu que, quando se o fizer, ao menos que se tenha a preocupação de distinguir características que não são directamente comparáveis, mas tal não aconteceu convosco;
- só o total desconhecimento das características de uma eléctrica os faz cometer o erro de a incluir na categoria de mota de estrada. efectivamente, a tecnologia eléctrica ainda não o permite devido às pequenas autonomias e para a “estrada” subentende-se percorrer de longas distâncias. na prática esta mota faz em média 75km com uma carga na cidade de lisboa e arredores. os 40km só acontecem se for sempre à velocidade máxima (100km/h), o que obviamente só pode acontecer em auto-estrada ou via rápida.
- quanto à travagem, a brembo é apenas uma da melhores marcas que existe e equipa esta mota, porém usualmente nem se recorre ao sistema tradicional de travagem pois a excelente travagem regenerativa (efectuada com o motor), confere uma segurança superior e é de longe muito melhor que qualquer outro presente nos motociclos tradicionais. como é possível dar uma nota de indiferença quando o sistema é em muito superior aos demais?
- o cálculo da recuperação do investimento está totalmente errado porque não entra em consideração com o facto de esta mota não precisar praticamente de manutenção, só pneus à partida e nem sequer os travões porque são muito pouco utilizados devido ao sistema de travagem regenerativa. pelas minhas contas serão necessários cerca de 80.000km para a recuperação do investimento, um valor muito longe dos “vossos 132.000km”. eu gasto cerca de 5€ de electricidade por cada 1000km que faço;
- a justificação de que a electricidade é gerada a partir de centrais de carvão e de gás é no mínimo… patética. na produção nacional actual as gerações de electricidade a partir de origens poluentes é apenas de 16% (carvão, gás e nuclear). porém acontece, que quem usa eléctricos, geralmente fá-lo no período do vazio e não só paga cerca de metade como grande parte da energia produzida nesse período provém da fonte eólica.

é de todo lamentável a tentativa de minimização do factor ecológico (que é o principal objectivo do produto) no vosso artigo, não só pelo facto de quase nada pesar na vossa fórmula como as alusões patéticas e infundadas obre a proveniência da electricidade. mesmo que assim fosse, já pensaram sobre as emissões envolvidas no transporte e produção de petróleo? não me digam que pensam que a responsabilidade ambiental de emissão de co2 resulta apenas na queima directa do combustível!

nem tudo são rosas e a tecnologia do eléctrico detém ainda muitos problemas (embora nenhum dos quais tenha sido abordado no vosso artigo), mas entendo que o vosso levantamento foi cientificamente mal preparado, tendenciosamente economicista e muito pouco verde. é caso para perguntar se a defesa do consumidor não se deveria preocupar mais com a qualidade de vida (em termos de poluição) nas cidades…

se a minha opinião contar para alguma coisa, asseguro que depois de experimentar um eléctrico, jamais se volta a considerar como solução principal, um veículo de combustão interna. fico grato pela vossa atenção e espero que a esta critica não seja metida directamente no caixote do lixo. temo que tal aconteça por ousar criticar aqueles que mais o costumam fazer.
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serges
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Re: Carta à Deco

Mensagem por serges »

e respostas...

lol zero...
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taberna29
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Re: Carta à Deco

Mensagem por taberna29 »

jmap Escreveu:façam-lhes ver os erros, pode ser que decidam rever as asneiras que fizeram... eu também sou sócio e não tenciono para já deixar de ser mas que a revista tem descido de qualidade, isso tem.
a decoproteste é uma revista sem qualquer tipo de credibilidade nos testes que efectua.
querem efectuar testes a tudo e mais alguma coisa sem perceberem efectivamente do que estão a falar.
o problema é que esta revista está relacionada com uma entidade, deco, que deveria visar a defesa do consumidor... e por essa razão, muitos consumidores vão pelo que lá vem escrito...
mas só quem ainda não abriu bem os olhos é que se fia no que lá vem escrito...
é a minha opinião.
Tiago Bernardo

