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Satisfação com a vida protege contra doenças cardíacas
26 de Julho de 2011

Algumas doenças emocionais, como a depressão e a ansiedade, são consideradas factores de risco para doenças cardíacas. Agora, investigadores britânicos comprovaram que sentir-se satisfeito com a vida ajuda a proteger o coração contra diversos males.

Realizado com oito mil pessoas, com idade média de 49 anos, o estudo consistiu na aplicação de um questionário abrangendo questões sobre sete áreas específicas da vida dos voluntários. O objectivo era medir a satisfação desses em relação a actividades de lazer, padrão de vida, emprego, família, sexo, relacionamentos amorosos e satisfação referente a si (self).

Para cada área, os participantes tinham que atribuir índices de satisfação que variavam de 1 (muito insatisfeito) a 7 (muito satisfeito). Esses índices foram posteriormente combinados para gerar um único, o «índice de satisfação geral com a vida».

Analisando registos médicos, os resultados mostraram que altos níveis de satisfação com a vida reduzem significativamente o risco de doenças cardíacas. Notou-se uma redução de 13% no risco para essas doenças também quando o paciente mostrou-se satisfeito com pelo menos quatro dos itens avaliados (trabalho, família, sexo e self), o que não aconteceu com os outros itens (relacionamentos amorosos, actividades de lazer e padrão de vida).

A redução pode ser observada tanto em homens quanto em mulheres. «Esta pesquisa indica que estar satisfeito com aspectos específicos da vida, em particular com trabalho, família, sexo e self, é um aspecto de saúde positivo associado com uma redução na incidência de doenças do coração, independentemente dos factores de risco tradicionais», afirmam os pesquisadores.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523375
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Contra o Alzheimer, ginástica
26 de julho de 2011

Estudo diz que exercícios reduzem os sintomas neuropsiquiátricos em portadores da doença

A atividade física regular é a nova aliada no tratamento de pessoas com demência, segundo estudo publicado pela revista científica Arquivos de Neuro- Psiquiatria. Os exercícios contribuem para a redução dos sintomas neuropsiquiátricos em portadores de Alzheimer e demência vascular cerebral e atenuam o trabalho dos cuidadores desses pacientes.

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Atividades físicas praticadas por idosos com Alzheimer: efeitos benéficos

Conduzida por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da universidade Estadual de São Paulo (Unesp),a pesquisa selecionou 59 idosos portadores de doenças cognitivas, com idade média de 76 anos. Os pacientes foram divididos em três grupos, segundo "o nível de demência e prática de atividade física, como caminhadas e outros exercícios aeróbicos", conforme explica Gustavo Christofoletti, professor do curso de fisioterapia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e um dos coordenadores do estudo.

Entre os pacientes com o mal de Alzheimer (39% da amostra),os médicos detectaram apatia, comportamento motor aberrante, irritabilidade e delírios entre os sintomas mais frequentes. Os indivíduos classificados com demência vascular (32,2%) tiveram irritabilidade, ansiedade e agitação. Já os idoso definidos com demência mista (28,8%) – portadores de Alzheimer e déficit cognitivo por acidentevascular – os sintomas mais comuns foram ansiedade, agitação e depressão.

"Todos os principais sintomas neuropsiquiátricos que acompanham cada tipo de demência foramreduzidoscomaatividade física", diz Christofoletti. O resultado não surpreendeu Wilson Jacob Filho, professor titulardegeriatriada Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). "Já existem evidências de que a atividade física planejada e programada contribui efetivamente para o sucesso ou benefício do tratamento."

O efeito benéfico da atividade física em pacientes portadores de demência foi descoberto recentemente, segundo Jacob Filho. “Sabíamos como ela funcionava nas doenças do coração, metabolismo, obesidade, mas esse benefício nas funções cerebrais é uma aquisição muito recente."

Clineu de Mello Almada Filho, diretor do Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), diz que a atividade física não cura quadros de demência, mas pode amenizá-los. "O exercício físico libera algumas substâncias, neurotransmissores, hormônios, que deixam o indivíduo mais ativo."

Mais benefícios

O estudo da Unesp e da Unicamp descobriu ainda que pacientes ativos também exigem menos de seus cuidadores.

A conclusão partiu de um questionário respondido pelas 59 pessoas definidas como responsáveis pelos idosos pesquisados.

A atividade física melhora a mobilidade, força muscular, equilíbrio, resistência e capacidade respiratória e muscular dos indivíduos com demência. Esses ganhos que refletem diretamente no
trabalho dos cuidadores.

http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 9990,0.htm
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Rastreio cancro mama acessível a mais 40 mil mulheres no Norte
26 de Julho de 2011

O Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro adquiriu a nona unidade móvel de mamografia, permitindo que o rastreio do cancro da mama chegue a cerca de mais 40 mil mulheres de Porto e Braga.

Em comunicado hoje enviado às redações, o Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) anuncia que «adquiriu um Mamógrafo Digital Direto para equipar com tecnologia de ponta a Consulta de Aferição do Departamento de Rastreio do Cancro da Mama», um investimento de quase 277 mil euros.

«No sentido de proceder ao alargamento progressivo do rastreio a todos os concelhos da área de influência da Administração Regional de Saúde do Norte, o Núcleo Regional do Norte da LPCC adquiriu mais uma unidade móvel de mamografia equipada com tecnologia digital, um investimento de 250 mil euros», acrescenta o mesmo documento.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523503
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Distribuição de medicamentos gratuitos na Paraíba aumenta 383% em seis meses
26 de julho de 2011

Dados do Vigitel apontam que 6,3% da população têm diabetes e 25,4% tem hipertensão

SÃO PAULO - A oferta de medicamentos de diabetes e hipertensão aumentou 383% para os moradores da Paraíba no primeiro semestre deste ano, informou o Ministério da Saúde nesta terça-feira, 26.

