Artigos relacionados com o ambiente

Para assuntos relacionados com o meio ambiente que não tenham nenhuma relação com energias.
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mauri
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Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros vai receber 20 mil novas árvores
05.09.2011

Cerca de 20 mil carvalhos, sobreiros e pinheiros serão plantados por duas mil pessoas no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, na freguesia de Alcaria, informou a Fundação Floresta Unida.

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A Fundação já plantou 880 mil árvores em Portugal desde 2003

A campanha está agendada para 22 de Outubro e vai decorrer numa área de 20 hectares em Porto de Mós, explicou David Lopes, presidente da Fundação.

As árvores serão mantidas durante 30 anos, uma garantia dada por uma equipa multidisciplinar que realizou em Porto de Mós um estudo sobre a fauna e a flora local dos últimos cem anos e analisou dados como a exposição solar e o tipo de solo. Uma das preocupações “é a plantação de árvores que criem entre cada uma das espécies uma ligação que dificulte ou retarde possíveis incêndios”, adiantou David Lopes.

As árvores serão plantadas por um máximo de 2000 voluntários, por razões de segurança. “A maioria dos voluntários é recrutada entre as empresas patrocinadoras, em ‘regime’ de responsabilidade social, já que tudo o que é lá plantado passa a ser património público”, disse David Lopes.

O investimento em Porto de Mós acontece na sequência da apresentação de uma candidatura para reabilitar uma área que foi destruída pelos incêndios há alguns anos.

A acção insere-se “no maior esforço de reflorestação sustentável a nível mundial”, sublinhou David Lopes, lembrando que a Fundação já plantou 880 mil árvores em Portugal desde 2003. A Floresta Unida é uma organização sem fins lucrativos que desenvolve acções que garantam o desenvolvimento sustentável do património florestal. Tem definidas 42 áreas de actuação em Portugal, mas também tem no currículo campanhas em Espanha, França, Itália e Chile.

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx ... cosfera%29
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Proibida apanha e venda de mexilhões e ameijoa-branca por se encontrarem contaminados
05 | 09 | 2011

A apanha e comercialização de mexilhões, amêijoa-branca e outros bivalves está proibida desde hoje em várias regiões do país por terem sido detectadas substâncias tóxicas naqueles moluscos, de acordo com uma nota oficial.

A interdição é solicitada numa carta do Instituto Nacional de Recursos Biológicos enviada para o diretor-geral da Autoridade Marítima, em que são referidos “resultados positivos” de biotoxinas DSP em análises que são feitas regularmente aos bivalves apanhados para comercialização.

As zonas onde é proibida a apanha de mexilhão situam-se todas a norte da foz de rio Tejo e incluem as faixas litorais entre Caminha e Matosinhos, Ria de Aveiro e litoral entre Peniche e Lisboa.

A ameijoa-branca não pode ser apanhada no litoral de Matosinhos, abrangido pelas Capitanias do Douro e Leixões, enquanto no Estuário do Mondego (Figueira da Foz) a interdição recai sobre a lambujinha.

Na ria de Aveiro a proibição é extensiva a todos os bivalves.

O consumo de molucos contaminados com biotoxinas DSP causa diarreira, vómitos e dores intestinais e surge nas primeiras 24 horas após a ingestão, podendo-se prolongar por três dias, de acordo com o Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR).

A intoxicação nos bivalves é comum entre a primavera e o outono, mas costuma ocorrer com mais frequência nos meses de verão, ainda segundo aquele organismo público.

A nota que decreta a interdição não indica até quando se manterá a proibição de apanhar e comercializar aquelas espécies.

http://www.destakes.com/redir/f1c545591 ... ba2fc8a409
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Plataforma da BP poluiu Golfo do México com cinco milhões de barris de crude
06.09.2011

Cinco milhões de barris de crude foram lançados ao Golfo do México depois da explosão na plataforma petrolífera da BP “Deepwater Horizon”, a 20 de Abril de 2010, revela um estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

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A explosão ocorreu a 20 de Abril de 2010

Uma equipa do Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI) utilizou novas técnicas para determinar que, entre 20 de Abril e 15 de Julho de 2010 – quando o poço danificado foi selado – foi lançado para a água o equivalente a 57 mil barris por dia.

O grupo de investigadores, liderado por Richard Camilli, utilizou uma técnica de medição acústica do fluxo de crude que escapou do poço Macondo, a mais de 1500 metros de profundidade. No final de Maio de 2010, a equipa instalou dois instrumentos de medição acústica num veículo operado remotamente chamado Maxx3 que foi enviado para junto do poço. “Ao utilizar as técnicas acústicas conseguimos recolher uma quantidade tremenda de dados em muito pouco tempo”, comentou Camilli, em comunicado. “Conseguimos ver no interior da coluna de crude que se libertava do poço, antes de se dispersar pela água, e fazer medições das velocidades do fluxo. Com sistemas ópticos apenas vemos o exterior. Isto foi uma espécie de visão de raio-x.” Com a ajuda de modelos informáticos, os investigadores estimaram a velocidade a que o crude saía do poço danificado.