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jmal
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Re: Carta à Deco

Mensagem por jmal »

a mim também nada.
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jmap
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Re: Carta à Deco

Mensagem por jmap »

o_volt Escreveu:pessoal recebi isto da deco.
exmo senhor

agradecemos todos os comentários e observações desde que suficientemente objectivos e concretos. o senhor lamenta os erros técnicos e pedadógicos mas não exemplifica ou aprofunda a questão. nessas circunstâncias, temos dificuldade em estabelecer um dialógo e somente podemos reiterar as conclusões objectivas e imparciais dos nossos testes, realizados em parceiria com outras associações de defesa do consumidor a nível europeu, com larga experiência e conhecimento nesta área, suportado por laboratórios acreditados neste sector.

as paixões, muitas vezes presentes nas opções de consumo, interferem na avaliação isenta da verdadeira qualidade de uns produtos quando comparados com suas alternativas (também viáveis) mas não deixam de ser uma opção dos consumidores, que respeitamos. não abdicamos é da nossa missão de informação rigorosa e independente.

com os nossos cumprimentos,

serviço de informação
deco/proteste
e agora...escrevemos todos uma carta em conjunto ou eu reenvio a carta do jmap que até está bem fundamentada.
outra dúvida: vocês tb receberam resposta?
esta resposta evidencia um total desconhecimento da matéria. parece-me que a proteste se transformou praticamente numa revista que traduz para português, outras. alegam paixões irreflectidas mas quando confrontados com factos, simplesmente não respondem… porquê? porque não têm argumentos, afinal nem percebem do que estão a falar, limitam-se a traduzir.

reconheço no entanto que o meu tom não era cordial, não pelo menos aquele que prepara a o terreno para a resposta. mas estava chateado (e ainda estou).
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serges
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Re: Carta à Deco

Mensagem por serges »

foi com uma resposta dessas que desisti do meu numero de sócio e abomino o trabalho que fazem...
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tavares
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Re: Carta à Deco

Mensagem por tavares »

e foi por esses "testes" que eu desisti da assinatura da pro-teste e da dinheiro e direitos

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Bluesky
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Re: Carta à Deco

Mensagem por Bluesky »

essa revista da proteste sempre me fez rir, eles agem sempre em auto-defesa tal como outros orgãos da comunicação social, pois admitir o seu erro seria demonstrar a sua incompetencia. são uns chico-espertos sabichões com um alvo de leitores chico-espertos mal informados. tal como outros orgaos de comunicação social, são isentos, imparciais, independentes e outras palermices que servem só como prova de sua insuficiência (recorrer a outras fontes reconhecidas europeias), incompetência (direito de errar - independência) e arrogância (testes científicos e objectivos) e, enfim, outros disparates que tais.

caros amigos, lembrem-se que lutar pelos veiculos electricos é claramente mudar o paradigma social e técnico, logo esperem encontrar uma grande resistência como já estão a reconhecer. não se arreliem, sejam pacientes e expliquem tudo detalhadamente - não existe outro caminho. além disso o petroleo é o super-negócio assassino que mata anualmente milhares de outros negócios de futuro que nos permitiriam ter um melhor futuro. sejam persistentes e esperem sempre o pior - nenhuma ajuda e ataques a tudo que não esteja na onda deles. mas temos que vencer se queremos algo melhor que esta miséria reiterada e prepotência minima garantida. saudaçoes.
_______ .oO Impossivel é um conceito /& / não uma realidade Oo. _______

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Re: Carta à Deco

Mensagem por jmap »

bluesky Escreveu:essa revista da proteste sempre me fez rir, eles agem sempre em auto-defesa tal como outros orgãos da comunicação social, pois admitir o seu erro seria demonstrar a sua incompetencia. são uns chico-espertos sabichões com um alvo de leitores chico-espertos mal informados. tal como outros orgaos de comunicação social, são isentos, imparciais, independentes e outras palermices que servem só como prova de sua insuficiência (recorrer a outras fontes reconhecidas europeias), incompetência (direito de errar - independência) e arrogância (testes científicos e objectivos) e, enfim, outros disparates que tais.