Em janeiro 5.669 pessoas retiraram esses tipos de fármacos nas drogarias credenciadas, enquanto que em junho foram 27.358.

Na Paraíba, o número de diabéticos beneficiados era de 1.468, em janeiro, e passou para 6.663, em junho. O crescimento foi de 354%. A distribuição dos medicamentos para a hipertensão que chegava a 4.859 pessoas em janeiro foi ampliada para 24.326 em junho, o que representou um aumento de 401%.

Em todo o País o número de beneficiados era de 853 mil, em janeiro, e chegou a 2,3 milhões, em junho. O aumento foi de 168% nos primeiros seis meses do ano.

A distribuição dos medicamentos faz parte do programa "Saúde Não Tem Preço" que integra as iniciativas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 2010, que considera o diagnóstico médico referido pelo entrevistado, a hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos).

O porcentual de hipertensos é de 25,4% da população adulta, em João Pessoa. Destes, 21,4% são homens e 28,7% são mulheres.

Já o diagnóstico de diabetes é acusado por 6,3% da população adulta. A incidência maior é nas mulheres, com 7%. O diabetes atinge 5,4% dos homens. Em João Pessoa, 4,6% da população possui diabetes. Desse porcentual, 4,7% são do sexo masculino e 4,4% são do sexo feminino, de acordo com o Vigitel.

Receita médica

Para fazer parte do programa, o usuário precisa apresentar receita médica, além de CPF e documento com foto. Mais informações pelo fone do Disque-Saúde (0800-61-1997) e pelo e-mail [email protected].

SÃO PAULO - A oferta de medicamentos de ... 0110,0.htm
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Radiação UV: Portugal está hoje sujeito a um nível muito alto
27 de Julho de 2011

O Funchal está hoje sujeito a um nível de radiação ultravioleta (UV) extremo, enquanto todo o restante território português, com exceção de Ponta Delgada, enfrenta um índice muito alto, segundo o Instituto de Meteorologia (IM).

No nível muito alto, o IM aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, protetor solar e guarda-sol devendo também evitar-se a exposição das crianças ao Sol, conselho que é alargado a toda a população no caso de nível extremo.

A exposição ao sol deve ser evitada sensivelmente entre as 11:00 e as 16:00.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523519
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CV portuguesa já fez 100 operações de cardiologia em Luanda
27 de Julho de 2011

O Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, que desde maio presta serviços médicos e dá formação na área da cardiologia em Angola, já realizou 100 cirurgias em Luanda e poderá expandir-se para outros países, disse hoje um responsável da instituição.

A operação número 100 concretizou-se precisamente esta terça-feira numa clínica da capital angolana com a qual a instituição já tem um acordo.

O Hospital da Cruz Vermelha assinou em novembro de 2010 um acordo por três anos com a Clínica Girassol, em Luanda, e com o Ministério da Saúde de Angola que lhe permite prestar serviços na área de cirurgia em cardiologia e formar pessoal especializado neste campo naquele país africano.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523549
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CV portuguesa inicia internacionalização de serviços
27 de Julho de 2011

O Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa já recebe, mensalmente, cerca de um milhão de euros pelos serviços que presta na área de cardiologia em Angola, sendo este o primeiro passo para a sua internacionalização, disse o presidente da instituição.

O Hospital da Cruz Vermelha assinou um acordo de três anos com a Clínica Girassol, em Luanda, e com o Ministério da Saúde de Angola no sentido de prestar serviços na área de cirurgia em cardiologia e para formar pessoal especializado neste campo.

O acordo com a Clínica Girassol e as autoridades angolanas foi assinado em novembro do ano passado e o início das atividades médicas ocorreu em maio.

“O volume de faturação já anda a rondar um milhão de euros por mês”, disse à Agência Lusa o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Luís Barbosa.

Segundo o responsável, “tem havido vários contactos com Angola e este foi o primeiro que se concretizou no domínio contratual com a chamada Clínica Girassol.”

“Para nós, dá-nos uma grande satisfação e até algum orgulho pelo trabalho que está a realizar-se (em Angola)”, revelou Luís Barbosa, acrescentando que os serviços médicos de cardiologia do hospital são uma referência de excelência.

Para o responsável, o acordo da instituição portuguesa “tem sido para Angola, do ponto de vista humanitário, muito útil, porque a quantidade de pessoas que estamos a operar nesta altura é muito significativa.”

Neste momento, são operadas em Luanda cerca de 40 a 50 pessoas por mês, sobretudo crianças com cardiopatias congénitas, por uma equipa de 12 especialistas do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa.

O presidente da instituição portuguesa disse ainda que a internacionalização dos serviços médicos é um objetivo, “é a essência do espírito” da instituição, e o acordo assinado com Angola é um primeiro passo neste sentido.

“O facto de estarmos a avançar no domínio da cirurgia cardiotorácica em Angola é uma forma de exportação do nosso know how neste domínio, o que é muito prestigiante”, referiu ainda.

Para aquele responsável, a exportação dos serviços médicos do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa é prestigiante também para o país, pois mostra “o seu desenvolvimento, o desenvolvimento das suas universidades e o grau de reconhecimento cada vez maior ao nível internacional.”

Luís Barbosa sublinhou ainda que estes serviços médicos podem ser oferecidos também às pessoas que queiram vir ao país para realizar um tratamento médico.