Dos cerca de cinco milhões de barris libertados, 800 mil foram recuperados directamente do poço graças a medidas de contenção.

“Ao longo da última década, as plataformas petrolíferas de profundidade passaram da quase inexistência para representarem hoje cerca de um terço da produção petrolífera do Golfo do México”, comentou Camilli. “A sociedade tem a ganhar quando a indústria, Governo e cientistas trabalham juntos para melhorar as capacidades de intervenção”, acrescentou.

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx ... cosfera%29
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Apicultores queixam-se a tribunal europeu que o seu mel foi contaminado com OGM
07.09.2011

Apicultores da Baviera, Alemanha, queixaram-se ao Tribunal Europeu de Justiça que o seu mel foi contaminado por um campo de milho transgénico vizinho. Ontem, o tribunal decidiu a seu favor, abrindo caminho para o pedido de compensações.

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Manifestação de activistas ontem em Bruxelas

As colmeias situam-se a 500 metros de um campo de ensaio de milho transgénico MON810 da Monsanto e, segundo os apicultores, o mel apresentava vestígios de pólen OGM (organismos geneticamente modificados). Por isso, o mel não pôde ser vendido, razão pela qual os apicultores pedem uma indemnização ao governo da Baviera.

Segundo a decisão do Tribunal de Justiça Europeu, mesmo que não intencionalmente, se o mel tiver vestígios de OGM deve ser rotulado como tal. Esta decisão poderá abrir caminho para o pedido de compensações a empresas de biotecnologia ou aos governos que autorizam os campos de ensaio.

Um porta-voz da União Europeia, citado pelo site Euractiv, comentou que a decisão do tribunal poderá afectar as importações de mel de países como a Argentina, onde as culturas transgénicas estão muito desenvolvidas. Actualmente, a União Europeia produz por ano 200 mil toneladas de mel e precisa importar mais 140 mil toneladas, lembra o jornal “The Guardian”.

A multinacional Monsanto garante que não há razões para preocupações, em relação ao milho MON810, aprovado para cultivo na UE em 1998.

Organizações não governamentais de Ambiente e o partido Os Verdes no Parlamento Europeu já saudaram a decisão do tribunal, considerando-a uma vitória para os apicultores, consumidores e agricultura tradicional. Ontem, activistas da organização Amigos da Terra manifestaram-se à porta da sede da Monsanto, em Bruxelas.

Stefanie Hundsdorfer, da organização Greenpeace, fala em “poluição genética” e lembra que a decisão “salienta que as agriculturas tradicional e a transgénica não podem co-existir. Quando uma cultura OGM é plantada ao ar livre, é impossível conter a contaminação”.

José Bové, eurodeputado francês conhecido pela sua oposição aos transgénicos, vai mais longe. “Os apicultores são impotentes em evitar a contaminação do seu mel com pólen OGM. A única maneira segura é uma moratória total aos OGM na Europa”, disse, citado pelo jornal “The Guardian”.

Por seu lado, Guy Poppy, director do centro para as ciências biológicas da Universidade de Southampton, disse ao mesmo jornal que aquele “mel é tão seguro como qualquer outro. Não há qualquer questão de segurança”.

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Berlim é a cidade europeia com melhor qualidade do ar
07.09.2011

Berlim, seguida de Estocolmo e Copenhaga, é a cidade europeia que mais trabalha para melhorar a qualidade do ar, segundo uma lista divulgada hoje e que avalia o desempenho de 17 urbes. Roma surge em último.

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Berlim deu um bom exemplo em como aumentar a utilização de transportes alternativos

O primeiro lugar desta lista vai para Berlim, um reconhecimento dos seus esforços para reduzir a emissão de partículas poluentes para a atmosfera e para reduzir a utilização dos automóveis. “Berlim deu um bom exemplo de uma estratégia a longo prazo para tirar as pessoas dos seus carros e pô-las nos transportes públicos, em bicicletas ou a caminhar”, escreve uma das entidades responsáveis pela lista, o European Environmental Bureau (EEB).

Estocolmo e Copenhaga seguem-se a Berlim, por terem os melhores incentivos económicos, como taxas para os veículos que entrem nas cidades e medidas relativas ao estacionamento.