caros amigos, lembrem-se que lutar pelos veiculos electricos é claramente mudar o paradigma social e técnico, logo esperem encontrar uma grande resistência como já estão a reconhecer. não se arreliem, sejam pacientes e expliquem tudo detalhadamente - não existe outro caminho. além disso o petroleo é o super-negócio assassino que mata anualmente milhares de outros negócios de futuro que nos permitiriam ter um melhor futuro. sejam persistentes e esperem sempre o pior - nenhuma ajuda e ataques a tudo que não esteja na onda deles. mas temos que vencer se queremos algo melhor que esta miséria reiterada e prepotência minima garantida. saudaçoes.
caro amigo céuazul... como (quase ) sempre... tinheis a razão a seu lado...
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Re: Carta à Deco

Mensagem por hp78 »

eu que não sou sócio, responderam, sem dar resposta
aqui vai

"acusamos a recepção da comunicação de v. exa cujo conteúdo mereceu a nossa melhor atenção.
relativamente ao assunto exposto, cumpre-nos desde já agradecer a confiança depositada na deco e simultaneamente informar que, através da consulta dos nossos ficheiros e com os elementos que nos transmite, não nos foi possível detectar o registo de v. exª como associado da deco. assim, sugerimos que nos contacte para o telefone 808 200 145 (a partir de rede fixa, só paga custo de chamada local) ou para 218 410 858 ( a partir de rede móvel), fazendo referência à sua comunicação, para que possamos localizá-la mais facilmente. poderá fazê-lo todos os dias úteis, das 9.00 ás 13.00 e das 14.00 às 18.00h (6.ª feira até às 17.00h).
a deco é uma associação privada sem fins lucrativos, desenvolvendo apenas e tão-somente a sua actividade em função da quotização que recebe dos seus associados, não beneficiando de qualquer apoio estatal para a informação que diariamente presta aos consumidores.
todos os dias no mercado surgem novos produtos e serviços, cada vez mais complexos e mais sofisticados, sendo fundamental o reforço da capacidade de intervenção do movimento associativo junto dos poderes públicos e agentes económicos. esta intervenção depende em larga medida da representatividade conferida pelos consumidores às organizações de defesa dos seus direitos, dando voz activa aos seus problemas. caso não seja ainda nosso associado, convidamo-lo a ponderar a adesão à nossa associação, podendo visitar o nosso sítio http://www.deco.proteste.pt, e aí conhecer as vantagens do seu apoio e recolher mais informação sobre a nossa actividade.
aguardando o contacto de v. exª, mantendo-nos ao dispor para quaisquer esclarecimentos,

com os nossos melhores cumprimentos,
o serviço de informação da deco proteste"


será que só respondem a não sócios, para não responderem a pergunta?
Bons KW.

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jmap
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Re: Carta à Deco

Mensagem por jmap »

hp78 Escreveu:eu que não sou sócio, responderam, sem dar resposta
aqui vai

"acusamos a recepção da comunicação de v. exa cujo conteúdo mereceu a nossa melhor atenção.
relativamente ao assunto exposto, cumpre-nos desde já agradecer a confiança depositada na deco e simultaneamente informar que, através da consulta dos nossos ficheiros e com os elementos que nos transmite, não nos foi possível detectar o registo de v. exª como associado da deco. assim, sugerimos que nos contacte para o telefone 808 200 145 (a partir de rede fixa, só paga custo de chamada local) ou para 218 410 858 ( a partir de rede móvel), fazendo referência à sua comunicação, para que possamos localizá-la mais facilmente. poderá fazê-lo todos os dias úteis, das 9.00 ás 13.00 e das 14.00 às 18.00h (6.ª feira até às 17.00h).
a deco é uma associação privada sem fins lucrativos, desenvolvendo apenas e tão-somente a sua actividade em função da quotização que recebe dos seus associados, não beneficiando de qualquer apoio estatal para a informação que diariamente presta aos consumidores.
todos os dias no mercado surgem novos produtos e serviços, cada vez mais complexos e mais sofisticados, sendo fundamental o reforço da capacidade de intervenção do movimento associativo junto dos poderes públicos e agentes económicos. esta intervenção depende em larga medida da representatividade conferida pelos consumidores às organizações de defesa dos seus direitos, dando voz activa aos seus problemas. caso não seja ainda nosso associado, convidamo-lo a ponderar a adesão à nossa associação, podendo visitar o nosso sítio http://www.deco.proteste.pt, e aí conhecer as vantagens do seu apoio e recolher mais informação sobre a nossa actividade.
aguardando o contacto de v. exª, mantendo-nos ao dispor para quaisquer esclarecimentos,