Em relação a Angola, o presidente revelou que há um outro projeto que a instituição portuguesa tem vindo a acompanhar, o da criação de um novo hospital, para o qual as autoridades angolanas pediram apoio da Cruz Vermelha.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523555
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Ministro da Saúde quer combater despesismo nos hospitais
27 Julho 2011

Combate à fraude nos hospitais é prioridade para o ministro da Saúde, Paulo Macedo, que coloca no topo das prioridades a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS). A entrega de unidades à gestão privada e a “cegueira pelos números” não preocupam o membro do Governo.

Paulo Macedo, que visitava uma Unidade Local de Saúde do Alto-Minho, apontou como centro das suas políticas a “racionalização de custos” no SNS, sem, no entanto, alimentar qualquer obsessão pelos números, que pudessem provocar uma perda de qualidade dos serviços prestados nos hospitais.

“O Sistema Nacional de Saúde não poderá perder o seu caráter de universalidade e a sua qualidade. Será necessário otimizar os recursos existentes nos hospitais, sejam públicos ou privados, e proteger o sistema”, defendeu Paulo Macedo, em Viana do Castelo.

Paralelamente a uma gestão ponderada, o ministro pretende combater a corrupção, para que o SNS “fique protegido”, sem qualquer vulnerabilidade que possa causar prejuízo no presente e, sobretudo, no futuro.

A dívida do SNS atinge os 3 mil milhões de euros e apresenta um défice de 450 milhões, em 2010. No entendimento de Paulo Macedo, “o Governo assume o compromisso de garantir o futuro do Sistema Nacional de Saúde e a sua sustentabilidade”.

No entanto, essa sustentabilidade não deverá ser conseguida através de privatização de unidades de saúde. “A entrega de hospitais a privados não faz parte dos meus planos”, disse o ministro.

Apesar desta preocupação com os custos, Paulo Macedo não adotará uma política “obsessiva” relativamente aos números. O titular da pasta da Saúde não permitirá que o seu passado ligado à banca e ao setor fiscal condicione o seu desempenho, em prejuízo das pessoas e da necessidade de um serviço humano.

Paulo Macedo tem já em agenda uma série de medidas que pretende aplicar ainda em 2011. Desde logo o “emagrecimento da estrutura” do ministério, quer nos serviços, quer nos corpos dirigentes, para redução de custos.

As novas tecnologias serão também um parceiro importante para cortar na fatia da despesa, com a prescrição eletrónica de fármacos e de meios de diagnóstico. Os “mais carenciados” estarão também no topo das preocupações das políticas do ministro.

http://www.ptjornal.com/201107272036/po ... itais.html
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Um terço da população mundial infectada por hepatite
27 de julho de 2011

Embora a maioria dos portadores de hepatite não saiba que tem a doença, eles são capazes de transmiti-la sem saber às outras pessoas

GENEBRA - Cerca de um terço da população global - ou 2 bilhões de pessoas - foi infectada pela hepatite, doença hepática que mata cerca de 1 milhão de vítimas anualmente, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira, 26.

E, embora a maioria dos portadores de hepatite não saiba que tem a doença, eles são capazes de transmiti-la sem saber às outras pessoas e, a qualquer momento da vida, ela pode se desenvolver e matá-los ou incapacitá-los, advertiu a agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Essa é uma doença crônica ao redor do mundo inteiro, mas infelizmente, há uma consciência muito baixa sobre ela, mesmo entre os responsáveis pelas políticas de saúde", disse o especialista em hepatite da OMS Steven Wiersma em uma entrevista coletiva.

A conferência marcou o primeiro Dia Mundial contra a Hepatite, da ONU, proposto pelo organismo para aumentar a consciência sobre a doença viral, amplamente disseminada por água e alimentos contaminados, sangue, sêmen e outro fluidos corporais.

Wiersma disse que a doença - que tem cinco vírus principais - produziu um "peso surpreendente" sobre os sistemas de saúde ao redor do planeta e tem o potencial de causar epidemias, assim como é a principal causa de cirrose e câncer de fígado.

Dos cinco vírus - chamados A, B, C, D e E -, o B é o mais comum e pode ser transmitido pelas mães aos filhos no parto ou na primeira infância, assim como é transmitido por injeções contaminadas ou pelo uso de droga injetável, diz um novo documento da OMS.

O vírus E, transmitido pela água ou por alimentos infectados, é uma causa comum de surtos da doença nos países em desenvolvimento e é registrado cada vez mais em economias desenvolvidas, de acordo com a OMS.

A OMS diz que vacinas eficazes foram desenvolvidas para combater os vírus A e B e também poderão ser usados contra o D. A vacina contra a hepatite E foi desenvolvida, mas ainda não está amplamente disponível. E não há uma vacina eficaz contra o vírus C.

As campanhas de vacinação tiveram um sucesso considerável em vários países. Cerca de 180 dos 193 Estados membros da OMS agora incluem a vacina contra hepatite B nos programas de imunização infantil, informou a agência.

Mas são necessárias mais ações para prevenir ou controlar a doença. É vital garantir às pessoas já infectadas o direito de testar para a doença e receber assistência e tratamento de qualidade sem demora, declarou o documento da OMS.

http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 0556,0.htm
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Novas regras para planos de saúde entram em vigor
27 de julho de 2011

Beneficiários de planos coletivos por adesão poderão mudar de operadora sem precisar cumprir novas carências

Termina hoje o prazo que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deu para as operadoras de saúde se adaptarem às novas regras de portabilidade de carência. A partir de amanhã, beneficiários de planos coletivos por adesão poderão mudar de operadora de saúde sem precisar cumprir novas carências.