No extremo oposto surgem Roma, Milão e Dusseldorf. A meio da lista estão Viena, Zurique, Amesterdão, Lyon, Glasgow, Graz, Paris, Bruxelas, Londres, Madrid e Estugarda.

“A má qualidade do ar é um grave problema na maioria das cidades europeias”, lembra o EEB. Na verdade, nas cidades mais poluídas, a esperança média de vida foi reduzida, em média, em dois anos. Na União Europeia, a poluição do ar custa cerca de 500 mil mortes prematuras todos os anos. Em termos económicos, custa entre 277 e 790 mil milhões de euros por ano.

Esta lista foi elaborada por uma coligação de organizações não governamentais de ambiente, coordenada pelos Amigos da Terra na Alemanha em cooperação com o EEB. As 17 cidades foram escolhidas por serem semelhantes a nível dos problemas de qualidade do ar, níveis de poluição, importância política, dimensão ou porque têm boas práticas. A lista baseou-se em critérios como gestão de trânsito, transportes públicos, informação ao público e medidas técnicas e as cidades foram avaliadas por aquilo que fizeram entre 2005 e 2010.

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Portugal condenado por falhas no tratamento de águas
08.09.2011

O Tribunal de Justiça da União Europeia condenou hoje Portugal ao “pagamento nas despesas” de um processo pelo não cumprimento de obrigações no tratamento e descargas de águas residuais urbanas e industriais em vários pontos do país.

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O Tribunal salientou a falta de um tratamento das águas residuais mais rigoroso em várias localidades

“O Tribunal de Justiça declara que Portugal não cumpriu as obrigações que lhe incumbem por força da Directiva 9/271”, lê-se no acórdão hoje proferido no Luxemburgo e no qual “a República Portuguesa é condenada nas despesas”.

O processo C-220 10 diz respeito a várias situações de incumprimento da directiva 9/271, como a de “identificar como zonas menos sensíveis todas as águas costeiras da ilha da Madeira e da ilha de Porto Santo”. Ainda na região autónoma, Portugal não cumpriu a legislação europeia “ao sujeitar a um tratamento menos rigoroso que o tratamento secundário as águas residuais urbanas provenientes de aglomerações com um equivalente de população superior a 10.000, como as aglomerações do Funchal e de Câmara de Lobos, e descarregadas nas águas costeiras da ilha da Madeira”.

Outra situação identificada pela Comissão Europeia e que deu origem ao processo judicial é a de não ter sido garantida, “relativamente à aglomeração de Quinta do Conde [Sesimbra], a existência de sistemas colectores das águas residuais urbanas”.

A falta de um tratamento das águas residuais “mais rigoroso” do que o secundário foi apontada em “aglomerações de Albufeira, de Armação de Pêra, de Beja, de Chaves, de Viseu, de Barreiro/Moita, de Corroios/Quinta da Bomba, de Quinta do Conde e de Seixal”.

Comentário:
Só peca por tardia!
Por Amandio Luis Piedade Ribeiro - Localidade, País
Há muitos outros locais onde as águas residuais não são devidamente tratadas. No entanto continuamos a pagar taxas para esses serviços. e temos o desprazer de ver os nossos rios contaminados. Falta perguntar onde andam os ambientalistas que só aparecem de vez enquando . muitas vezes as águas contaminadas são enviadas para os rios por incuria de quem tem o dever de manter as instalações em bom funcionamemto e não o faz..


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Google revela que emite 1,5 milhões de toneladas de CO2 por ano
09.09.2011


Pela primeira vez, o Google revelou a sua pegada carbónica. O gigante da Internet emite, por ano, o equivalente a 1,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).


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O total da pegada carbónica tem aumentado, um sinal, diz o Google, do aumento dos utilizadores

Com estes 1,5 milhões de toneladas de CO2, o Google emite anualmente mais do que o Laos, por exemplo. Portugal emitiu o equivalente a 75 milhões de CO2 em 2009, o ano com dados mais recentes.

De acordo com as contas do Google reveladas ontem, no total, um utilizador padrão gera anualmente o equivalente a 1,46 quilos de CO2 ao consumir os seus vários serviços.

Segundo o gigante tecnológico, com sede na Califórnia e que emprega em todo o mundo 29 mil funcionários, os escritórios da empresa aderiram aos painéis solares nos telhados ou a programas de utilização da bicicleta para ajudar a retirar automóveis das estradas. Além disso, o Google tem apostado na eficiência energética e nas energias renováveis, especialmente eólica e solar. Em 2010, o consumo de energia da empresa foi suprido em 19 por cento por renováveis. Este ano, o Google espera atingir os 25 por cento.

Ainda assim, o total da sua pegada carbónica tem continuado a aumentar, um sinal, diz a empresa, do aumento do número de utilizadores.