com os nossos melhores cumprimentos,
o serviço de informação da deco proteste"


será que só respondem a não sócios, para não responderem a pergunta?
respondeu-te a secção de marketing, a unica que parece saber o que faz...
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Re: Carta à Deco

Mensagem por O_volt »

atenção que nou sou sócio, nem tão pouco me identifiquei como tal ou também como representante da sw.
e mesmo assim responderam-me!
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Re: Carta à Deco

Mensagem por jmal »

o_volt Escreveu:atenção que nou sou sócio, nem tão pouco me identifiquei como tal ou também como representante da sw.
e mesmo assim responderam-me!
boa, eu sou sócio e identifiquei-me como tal e até agora nada, estão a ficar bem vistos.
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Re: Carta à Deco

Mensagem por jmal »

bom, parece que andam a ver o fórum.

exmo senhor



agradecemos o seu contacto e passamos a fazer os comentários que entendemos por conveniente.



a deco proteste na sua edição nº 314, junho de 2010, apresentou os resultados de um teste comparativo a scooters até 125 cc, dado o objectivo aumento de interesse por parte dos consumidores após a entrada em vigor da nova legislação que permite a sua condução simplesmente com a carta de condução de veículos ligeiros. optamos por segmentar a nossa amostragem em dois grupos claramente tipificados : por uma lado, scooters mais dirigidas a uma condução em ambiente exclusivamente urbano e scooters que tenham a potencialidade de também percorrer distâncias em auto-estrada ou vias rápidas. como é claro, estamos a dividir as scooters em função do principal uso que será suposto ser realizado pelo seu proprietário, mas é natural que ambas as categorias acabem por necessitar de percorrer algum ambiente urbano e/ou vias rápidas.

no chamado grupo das scooters mais preparadas para as vias rápidas, incluimos pela primeira vez, um exemplar eléctrico mas reiteramos que o objectivo primário do artigo é a apresentação dos resultados de um teste a scooters 125 cc (11 kw) e não a scooters eléctricas.



1) a vetrix vx-1, o exemplar eléctrico escolhido para integrar este comparativo, pela sua autonomia, velocidade e fisionomia, pode assumir-se, na nossa opinião, como alternativa a uma scooter gt "convencional". partir do principio de que este modelo não é comparável com nenhum outro é fugir ao confronto que, na realidade, os consumidores fazem quando pretende adquirir uma scooter. por outro lado, os resultados de performance não destoam face à concorrência de combustão , excepção feita à autonomia. ainda assim, como produto que se diferencia dos convencionais (de combustão), mereceu um olhar mais atento e uma caixa autónoma na página 24 da proteste.



2) no que diz respeito especificamente à autonomia, os resultados que apresentamos decorrem de programas de teste padronizados por forma a poder comparar, em pé de igualdade, todos os modelos em confrontos. utilizamos o protocolo nedc (new european driving cycle) que apresenta, entre outras características, um conjunto de ciclos de aceleração que se podem considerar como uma condução bem mais próxima da realidade do dia-a-dia dos consumidores. queira notar que o próprio fabricante reconhece que uma condução urbana traduz-se numa autonomia estimada entre 48 a 72 km; conhecendo o habitual optimismo com que os fabricantes colocam nas suas estimativas, não devemos ficar surpreendidos pelos humildes 41 km atingido no nosso teste prático.

deco.JPG
deco.JPG (73.6 KiB) Visto 4421 vezes


não deixamos, contudo, de reconhecer que cada consumidor, pelas suas próprias características de condução, obterá um nível de autonomia perfeitamente personalizado e que poderá diferir quer dos valores apresentados pela deco proteste, quer do próprio fabricante, quer de qualquer outra fonte. no entanto, como ponto de comparação, essa normalização é necessária e acreditamos que o nosso protocolo é o mais realista.