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Alckmin. O governador de SP inaugura o Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas

Pelas novas regras, cerca de 5,14 milhões de beneficiários de planos por adesão se tornam aptos a mudar de operadora, segundo dados da ANS. Só do Estado de São Paulo, por exemplo, são 2,38 milhões de pessoas.

Com essa resolução, a ideia da ANS é permitir que ocorra um fluxo maior de clientes entre as operadoras, aumentando a competitividade entre elas.

"As operadoras terão de criar estratégias para fidelizar os clientes. É um incentivo à boa prática de atendimento", diz Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa cerca de 18 milhões de usuários de planos de saúde.

Os clientes de planos coletivos empresariais, que representam cerca de 70% do mercado, e os de contratos anteriores a 1999 continuam sem o benefício.

Novidades. Além de poder mudar de plano sem ter de cumprir novas carências, uma das principais novidades é o direito à portabilidade especial para beneficiários de planos que estão em crise financeira, sob intervenção da ANS. Até então, se essas pessoas quisessem mudar de operadora, teriam de cumprir carências.

"Esse é a nova regra que mais nos preocupa. Se uma operadora fechar, isso poderá abrir uma migração maciça para outros planos e desequilibrar a carteira", avalia Almeida, da Abramge.

Outro avanço importante foi em relação à abrangência geográfica do plano, que deixa de ser empecilho para a migração. Isso quer dizer, por exemplo, que um portador de contrato de abrangência municipal poderá optar por um plano de abrangência estadual ou nacional.

Além disso, o prazo para a mudança de contrato foi ampliado. Segundo a norma anterior, a migração poderia ser feita no mês de aniversário do contrato ou no mês seguinte. Agora, os consumidores terão o mês de aniversário e os três seguintes para mudar.

Para advogados, as novas regras são um avanço, mas ainda são tímidas. "As regras continuam pouco flexíveis. Por exemplo: a pessoa ainda precisa manter dois anos de fidelidade com um plano se quiser mudar com portabilidade. E para quem está insatisfeito, dois anos é muito tempo", diz Julius Conforti.

Juliana Ferreira, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também faz ressalvas às novas regras. "Apesar de aumentar o número de meses possíveis para portabilidade, ainda está restrito a quatro meses por ano. É pouco", avalia.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 0414,0.php
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Informações sobre calorias alteram hábitos alimentares nos EUA
27 de julho de 2011

Após saberem o valor calórico dos alimentos, muitos americanos trocaram seus pratos

WASHINGTON - O pedido para que as cadeias de fast food de Nova York divulgassem as calorias dos alimentos no cardápio leva um a cada seis clientes a notarem as informações e comparem comidas com menos calorias, de acordo com um novo estudo.

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Saber quantas calorias tem um prato fez os americanos repensarem os seus pedidos na hora do almoço

Embora a ingestão de calorias de milhares de pessoas não tenha mudado, clientes do McDonald's, Aun Bon Pain e KFC fizeram modificações significantes nos hábitos alimentares, de acordo com estudo patrocinado pela cidade de Nova York e pela Fundação Robert Wood Johnson.

O relatório, publicado na revista British Medical Journal, é um dos primeiros a mostrar que a lei de 2008 mudou os hábitos de compras dos clientes.

Defensores da lei a encaram como uma forma de ajudar os americanos a perderem peso. Mais de dois terços dos cidadãos americanos estão acima do peso ou são obesos, condições ligadas a problemas de saúde como pressão alta e diabetes.

"Nós achamos que, no geral, estes resultados iniciais são positivos," disse Lynn Silver, diretora do departamento de ciência e política de Nova York e co-autora da pesquisa.

"Estamos otimista, a medida que as informações sobre as calorias se espalham pelo país, e os consumidores se acostumem a usá-las, as redes de fast food serão fortemente incentivadas a oferecerem opções menos calóricas," ela disse.

As cadeias de restaurantes começaram a incluir pratos leves nos cardápios para ajudar os clientes a cortarem o consumo de gordura, açúcar e sódio. O relatório citou exemplos da rede de sanduíches Cosi, que começou a usar maionese de baixa caloria nos molhos, enquanto a rede de cafés Starbucks tornou padrão o uso de leite com pouca gordura. A rede Applebee's também introduziu pratos com menos de 550 calorias no cardápio.

Todas estas mudanças ocorreram depois que a lei nova-iorquina entrou em vigor, informou o estudo. O McDonald's também informou que em breve irá diminuir as porções de fritas do Mc Lanche Feliz e adicionar pedaços de maçã em todas as refeições.

Cortando a gordura

O relatório foi baseado nas informações colhidas durante a hora do almoço em 11 cadeias de restaurante fast food, observando os recibos de mais de 7.300 pessoas nos 12 meses anteriores à lei e de quase 8.500 clientes nove meses depois dela ser implementada.

Nas três principais redes, os clientes reduziram em média o consumo de 44 calorias no McDonald's, 80 no Au Bon Pain e 59 calorias no KFC.

No início do ano, um estudo publicado no International Journal of Obesity informou que a lei nova-iorquina teve pouco efeito na escolha das crianças. Enquanto ambos estudos focam a lei de Nova York, pessoas em todo os Estados Unidos estão atentas aos resultados.