Na verdade, o aumento da actividade online nos últimos anos tem feito com que a Internet se tenha tornado um significativo consumidor de energia. No ano passado, um relatório da Gartner – uma empresa de consultoria na área da tecnologia – estimou essa pegada em cerca de 300 milhões de toneladas de CO2 por ano.

“Temos visto muita liderança do Google em termos de sustentabilidade, mas não em termos de transparência”, comentou ao "The Guardian" Gary Cook, analista da organização Greenpeace Internacional. “É bom vê-los, finalmente, a apresentar a sua pegada carbónica, para que se possa começar um debate a sério sobre o consumo de energia pelos serviços online”, acrescentou. Mas agora “precisamos de ver outros a fazer o mesmo”, disse Cook.

Comentário:
Deixa-me rir
Por Grunho - A dos Verdes
Programas de utilização da bicicleta para ajudar a retirar automóveis das estradas? Deixa-me rir. O pesadelo dos políticos não são as alterações climáticas, não é a escassez de petróleo, não é o ar irrespirável nem o congestionamento das cidades. É perderem as receitas fiscais e os parceiros das petrolíferas perderem as receitas comerciais dos combustíveis. Por isso, na óptica deles, o ser mais asqueroso à face da terra é o ciclista, porque consegue deslocar-se sem largar dinheiro para todos esses predadores. Em Portugal, políticos e capitalistas criaram uma enorme pressão social para dissuadir o uso da bicicleta como meio transporte diário, cobrindo de vergonha as pessoas que a usam. Se mesmo assim resistirem, então as vias são concebidas de modo a que o ciclista não tenha hipóteses de sobrevivência. Exemplos concretos: quantos percursos seguros conhece você de Loures ou Sintra ao Centro de Lisboa, ou de Valongo ou Gondomar ao centro do Porto? Custava alguma coisa deslocar os rails da Via Norte do Porto ou do IC 19 de Lisboa 1 metro para a esquerda e deixar espaço para uma ciclovia? Abra os olhos, amigo


http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1511117
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EDP lança projecto inovador energia eólica na Póvoa do Varzim

9 de Setembro de 2011

O projecto de energia eólica denominado WindFloat, da EDP, a instalar na Póvoa de Varzim, é apresentado esta manhã numa sessão pública na Câmara Municipal.

A estrutura vai permitir dar um "passo significativo na possível utilização do vasto potencial eólico offshore de Portugal, de forma que sejam cumpridas metas europeias traçadas no sector das energias renováveis", avançou a autarquia em comunicado.

O WindFloat é uma tecnologia semi- submersível, semelhante a uma plataforma petrolífera com três pilares, sendo que num deles é instalada a torre eólica, com uma turbina, informou a mesma fonte. Tem a vantagem de poder ser totalmente montada em terra e, posteriormente, rebocada até ao local onde produzirá energia.

O sistema, desenvolvido em Portugal, será instalado ao largo da Póvoa de Varzim, a cerca de 60 metros de profundidade, e vai estar ligado à rede eléctrica em terra, na freguesia de Aguçadoura.

A EDP Inovação S.A. lidera este projecto, contando com parceiros como a americana Principle Power Inc, o fabricante de turbinas dinamarquês Vestas, a metalomecânica A. Silva Matos S.A., bem como o fundo de capital de risco do Estado Português, InovCapital S.A.

O financiamento para a instalação do WindFloat foi assegurado pelas empresas envolvidas e contou ainda com um subsídio a fundo perdido do Fundo de Apoio à Inovação.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=529991
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Projecto eólico de 20 M€ pode criar oito mil empregos
9 de Setembro de 2011


O projeto de energia eólica «WindFloat», da EDP, um investimento de 20 milhões de euros que vai ser testado na Póvoa de Varzim, poderá permitir a criação de cerca de «oito mil postos de trabalho» em Portugal.

A convicção é do diretor do departamento EDP Inovação que, hoje de manhã, participou numa sessão de esclarecimento para apresentação desta estrutura que está a ser montada na Lisnave, em Setúbal, e que dentro de pouco tempo vai ser submersa ao largo da Póvoa de Varzim.

Além de «mudar a forma como Portugal tira proveito da sua costa marítima», João Gonçalo Maciel acredita que a energia eólica poderá ainda «revitalizar vários setores da economia nacional», como a «construção e a reparação naval», ao criar milhares de postos de trabalho, «valorizando ainda as empresas nacionais e internacionais».

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=530087
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Mobilidade: Pessoas «deviam reaprender» a andar a pé
13 de Setembro de 2011

Os municípios deviam criar condições para que as pessoas possam andar a pé nas cidades, em vez de investirem em interfaces e em sistemas de transportes, defendeu hoje uma especialista em mobilidade.