3) ao abordar a questão do preço, cerca de 8.000 €, não entramos em consideração com as possíveis vantagens fiscais pela simples razão de que não são iguais para todos os nossos leitores e não poderíamos, em tão pouco espaço, referir todas as particularidades desta outra dimensão. para além dos veículos eléctricos estarem em concorrência com outras medidas para poderem usufruir da chamada dedução à colecta, informamos:



- (…) artigo 85.º-a



deduções ambientais



1 - são dedutíveis à colecta, desde que não susceptíveis de serem considerados custos para efeitos da categoria b, 30 % das importâncias despendidas com a aquisição dos seguintes bens, desde que afectos a utilização pessoal, com o limite de (euro) 803:



a) equipamentos novos para utilização de energias renováveis e de equipamentos para a produção de energia eléctrica ou térmica (co-geração), por microturbinas, com potência até 100 kw, que consumam gás natural, incluindo equipamentos complementares indispensáveis ao seu funcionamento;



b) equipamentos e obras de melhoria das condições de comportamento térmico de edifícios, dos quais resulte directamente o seu maior isolamento;



c) veículos sujeitos a matrícula, exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis.



2 - as deduções referidas em cada uma das alíneas do número anterior apenas podem ser utilizadas uma vez em cada período de quatro anos.



(artigo aditado pela lei n.º 3-b/2010-28/04)



assim, a dedução para 2010 (actualizada para 803 euros) é, como o próprio nome indica, uma dedução à colecta. ou seja, a dedução da despesa é efectuada depois de aplicada a taxa de imposto e apuramento do mesmo. assim, desde que tenha pago imposto suficiente durante o ano (ou seja, tenha colecta suficiente para se poder fazer deduções), um qualquer contribuinte pode beneficiar da dedução na totalidade. no entanto, fruto das deduções pessoalizantes, os contribuintes dos dois primeiros escalões de irs, nunca podem beneficiar desta dedução: não pagam imposto suficiente que o permita.

também estão previstas limitações nos montantes totais das deduções à colecta, consoante o escalão de rendimentos (medida do pec). esta medida, a ser aplicada, pode impedir esta dedução, pelo menos na sua totalidade.



na nossa opinião, mesmo considerando a situação de maximização das vantagens fiscais, a vectrix continua a ser uma scooter com um preço muito superior ao melhor da concorrência.



4) no que diz respeito ao custo da recarga da bateria, referimos precisamente na caixa da página 24, as vantagens inegáveis da tarifa bi-horária. não podemos estar mais de acordo. infelizmente, continua a ser necessário, objectivamente, um grande número de km's para poder compensar o maior custo inicial da compra da vectrix.



com estas explicações, esperamos que o nosso associado possa reconsiderar a sua opinião de "injusto, infundado e um atentado à sustentabilidade ambiental" ao nosso artigo pois, à semelhança de todos os restantes estudos e testes realizados pela deco proteste, impomos o maior rigor de análise aliado aos melhores programas de teste que permitam refletir as condições reais de uso dos consumidores, sem qualquer pre-disposição ou convicção apriori.



com os nossos cumprimentos,
entretanto elaboro uma resposta.

esta resposta deixa-me mais tranquilo, aqui pelo menos já falam que a autonomia varia consoante os factores, o que não gostei mesmo foi da "tábua" que meteram na revista salientando a autonomia de 41 kms, quando deviam ter frisado esse ponto.
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Re: Carta à Deco