Em 2009, o Centro de Controle e Prevenção de Doença (CCPD) do país estimou que pelo menos 20% dos adultos em todos os estados, com exceção do Colorado, eram obesos. O CCPD também afirmou que o custo médico relacionado à obesidade foram estimados em mais de US$ 147 bilhões em 2008.

http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 0677,0.htm
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SIDA: Mulheres e subqualificados mais vulneráveis no emprego
28 de Julho de 2011

As mulheres e os trabalhadores com menos habilitações literárias são quem mais frequentemente é despedido quando optam por revelar à entidade patronal que são portadores do vírus HIV/SIDA, revela um estudo da Coordenação Nacional para a Infeção HIV/SIDA.

O documento, divulgado terça-feira, é resultado da realização de 1.634 inquéritos a portadores do vírus durante o final de 2009 e meados de 2011. O trabalho resulta de um protocolo de colaboração entre a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/SIDA, o Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).

De acordo com as conclusões do relatório final «Diagnóstico da Infecção VIH/SIDA: representações e efeitos nas condições laborais», a experiência do despedimento em consequência de dar a conhecer à entidade patronal o facto de ser portador do vírus é vivida principalmente pelas mulheres (30 por cento) e pelos menos escolarizados (44,4 por cento).

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523728
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Apenas 30 por cento dos doentes com hepatite em Portugal estão diagnosticados
28.07.2011

Doença silenciosa está a fazer crescer casos de cancro do fígado

Hepatite? Se acha que esta doença é apenas de alcoólicos, toxicodependentes e de pessoas com uma vida sexual promíscua, corre sérios riscos de estar entre os 70 por cento dos 200 mil portugueses que se estima serem portadores destes tipos de vírus sem o saberem.

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Muitos doentes chegam aos hospitais demasiado tarde

A hepatite é traiçoeira. É como um fruto reluzente que não dá quaisquer sinais de estar podre por dentro. É uma doença silenciosa que quando se manifesta é porque - provavelmente - será tarde de mais para o fígado recuperar. A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu, por isso, criar uma data comum para alertar para este problema: hoje assinala-se pela primeira vez a 28 de Julho o Dia Mundial das Hepatites, data de nascimento de Baruch Blumberg, Nobel da Medicina que descobriu o vírus da hepatite B na década de 60 e a respectiva vacina. O PÚBLICO foi ouvir médicos e doentes, sobre os dois tipos de hepatite mais comuns: B e C.

Estimativas da OMS apontam para que existam mais de 350 milhões de pessoas com hepatite B crónica e pelo menos 250 milhões com hepatite C. As zonas mais afectadas são China, Índia, África e Europa de Leste mas, com os movimentos migratórios, são cada vez mais os países que criam bolsas com esta infecção que pode provocar inflamação do fígado e que pode evoluir para fibrose, cirrose e cancro primário do fígado. Portugal é um dos países com média a baixa prevalência - ou seja cerca de 100 mil pessoas têm hepatite B e quase outras tantas hepatite C, sendo que 70 por cento não sabem. Mas a comunidade imigrante já representará mais de 30 mil das infecções. O HIV, a título de exemplo, atinge 20 a 30 mil portugueses.

"O corpo habitua-se"

Norberto é reformado, tem 62 anos, e vive em Lisboa. Há mais de 20 anos, perante algum cansaço e depois de umas análises à sua mulher terem revelado contacto com o vírus da hepatite B, fez análises de rotina que acusaram a doença. "Quando a médica me disse que tinha hepatite B primeiro foi como beber um copo de água. Só quando saí da consulta é que percebi. Parecia que o mundo tinha desabado. Na altura era igual a uma sentença de morte e eu tinha um filho pequeno", contou ao PÚBLICO.

Algum tempo depois foi parar às mãos de Leopoldo Matos, hepatologista e director do Serviço de Gastrenterologia do Hospital Egas Moniz (Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental). Seguiu à risca durante um ano as três injecções semanais que aprendeu a dar a si próprio e resistiu aos efeitos secundários iniciais do tratamento, semelhantes aos de uma gripe forte, que os actuais medicamentos já minimizam.

Mesmo assim, Norberto assevera: " O importante é não desistir e o corpo depois habitua-se. Fui sempre cumpridor com o tratamento e cuidadoso com o álcool que é o nosso inimigo quando temos hepatite. E a verdade é que fiquei curado. Já não tenho sinais do vírus." No caso da hepatite C já há medicamentos que curam muitos casos. Na hepatite B há uma vacina (que faz parte do Plano Nacional de Vacinação) e, para quem está infectado, terapêuticas que ajudam a reduzir a carga viral, dependendo depois do sistema imunitário de cada doente a capacidade de cura.

Sobre o contágio, Norberto pensa que terá sido nos tempos de tropa onde teve um grande acidente. " Ficámos misturados os vivos e os mortos, com sangue por todo o lado e fiquei internado seis meses. Mas quando soube da doença nunca escondi. Não podemos ter preconceito. Quando temos uma doença é quando mais precisamos do apoio dos outros." Mesmo assim prefere dar apenas o primeiro nome.

Os antigos militares são um dos grupos de risco, assim como pessoas com transfusões e cirurgias antes dos anos 90, trocas de seringas e relações sexuais desprotegidas. Mas simples idas à manicure, um cruzar de escovas de dentes ou tratamentos dentários podem ser suficientes pois os vírus resistem várias horas, mesmo quando submetidos a elevadas temperaturas.