“Às vezes mais importante do que fazer grandes apostas em interfaces, em grandes sistemas de transportes, em infraestruturas de transportes públicos, que são importantes mas são o terceiro modo de mobilidade da Europa, é preciso pensar no segundo modo que é andar a pé”, disse a engenheira Paula Teles.

A especialista falava à Lusa por ocasião da décima edição da Semana Europeia da Mobilidade, que decorre de 16 a 22 de setembro.

“Nesta semana da mobilidade e numa altura de crise a minha nota é esta: que os municípios aproveitem as infraestruturas que têm, que façam as pequenas obras que sejam necessárias, como tapar alguns buracos, para que os peões comecem a andar a pé: faz muito bem à carteira, à saúde e à qualidade do ambiente urbano de uma cidade que é extremamente poluída”, disse.

Paula Teles defendeu que as pessoas “têm de aprender a andar a pé e estiveram décadas a aprender a não andar a pé. Tudo era feito e desenhado para ninguém andar a pé”.

“O peão tem de voltar a ser a peça mais importante da cidade. Para isto não chega só falar e fazer campanhas de sensibilização. É preciso fazer pequenas obras de regeneração dos passeios, para que o peão possa sobreviver numa cidade que é catastrófica”, sublinhou.

Entre os municípios que têm trabalhado “muito bem” nesta matéria, Paula Teles destacou as cidades de Penafiel, Vilamoura, Portimão e Viseu, sublinhando que esta última é um bom “exemplo vivo do trabalho que se faz com planeamento”.

Para a engenheira, Viseu é uma “cidade fantástica”, com “espaços para tudo: para peões, para carros e com boas zonas verdes”

“Tem a ver simplesmente com o facto de ter sido uma cidade planeada”, destacou.

A especialista lamentou que “muitos municípios aproveitam a Semana da Mobilidade para fazer política, para mostrar que estão a fazer ações e no resto ano não o façam”.

“É necessário que a Semana seja um estímulo, um catalisador de mudança, para que durante o ano se pratique aquilo de tão bom que se tentou evidenciar”, defendeu.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=530647
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Água: Mais de 50% do consumo nacional depende de Espanha
15 de Setembro de 2011

Mais de metade da água "virtual" consumida em Portugal tem origem em Espanha e o setor agrícola tem um "forte peso" na pegada hídrica portuguesa, concluiu um estudo da organização internacional de conservação da natureza WWF.

No seu relatório “Pegada Hídrica em Portugal - Uma análise da pegada de consumo externa” hoje divulgado, a WWF aponta para "o forte peso do setor agrícola, e para a elevada dependência externa, com mais de metade da água virtual consumida em Portugal a ter origem noutros países".

Apesar disso, o país apresenta "um saldo positivo, exportando um volume de água virtual ligeiramente superior àquele que importa".

É proposto que Portugal assuma a pegada hídrica como medida dos impactos da atividade humana na água, e que a integre nos sistemas de planificação e gestão, promova políticas a garantir uma utilização sustentável da água, além de ser aconselhado o condicionamento da ajuda económica externa à avaliação positiva do uso da água nos países recetores.

As empresas devem incorporar a redução da pegada hídrica na estratégia de sustentabilidade e responsabilidade social, e na agricultura, a WWF aponta a modernização dos sistemas de rega e a redução das perdas nas redes de captação e distribuição.

Os portugueses recebem o conselho de utilizar racionalmente a água, de reutilizar, e da instalação de equipamentos mais eficientes, além da redução do consumo de produtos com pegada mais elevada, como a carne.

A WWF detetou a falta de uma iniciativa regional mediterrânica para promover a produção sustentável de azeite, com base na redução da pegada hídrica e dos impactos ambientais dos olivais, tendo Portugal e Espanha "condições privilegiadas para assumir em conjunto as suas responsabilidades internacionais de redução da pegada hídrica".

A associação realça o elevado peso do algodão, dos produtos pecuários e da soja na contabilização do consumo de água, sendo os que mais contribuem para a pegada hídrica portuguesa, devido ao volume total de água importada, incluindo a "integrada" nos produtos ou no processo produtivo.

Ao contrário, as produções de uva e de azeitona, principalmente para transformação em vinho e azeite, são "das poucas" que apresentam um excedente na balança de água virtual.

Para o conjunto dos produtos resultantes da atividade pecuária, "o comércio de água virtual de Portugal está fortemente concentrado em Espanha, com 61 por cento do total de importações, e 56 por cento das exportações", segundo as conclusões do estudo.