Mensagem por jmap »

falaram muito e não disseram nada. retórica, pura retórica, apenas o que mudou foi que se dignaram a responder. fizeram-me lembrar este:

Link
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Re: Carta à Deco

Mensagem por jmal »

ok, vamos lá complicar isto.

segundo o que me foi respondido, a vectrix faz 41 kms seguindo o protocolo nedc (new european driving cycle), fui ao google e vi isto http://en.wikipedia.org/wiki/new_european_driving_cycle

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note: the old european driving cycle ece-15 driving cycle lies between the time period 0s to 800s. for the urban drive cycle the ece-15 driving cycle is used, and for urban/sub-urban drive cycle the new european driving cycle (nedc) is used to simulate representative driving conditions.
nota: o antigo ciclo de condução europeia ece-15 em um período de tempo de 0s a 800s. para o ciclo de condução urbana do ciclo de condução ece-15 é maisusado, e para ciclo de condução urbana e sub-urbanas, o new european driving cycle (nedc) é usado para simular representante condições de condução.
the cycle must be performed on a cold vehicle at 20°c (68°f). the cycles may be performed on a flat road, in the absence of wind. however, to improve repeatability, they are generally performed on a roller test bench. this type of bench is equipped with an electrical machine to emulate resistance due to aerodynamic drag and vehicle mass (inertia). for each vehicle configuration, a look-up table is applied: each speed corresponds to a certain value of resistance (reverse torque applied to the drive wheels). this arrangement enables the use of a single physical vehicle to test all vehicle body styles (sedan, hatchback, mpv...) by simply changing the look-up table. a fan is coupled to the roller bench to provide the vehicle air intakes with an airflow matching the current speed. many more tests can be performed during vehicle development with this arrangement than with conventional road tests.
o ciclo deve ser executado com o veículo frio a uma temperatura ambiente de 20 ° c (68 ° f). os ciclos podem ser realizados em uma estrada plana, na ausência de vento. no entanto, para melhorar a repetibilidade, geralmente são realizadas em um banco de ensaio do rolo. este tipo de bancada está equipada com uma máquina eléctrica para emular resistência devido ao arrasto aerodinâmico e massa do veículo (inércia). para cada configuração do veículo, é aplicada uma tabela look-up : cada velocidade corresponde a um determinado valor de resistência (torque reverso aplicado às rodas motrizes). este acordo permite a utilização de um único veículo de teste físico para todos os estilos de corpo de veículo (sedan, hatchback, mpv ...) simplesmente alterando a tabela look-up. um ventilador é acoplado ao banco de rolos para fornecer as entradas de ar de veículo com um fluxo de correspondência a velocidade actual. muitos mais testes podem ser realizados durante o desenvolvimento de veículos com este arranjo do que com os ensaios de estrada convencional.
portanto 41 kms em teste real cumprindo esta norma, parece-me surreal.
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Re: Carta à Deco

Mensagem por serges »

enfim eu tenho uma vectrix e faço esses 41kms de autonomia quando ando de punho enrolado nem sempre respeitando as regras de transito!

enfim cada um sabe de sim, mas desculpem me, eu sendo proprietário de uma vectrix sinto me insultado por tais conclusões... pois agora já dizem que podem dar mais, resposta ao mail mas na revista não são 41kms e pronto... estranho não dizerem o consumo das ci... pelo menos real!

enfim, desculpem me mas burros a zurrar já eu estou farto, se não conhecem informem se não façam a estupidez de colocar erros numa revista tão bem lida e acreditada!

foi o meu desabafo!
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Re: Carta à Deco

Mensagem por jmap »

acabo de receber a seguinte resposta:
exmo senhor josé prates

agradecemos o seu email e passamos a responder ao seu email.