Leopoldo Matos confirma que Norberto é um bom exemplo de adesão à terapêutica - um dos principais problemas. "Estamos com um grande problema de diagnóstico tardio. Na maioria dos casos os doentes descobrem por acaso. Na maioria dos casos os doentes descobrem por acaso. Caso contrário chegam-nos à consulta em circunstâncias exuberantes como o drama do carcinoma hepato-celular com todos os custos que isso envolve", disse ao PÚBLICO o especialista durante o congresso da Associação Europeia para o Estudo do Fígado, que decorreu recentemente em Berlim.Uma opinião corroborada por Rui Tato Marinho, do Hospital de Santa Maria (Centro Hospitalar Lisboa Norte), membro da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado e também presente no encontro. Tato Marinho alerta mesmo que "os anos de vida potencialmente perdidos com as doenças de fígado já estão quase iguais aos da doença cardíaca", pelo que seria "importante sensibilizar os médicos de família para incluírem nas análises a ALT" - uma das formas de despistar problemas do fígado.

"Apagar fogo com gasolina"

Também Filipe Calinas, do Hospital dos Capuchos (Centro Hospitalar de Lisboa Central), insiste que "quando um doente é referenciado atempadamente a probabilidade de vir a morrer devido à hepatite é muito reduzida". Quando a conselhos, insiste que “até os indivíduos mais conservadores podem estar infectados”, que se deve “seguir a medicação à risca” e lembra que nas hepatites “álcool é como apagar fogo com gasolina”.

Um conselho que assenta a Tiago Tavares, de 36 anos, que há dois anos descobriu ter hepatite C. "Tive problemas relacionados com álcool e fiquei com alguns problemas de estômago que me levaram ao médico. Nas análises globais que pediram detectaram a hepatite C e já com níveis muito elevados. Estou há um ano a fazer comprimidos e uma injecção por semana. De início custou mas é o melhor para mim. Temos de ser positivos e tenho tentado ajudar outras pessoas a estarem atentas. Quanto a resultados os médicos dizem que o vírus está a desaparecer. Talvez me cure e quase de certeza que se cumprir tudo não morro disto", diz o actual desempregado.

"A estratégia do quadrado da batalha de Aljubarrota é a melhor para as hepatites. São vírus que se replicam com facilidade e depressa e temos de actuar em várias frentes: no sistema imunitário e ao mesmo tempo nas várias fracções do vírus. Mas para isso é preciso que os doentes apareçam. O drama é que são doenças silenciosas e nós somos como máquinas que devíamos ir a revisões periódicas. O problema não é ter a doença. É não se saber que se tem", resume Fátima Serejo, especialista do Hospital de Santa Maria.

http://www.publico.pt/Sociedade/apenas- ... 5086?all=1
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Re: SAUDE

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Brasileiro não abre mão do arroz e feijão, mas alimentação tem baixo teor nutritivo
28 de julho de 2011

Pesquisa do IBGE mostra que 61% da população ultrapassa a recomendação do Ministério da Saúde com relação à ingestão de açúcar

RIO - O brasileiro combina a tradicional dupla feijão e arroz com carne e uma seleção de alimentos de alto índice calórico, mas de baixo teor nutritivo. E ainda abusando do sal e do açúcar. É o que revela a Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil, estudo realizado pela primeira vez pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir de uma subamostra de domicílios da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009).

O alimento mais ingerido no País é o café, que lidera o ranking da média de consumo diário per capita de itens avaliados pelo IBGE. Em média, cada pessoa bebe todos os dias 215,1 ml. O feijão é o segundo da lista, com um consumo diário médio de 182,9 g. A pesquisa mostra que os brasileiros consomem um pouco menos de arroz, cerca de 160,3 gramas, mas recorrem ao alimento com maior frequência em relação ao feijão.

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Para realizar a pesquisa, o IBGE pediu a 34 mil moradores de 13,5 mil domicílios selecionados em todo o País que registrassem o seu consumo diário de alimentos em dois dias não consecutivos. O consumo de arroz foi reportado por 84% dos entrevistados em pelo menos um dos dias avaliados, enquanto o de feijão apareceu em 72,8% das comunicações. Já o consumo de carne bovina foi relatado por 48,7%.

O levantamento também mostrou que, em quantidade, o brasileiro está comendo mais carne do que pão. O consumo médio per capita de carne bovina é de 63,2 gramas por dia, enquanto que o de pão de sal (francês) é de 53,0 gramas. O alto consumo de proteína é um aspecto aparentemente positivo, se não for considerado que é uma média. Há uma parcela da população comendo mais carne do que outras. Curiosamente, o maior consumo de carne não está entre os 25% mais ricos, mas na fração intermediária da população com rendimento per capita entre R$ 571 e R$ 1.089: quase 71 gramas por dia.

O consumo de pão integral, mais saudável do que o francês, é de menos de um grama diário. A pesquisa mostra que os alimentos mais ricos em fibras, nutrientes e livres de elementos como gorduras saturadas têm consumo baixo entre os brasileiros, sobretudo os adolescentes, que preferem sanduíches, biscoitos e pizzas.

O consumo calórico diário médio do brasileiro determinado pela pesquisa é de 2.044 Kcal. Os homens são os que mais ingerem calorias (2.289 Kcal na faixa dos 14 a 18 anos) e colesterol (231,1mg a 282,1mg em todas as faixas etárias). O consumo energético dos idosos é o mais baixo, em ambos os sexos: entre 1.490 kcal e 1.796 kcal/dia. Pouco mais de 40% dos entrevistados reportou comer pelo menos uma vez no dia fora de casa, mas essa fonte de alimentação representa, em média, 16,2% do consumo energético total diário do indivíduo.

Menos de 10% da população atingem as recomendações do Ministério da Saúde de ingerir pelo menos 400 gramas diárias de frutas, verduras e legumes. Apenas 16% dos entrevistados reportaram ter comido salada crua em pelo menos um dos dois dias avaliados.