A produção bovina "é claramente aquela de que Portugal mais depende, sendo também a mais poluidora e que mais água consome: para produzir um quilo de carne de vaca são em média necessários 3.682 litros de água".

Já a produção de azeitona para azeite "é uma das poucas" cujo comércio externo representa um 'superavit' de água virtual para Portugal, e as importações concentram-se em Espanha, sobretudo azeitona a granel depois é associada à produção nacional, exportada para países como Brasil e EUA.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=530978
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Grécia anuncia investimento de mil milhões em energia solar
14 de Setembro de 2011

A Grécia anunciou que vai avançar com um investimento de mil milhões de euros em três projetos fotovoltaicos solares para ajudar a revitalizar a sua economia, refere a AP.

De entre os três projetos programados, está uma fábrica de 200 'megawatts' desenvolvida pela Public Power Corp, a maior produtora de eletricidade do país, disse à AP Aristomenis Syngros, responsável pela agência de investimento grega, criada para acelerar os projetos considerados importantes para a economia grega.

O programa visa a estimular o crescimento da economia, numa altura em que a previsão aponta para uma recessão de 5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=530917
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ONU revela que investimento em energias “limpas” atingiu os 243 mil milhões de dólares em 2010
15.09.2011

O ano passado foi um ano recorde para as energias limpas, dado que o investimento mundial atingiu um nível “histórico” de 243 mil milhões de dólares (cerca de 177 mil milhões de euros), informou a ONU.

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O investimento mundial no sector da energia limpa cresceu 30 por cento

Estes valores foram avançados ontem pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento (Pnud), no lançamento de um guia para ajudar os países mais pobres a aproveitar os financiamentos climáticos, seja de fundos ou de doadores. “Estamos a dar aos Governos uma receita de como aceder a mais financiamento e como melhorar a gestão das actividades para minimizar os efeitos das alterações climáticas”, explicou em comunicado Olav Kjorven, do Pnud, referindo-se ao guia “Blending Climate Finance through National Climate Funds”.

Actualmente, mais de 50 fundos internacionais, 45 mercados de carbono disponibilizam milhões de dólares às acções climáticas a nível nacional. Ester 2009 e 2010, o investimento mundial no sector da energia “limpa” cresceu 30 por cento, atingindo o nível recorde de 243 mil milhões de dólares (cerca de 177 mil milhões de euros).

A União Europeia, Japão e Estados Unidos já fornecem cerca de 30 mil milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros) todos os anos para ajudar os países em desenvolvimento a combater os efeitos das alterações climáticas.

Cassie Flynn, principal autora do relatório, considera que os investimentos mundiais nas energias “limpas” atingiram níveis “históricos”. “Penso que iremos ver numerosos fundos a ser criados, dentro dos próximos anos, para ajudar os mais pobres a investir em energias limpas”, comentou. “Este é o melhor meio de obter e distribuir os recursos”.

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Re: Artigos relacionados com o ambiente

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Ecologistas ibéricos manifestam-se pelo encerramento de central nuclear de Almaraz
17.09.2011

Esta manhã, ecologistas ibéricos reúnem-se em Almaraz para pedir o encerramento da central nuclear, localizada na província espanhola de Cáceres, junto ao rio Tejo e a cem quilómetros da fronteira com Portugal.

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As associações salientam os perigos da energia nuclear

A Quercus, que também estará presente na manifestação, que começa às 11h00 (hora de Portugal) denuncia “situações em que já foram medidos níveis de radioactividade superiores ao permitido”, segundo um comunicado.

“Portugal pode vir a ser afectado, caso ocorra um acidente grave, quer por contaminação das águas, uma vez que a central se situa numa albufeira afluente do rio Tejo, quer por contaminação atmosférica, pela grande proximidade geográfica”, explica a Associação Nacional de Conservação da Natureza.

O Partido Ecologista “Os Verdes”, que também estará presente, manifesta-se por causa dos perigos do nuclear, pela proximidade da central espanhola, “pela utilização que faz das águas do Tejo e porque sempre apresentou problemas de funcionamento que são, na maioria dos casos, omitidos”, escreve em comunicado.

A central nuclear de Almaraz está em funcionamento desde o início dos anos 80 e deveria ter encerrado em Junho de 2010. No entanto, o Governo espanhol decidiu prolongar a sua actividade por mais dez anos. “A Quercus manifesta grande preocupação com este prolongamento do prazo de funcionamento da central” e “exige que o Governo espanhol cumpra as suas promessas de abandono gradual da energia nuclear e tome a decisão de encerrar esta central a curto prazo”, conclui.