a deco proteste na sua edição nº 314, junho de 2010, apresentou os resultados de um teste comparativo a scooters até 125 cc, dado o objectivo aumento de interesse por parte dos consumidores após a entrada em vigor da nova legislação que permite a sua condução simplesmente com a carta de condução de veículos ligeiros. optamos por segmentar a nossa amostragem em dois grupos claramente tipificados : por uma lado, scooters mais dirigidas a uma condução em ambiente exclusivamente urbano e scooters que tenham a potencialidade de também percorrer distâncias em auto-estrada ou vias rápidas. como é claro, estamos a dividir as scooters em função do principal uso que será suposto ser realizado pelo seu proprietário, mas é natural que ambas as categorias acabem por necessitar de percorrer algum ambiente urbano e/ou vias rápidas.
no chamado grupo das scooters mais preparadas para as vias rápidas, incluimos pela primeira vez, um exemplar eléctrico mas reiteramos que o objectivo primário do artigo é a apresentação dos resultados de um teste a scooters 125 cc (11 kw) e não a scooters eléctricas.

1) a vetrix vx-1, o exemplar eléctrico escolhido para integrar este comparativo, pela sua autonomia, velocidade e fisionomia, pode assumir-se, na nossa opinião, como alternativa a uma scooter gt "convencional". partir do principio de que este modelo não é comparável com nenhum outro é fugir ao confronto que, na realidade, os consumidores fazem quando pretende adquirir uma scooter. por outro lado, os resultados de performance não destoam face à concorrência de combustão , excepção feita à autonomia. ainda assim, como produto que se diferencia dos convencionais (de combustão), mereceu um olhar mais atento e uma caixa autónoma na página 24 da proteste.

2) os "valores ambientais" considerados no cálculo da "qualidade global" têm um peso de 10%, semelhante (e nalguns casos superiores) a muitos outros critérios apresentados. no entanto, o peso atribuido às questões de segurança são as mais relevantes para esse cálculo (20%), como é hábito por parte da deco proteste e na sequência da nossa primordial missão de zelar pela segurança física dos nossos associados.
com aproximadamente uma dezena de critérios em análise, essa repartição parece-nos a mais equilibrada para uma publicação que se pretenda generalista. cada um poderá, ainda assim, fazer a sua própria avaliação em função dos resultados parcelares, razão pela qual disponibilizamos uma tabela comparativa completa. se o sr. josé prates dá prioridade máxima aos aspectos ambientais, então a escolha é efectivamente fácil de fazer.

3) no que diz respeito especificamente à autonomia, os resultados que apresentamos decorrem de programas de teste padronizados por forma a poder comparar, em pé de igualdade, todos os modelos em confrontos. utilizamos o protocolo nedc (new european driving cycle) que apresenta, entre outras características, um conjunto de ciclos de aceleração que se podem considerar como uma condução bem mais próxima da realidade do dia-a-dia dos consumidores. queira notar que o próprio fabricante reconhece que uma condução urbana traduz-se numa autonomia estimada entre 48 a 72 km; conhecendo o habitual optimismo com que os fabricantes colocam nas suas estimativas, não devemos ficar surpreendidos pelos humildes 41 km atingido no nosso teste prático.



não deixamos, contudo, de reconhecer que cada consumidor, pelas suas próprias características de condução, obterá um nível de autonomia perfeitamente personalizado e que poderá diferir quer dos valores apresentados pela deco proteste, quer do próprio fabricante, quer de qualquer outra fonte. no entanto, como ponto de comparação, essa normalização é necessária e acreditamos que o nosso protocolo é o mais realista.

4) no que diz respeito à travagem, só podemos reiterar os resultados apresentados: a vectrix obteve um dos piores resultados, factualmente, pela simples medição das distâncias necessárias para parar o veículo. queira notar que, ainda assim, estamos a considerar uma avaliação final de "médio" na nossa escala. não é uma "nota de indiferença" mas simplesmente o patamar mínimo que a deco proteste considera como aceitável para a segurança dos consumidores.
não podemos deixar de salientar que uma valorização pre-concebida de qualidade de determinadas marcas, sejam travões ou outro produto qualquer, é um mau principio. os testes que realizamos há três décadas, bem como a experiência partilhada a nível mundial com outras organizações, têm demonstrado que não existe uma relação constante entre o preço e a qualidade, e muito menos entre "marca" e qualidade. é precisamente a nossa missão de esclarecimento objectivo e factual através de testes rigorosos e independentes.