Já o abuso do açúcar está no cotidiano dos 61% da população que ultrapassam a recomendação de ter nesse item a fonte de no máximo 10% da ingestão calórica total diária. A média brasileira é 14%. Esse limite é ultrapassado pela média de todas as faixas etárias. No caso dos adolescentes de 10 a 13 anos, o açúcar chega a representar 21,3% do consumo calórico total. Por outro lado, são eles os que menos consomem salada crua: 8,8 gramas por dia contra 16,4 gramas dos adultos e 15,4 gramas dos idosos.

Essa alta inadequação do brasileiro em relação ao açúcar pode ser expressa na grande ingestão de refrigerantes e sucos e refrescos em pó. Os brasileiros bebem, em média, 94,7 ml de refrigerantes por dia. Já o consumo diário de sucos e refrescos, outra fonte de açúcar, chega a 145 ml em média. Tendo em vista que o consumo dos dois grupos só foi reportado por 23% e 40% da amostra, respectivamente, a ingestão de quem tem esses produtos no cotidiano é bem maior. Óleos e gorduras aparecem na comunicação de 37,8% da amostra.

O trabalho mostrou ainda que o brasileiro também abusa do sal. A média populacional de ingestão de sódio no Brasil ultrapassa 3.200 mg. O Ministério da Saúde recomenda que esse teor fique em 2.300 mg diários. A causa está no elevado consumo de itens processados, especialmente entre as classes mais altas. Já o consumo de fibras fica abaixo do recomendado, principalmente entre os que reportam consumo de salgados, refrigerantes, biscoitos e pizza.

Essas e outras inadequações alimentares foram detectadas pela pesquisa em todas as regiões do País, o que ajuda a estimar a proporção da população que pode estar prejudicando a saúde alimentando-se fora dos padrões recomendados.

http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 1160,0.htm
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Re: SAUDE

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Perda de memória na velhice pode ser recuperada
28 de Julho de 2011

A perda de memória na velhice pode ser recuperada se atender às necessidades moleculares dos circuitos neurais, segundo especialistas norte-americanos que estudaram a actividade dos neurónios de primatas.

Investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Yale, liderados por Amy Arnsten, avaliaram as respostas de seis macacos jovens, de média idade e velhos, de acordo com as tarefas atribuídas pelos cientistas para medir a memória a curto prazo.

Segundo a publicação dos analistas na última edição da revista Nature, nos macacos de idade avançada faltou o constante disparo de neurónios no córtex pré-frontal (PFC), uma área do cérebro muito importante para o funcionamento da memória.

Essa redução dos níveis de disparo de neurónios pode ser contornada se conseguir situar o PFC num meio ambiente neuroquímico bom como o encontrado nos macacos mais jovens.

Assim, a integridade fisiológica dos neurónios velhos pode ser restabelecida se forem atendidas as necessidades moleculares dos circuitos neurais, segundo os cientistas.

Arnsten lembra que o funcionamento da memória é importante para as tarefas diárias, inclusive para planear coisas com tempo e para a aprendizagem.

No processo de envelhecimento habitual, essas funções diminuem, o que acarreta problemas cognitivos como o esquecimento e a distracção.

Para observar as alterações fisiológicas, Amy Arnsten e os seus colegas gravaram as tarefas atribuídas aos macacos e descobriram que a resposta dos padrões de activação dos neurónios do PFC à apresentação dos sinais não variavam com a idade.

No entanto, o disparo de neurónios durante o período de atraso - o tempo entre a apresentação de um sinal e a resposta - mostrou uma grande redução com a idade.

Contudo, esses neurónios podiam ser parcialmente restabelecidos aos níveis de disparo de jovens adultos quando os analistas bloqueavam dois circuitos neurais específicos nos neurónios do PFC.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... 785&page=1
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Re: SAUDE

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Telemóvel não altera risco de cancro em crianças
28 de Julho de 2011

Crianças e adolescentes que usam telemóveis não estão expostos a um risco maior de desenvolver cancro no cérebro em relação a quem não usa os aparelhos, aponta um estudo realizado com pacientes com idades entre os 7 e 19 anos.

A pesquisa, publicada no Jornal do Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos, diz respeito a receios de que crianças possam ser mais vulneráveis a riscos de saúde em decorrência da radiação electromagnética dos telemóveis.

Como o sistema nervoso das crianças está em desenvolvimento, há temores de que a radiação possa penetrar mais fundo nos seus cérebros.

Mas o estudo, o primeiro a analisar especificamente crianças e o risco de cancro associado a telemóveis, descobriu que pacientes com tumores cerebrais não têm propensão de usar estes equipamentos mais regularmente do que os que não têm cancro.

«Se o uso do telemóvel fosse um factor de risco, seria de se esperar que pacientes com cancro usassem mais o aparelho», disse o professor Martin Roosli, que conduziu o estudo no Instituto Tropical e de Saúde Pública, na Basileia, Suíça.

Parte do financiamento para o estudo veio da Fundação Suíça de Pesquisa sobre Comunicação Móvel, que é em parte apoiada por operadoras móveis da Suíça. As operadoras não foram envolvidas no projecto do estudo ou no recolhimento, análise ou interpretação dos dados, segundo os autores.

Após cerca de 30 anos da introdução comercial dos telemóveis no mundo, cerca de 5 mil milhões de aparelhos estão a uso actualmente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) retomou o interesse sobre possíveis riscos para a saúde causados por dispositivos móveis depois de ter informado em Maio que o uso de um telemóvel pode aumentar o risco de surgimento de certos tipos de tumores no cérebro.