A manifestação começará na Plaza Nueva, em Almaraz, e depois prossegue a pé até ao complexo nuclear. A iniciativa conta com a participação de movimentos e organizações como a Quercus, Fapas, Liga para a Protecção da Natureza (LPN), o Partido Ecologista “Os Verdes”, a Plataforma Antinuclear Cerrar Almaraz, Plataforma Refinería No, Plataforma Cementerio Nuclear No, Ecologistas en Acción Extremadura e ADENEX.

Em Espanha existem seis centrais nucleares em funcionamento, num total de oito reactores (as centrais de Almaraz e Ascó têm dois reactores cada), segundo o Conselho espanhol de Segurança Nuclear. Uma central, José Cabrera, já foi definitivamente encerrada. Estas centrais produzem cerca de 20% da electricidade consumida no país.

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Siemens anuncia a sua retirada da indústria nuclear
18.09.2011

O gigante alemão Siemens anunciou que vai abandonar, definitivamente, a indústria nuclear, segundo as palavras do seu director-executivo, Peter Loescher, à Der Spiegel.

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A Siemens quer tornar-se um grupo pioneiro das energias verdes

“Para nós, este é um capítulo que foi fechado”, garantiu Loescher, anunciando que a empresa vai deixar de construir centrais nucleares.

Esta decisão é uma resposta “à posição da sociedade alemã e aos decisores que decretaram o fim do nuclear” no país e ainda ao acidente nuclear de Fukushima, no Japão, em Março, explicou o responsável à revista. “Isso mudou as coisas para nós na Siemens”, admitiu.

“No futuro vamos continuar a fornecer peças convencionais, como as turbinas. Isso significa que nos vamos concentrar em tecnologias que não sirvam só para o nuclear mas que também sejam necessárias em centrais a gás ou a carvão”, precisou.

Loescher enterra, definitivamente, o projecto de parceria com o grupo russo Rosatom, na área do nuclear, que tinha sido anunciado em Março de 2009. Tal projecto “não se vai concretizar”. Loescher explicou que “os dois grupos continuam interessados numa parceria, mas num outro domínio”.

No final de Março, o Governo alemão decidiu parar imediatamente os reactores nucleares mais antigos do país, condenando os restantes a funcionar apenas até 2022. A Siemens pretende beneficiar desta nova política do Governo alemão, enquanto fornecedor de turbinas para o gás natural e materiais para a energia eólica e solar. O seu objectivo é transformar-se num grupo pioneiro das energias “verdes”.

Comentário:
Siemens
Por Paulo José - Cacém
Quando uma empresa como a Siemens deixa de investir numa determinada linha de equipamentos é também porque já estudou o mercado e sentiu que não vai existir nos próximos anos procura desses equipamentos, nomeadamente, depois do acontecido no Japão. Quanto ao comentário atrás que classifica a energia nuclear como limpa esquece que ela é limpa...enquanto não há problemas. O risco é demasiado elevado para ser tomado em conta. O caminho não será por aí. Há novas fontes de energia a explorar como o hidrogénio, etc., que seria preferível serem estudadas e testadas em grande escala. Quando empresa como estas se dedicarem ao assunto, essas fontes vão deixar de ser hipóteses para se tornarem certezas.


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China: Protesto contra fábrica de painéis solares
18 de Setembro de 2011

Mais de 500 habitantes da cidade de Haining, na província de Zhejiang, concentraram-se frente à empresa Zhejiang Jinko Solar para protestar contra a alegada poluição produzida pela fábrica de painéis solares, informaram as autoridades.

Os protestos decorreram na quinta-feira, tendo alguns protestantes invadido a empresa e causado estragos em oito veículos da companhia e quatro veículos da polícia.

O governo disse que pediu à fábrica para suspender a produção, e que os líderes locais vão reunir em breve com os representantes da localidade.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=531535
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EUA: Renováveis são fonte que mais cresce até 2035
20 de Setembro de 2011

Nos próximos 25 anos, as fontes de energia renováveis são as que mais vão crescer, mas as fósseis vão continuar a dominar o consumo energético, de acordo com um relatório anual do Departamento de Energia dos Estados Unidos.

No que se refere às emissões de dióxido de carbono, o relatório estima um crescimento de 43 por cento das emissões, sendo que se prevê que a maioria ocorra nos países em desenvolvimento, sobretudo na Ásia.

«O consumo de energia renovável vai crescer a uma taxa de 2,8 por cento ao ano e a quota das renováveis no consumo total de energia vai aumentar dos dez por cento em 2008 para os 15 por cento em 2035», refere o Departamento Norte-Americano da Energia, no 'International Energy Outlook 2011', publicado segunda-feira.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=531869
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«Dia sem Carros» não alcançou resultados esperados
21 de Setembro de 2011

Dez anos depois de ter sido criado, o famoso “Dia sem Carros”, que se integra na Semana da Mobilidade, não está a ter os resultados esperados e o automóvel continua a fazer parte da rotina dos portugueses.