5) o cálculo de recuperação do custo de compra foi calculado da mesma forma para todos os modelos em confronto. não há pois lugar a qualquer discriminação positiva ou negativa.

6) a nossa estimativa de 132.000 km's é, como referido em pontos anteriores, o resultado de uma série de hipóteses mais generalistas para retratar, da forma mais fíel possível , o comum dos consumidores. acreditamos que, segundo as suas contas, poderão ser cerca de 80.000 km's mas essas condições podem não estar disponíveis para todos, é precisamente essa a dificuldade. a título de mero exemplo:
- a tarifa bi-horária pode não estar disponível na garagem do condominio onde deixa a sua scooter eléctrica, durante a noite.
- por ter já usufruido da dedução à colecta em outro investimento (isolamento do tecto, por exemplo), não pode beneficar e abater a scooter no seu irs.
- etc.

7) quanto à questão das emissões de co2 e a origem de produção da electricidade, gostariamos de salientar que o facto das emissões serem nulas no consumo não significar que sejam nulas na produção, era uma mensagem importante a transmitir aos leitores.
a produção de energia eléctrica com base em fontes renováveis é extremamente variável, por definição, visto que dependemos das condições meteorológicas. permita-nos chamar a sua atenção para o carácter pouco habitual dos primeiros meses do ano de 2010, onde efectivamente houve excelentes condições de pluviosidade em particular, contrastando com anos anteriores. por exemplo, para o anos de 2009 completo, cerca de 50% da produção foi baseada em combustiveis fosseis "carvão + gaz" (dados da ren 2009). dados de maior exposição temporal são sempre mais robustos pelo que a mensagem de que, de uma forma geral, vamos continuar dependentes dos combustiveis fosseis nos próximos anos é uma verdade, infelizmente, inexorável.

tem toda a razão ao levantar a questão da responsabilidade ambiental de emissão de co2 pelo transporte e produção de combustíveis fósseis (e não só pela queima directa do combustível). mas também se deve aplicar à produção e transporte de tecnologia "verde", que não é assim tão desprezível e certamente maior do que a ideia comum generalizada.
a deco proteste está a investir paulatinamente nesta dimensão dos aspectos ambientais numa lógica de "ciclo de vida" do produto. contamos dar passos significativos, com o nosso habitual rigor e credibilidade, nos próximos tempos.

com estas explicações, esperamos que possa reconsiderar a sua opinião sobre o nosso artigo pois, à semelhança de todos os restantes estudos e testes realizados pela deco proteste, impomos o maior rigor de análise aliado aos melhores programas de teste que permitam refletir as condições reais de uso dos consumidores, sem qualquer pre-disposição ou convicção apriori. reiteramos a nossa posição final de que não se pode vender "verde" a qualquer preço, sem que isso signifique que minimizamos o factor ecológico. não o maximizamos, não o acompanhamos exclusivamente, é verdade.

com os nossos cumprimentos,

serviço de informação
deco/proteste
com a vossa concordância e numa perspectiva pedagógica, direi-lhes que estão profundamente equivocados e que a associação nova energia se disponibiliza a esclarecer o tema e os mitos dos eléctricos.

que acham?
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serges
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Re: Carta à Deco

Mensagem por serges »

por mim...

mas que é para cair em saco roto é... pois nem sequer sabem quantificar o co2 indirecto produzido... podem fazer contas mas...

posso parecer derrotista mas não confio que entre alguma coisa naquelas cabecinhas... por isso digo força, pode ser que consigam algo mais que eu!
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jmal
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Re: Carta à Deco

Mensagem por jmal »

na minha resposta vou dizer isso também, além de os contrariar novamente nalguns pontos.

cumps
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Vectrix VX1 Limited - 8 kwh - 20000 kms

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