A pesquisa de Roosli, conduzida entre 2004 e 2008 na Noruega, Dinamarca, Suécia e Suíça, avaliou o uso de telemóveis entre 352 pacientes com cancro e 646 participantes de um grupo de controlo.

Cerca de 55 por cento dos pacientes tiveram um uso regular do telemóvel face a uma taxa de 51 por cento entre os integrantes do grupo de controlo, segundo o levantamento, que definiu como utilizador regular aquele que em média faz pelo menos uma chamada por semana.

«O que descobrimos é que não há diferença (significativa) na quantidade de uso», disse Roosli, acrescentando que se houver algum risco, «ele seria realmente muito pequeno».

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523790
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Mais de 50 jovens com intoxicação alimentar na Tocha
28 de Julho de 2011

Mais de 50 crianças e jovens foram hoje assistidas pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), com sintomas de intoxicação alimentar, na praia do Palheirão, Tocha, disse fonte daquele instituto.

O alerta foi dado pelas 23:30 de quarta-feira num acampamento de jovens, tendo sido assistidos, no local, ao longo da madrugada, 23 jovens com idades entre os 10 e 16 anos.

“Apresentavam queixas de vómitos, febre e diarreia, mas não há nenhuma situação de gravidade”, disse à agência Lusa fonte do INEM.

A mesma fonte revelou que ao final da manhã de hoje outras 30 crianças foram assistidas no posto médico avançado do INEM a funcionar no local.

Ainda de acordo com a fonte, os restantes participantes no acampamento – que, no total, alberga cerca de 100 pessoas – vão ser sujeitos a avaliação médica no local, apesar de até ao momento não terem apresentado sintomas.

Depois de assistidas, as vítimas foram transportadas para os hospitais de Aveiro, Figueira da Foz, Universidade de Coimbra e Pediátrico de Coimbra.

Para o local foram enviadas dezenas de viaturas, nomeadamente ambulâncias de várias corporações de bombeiros da região e três viaturas médicas do INEM.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523837
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Rosa Mota e Manuela Machado em acção contra cancro cutâneo
28 de Julho de 2011

A Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo e a Associação dos Amigos do Museu da Chapelaria promovem sábado uma «Caminhada pelo Chapéu» que, contando com as ex-campeãs Rosa Mota e Manuela Machado, alerta para as vantagens do uso desse acessório.

O dermatologista Osvaldo Correia é o secretário-geral da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo e declarou à Lusa: «Os cancros de pele mais frequentes são os carcinomas e, desses, mais de 50 por cento aparecem no couro cabeludo, na face, nas orelhas e no pescoço -- áreas em que os riscos da exposição solar podem diminuir com o uso de um chapéu, sobretudo se esse for de abas largas».

Para esse especialista, S. João da Madeira «é um local simbólico» para cenário da iniciativa de sábado de manhã porque, «historicamente, essa é a localidade portuguesa que mais empresas de chapéus teve até hoje, com tudo o que isso significou ao nível da exportação, e ainda agora há aí um museu que recorda o passado desse acessório».

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523853
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Re: SAUDE

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Hospitais adiam operações "até os doentes morrerem"
29/07/2011

Os gestores do sistema público de saúde do Reino Unido (NHS, sigla em inglês) estão a adiar deliberadamente operações, para poupar nos custos, até um ponto em que os pacientes acabam por morrer ou desistir e pagar do seu próprio bolso as intervenções cirúrgicas em estabelecimentos privados.

A denúncia foi feita pelo Painel de Cooperação e Competição, uma organização não governamental (ONG) que vigia e aconselha o NHS. O estudo deste organismo diz que os serviços de gestão dos hospitais estão a "impor dores e inconveniência" ao obrigar os pacientes a esperarem mais do que o necessário, por vezes até quatro meses, escreve o Daily Telegraph.

A táctica, diz aquela ONG, é apenas uma de muitas que os gestores usam e que "limitam excessivamente" os direitos dos pacientes e a possibilidade de os hospitais competirem entre si na realização das cirurgias, precisamente uma das bases da reforma da saúde que o governo britânico quer levar a cabo. O problema tornou-se mesmo "endémico" em várias áreas de Inglaterra. "Os gestores têm um trabalho difícil no clima financeiro actual, mas os direitos dos pacientes são muitas vezes limitados sem uma razão válida e visível", afirmou o presidente do painel, Lord Carter of Coles.

"É chocante que os serviços de saúde primários estejam a impor tempos de espera mínimos. A sugestão de que se pode poupar dinheiro porque os pacientes saem da lista [de espera] por optarem pelo privado ou por morrerem é uma manipulação caluniosa e cínica das vidas das pessoas que não pode ser tolerada", vincou Katherine Murphy, directora executiva da Associação de Pacientes.

~http://www.dn.pt/inicio/globo/interior ... -+Globo%29
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Re: SAUDE

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Gripe A: vacinas no valor de 9,7 M€ vão ser destruídas
29 de Julho de 2011

A validade das vacinas contra a Gripe A compradas por Portugal em 2009 face à pandemia começa a expirar em Agosto, tendo que ser destruídas. No total são cerca de 9,7 milhões de euros que vão para o lixo, segundo a edição desta sexta-feira do Diário de Notícias.

O Ministério da Saúde comprou dois milhões de doses da vacina à farmacêutica GlaxoSmithKline, mas apenas 700 mil foram usadas.

As restantes 1,3 milhões de doses, no valor aproximado de 9,7 milhões de euros, terão o «lixo» como destino.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523945
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