Na zona central do centro histórico de Évora, classificado como Património Mundial, a utilização do automóvel "continua atualmente a ser a regra", apesar de a cidade aderir todos os anos à campanha do Dia Europeu Sem Carros, a 22 de setembro.

A opinião foi transmitida à agência Lusa pelo presidente do Grupo Pro-Évora, Celestino David, uma associação de defesa do património da cidade, que faz um balanço negativo sobre os resultados concretos da iniciativa na circulação na zona da acrópole de Évora.

"A utilização do automóvel continua hoje a ser a regra e em muitos casos mal, em particular na zona central do centro histórico, onde estava previsto ser vedado gradualmente o trânsito", disse.

Da campanha europeia, lançada há cerca de uma década, Celestino David considera que em Évora "fica muito pouco", depois de a iniciativa ter caído na rotina e ser hoje "um dia igual aos outros".

O presidente do Grupo Pro-Évora reconhece, contudo, que, quando foi lançado, o Dia Europeu Sem Carros registou "alguma projeção e bastante adesão popular".

Também o arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles desvalorizou a iniciativa “Dia Sem Carros”, considerando que “não serve para nada”.

“É uma iniciativa com muito boa vontade, mas que não vai ao fundo das questões, não resolve os problemas, não serve para nada”, disse o arquiteto paisagista.

Para Gonçalo Ribeiro Telles, “o problema da mobilidade é uma consequência da organização do território e do ordenamento do território” e a sua resolução depende da “vontade política, da ação política e da intervenção”.

Quanto à própria Semana da Mobilidade, que este ano está a registar pouca adesão por parte dos municípios, a docente universitária Ana Bastos admite que a causa são as atuais dificuldades económicas do país.

Em declarações à agência Lusa, esta investigadora do Laboratório de Urbanismo, Transportes e Vias de Comunicação, do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra, realçou que o “pico da adesão” à iniciativa, em Portugal, verificou-se em 2007, com 83 candidaturas.

Este ano, dos 308 municípios portugueses, apenas 61 participam na Semana Europeia da Mobilidade, o que traduz uma adesão de 20 por cento.

“Esta menor adesão será claramente fruto da conjuntura económica”, disse Ana Bastos, ao ressalvar que “há um esforço positivo” da generalidade das autarquias no sentido de melhorar a qualidade ambiental das áreas urbanas, apostando nos transportes públicos.

A especialista salientou que, apesar das atuais restrições económico-financeiras, o nível de adesão à Semana da Mobilidade não sofreu alterações significativas desde 2007.

Em 2008, foram 69 as autarquias envolvidas, número que subiu para 75 no ano seguinte, descendo para 66 em 2010.

“Não se trata de uma moda. Há hoje uma maior sensibilidade dos cidadãos e dos autarcas para a necessidade de contribuir de forma significativa para a alteração modal”, que passa por um aumento da procura dos transportes coletivos, concluiu.

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China quer mais cooperação com EUA nas renováveis
22 de Setembro de 2011

O vice-premeiro-ministro chinês Li Keqiang, pediu hoje ao Secretário norte-americano da Energia, Steven Chu, uma maior troca de ideias para aumentar a cooperação energética entre os dois países, principalmente no setor das renováveis.

Steven Chu, de origem chinesa, afirmou numa reunião que manteve com Li Keqing em Pequim que os Estados Unidos concedem grande importância à cooperação energética com a China e que o setor será impulsionado aos vários níveis, desde o governamental ao empresarial.

Já Li Keqiang, apontado como um forte «candidato» a líder do governo chinês, destacou, por sua vez, que a cooperação no setor não só aprofundará as relações bilaterais como ajudará ao crescimento global e do mercado energético.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=532307
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Estudo alerta para doença mortal que afecta aves selvagens da Europa
22.09.2011

Cada vez mais espécies de aves selvagens estão a ser afectadas por uma doença mortal que, segundo um estudo britânico publicado na revista “Ecohealth”, se está a espalhar pela Europa.

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A doença pode ser tratada nos centros de recuperação de aves

A doença, chamada Tricomoníase, é causada por um parasita (Trichomonas gallinae) que existe nos pombos sem os afectar. Segundo Becki Lawson, veterinário de espécies selvagens na Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, sigla em inglês) e o principal autor do estudo, desde que a doença foi detectada no Reino Unido, em 2005, as populações de verdilhões diminuíram até 35% e as de tentilhões 7%. O estudo revela que a doença já chegou à Finlândia, Noruega e Suécia.

“A tricomoníase está a apresentar-se como uma grave ameaça para estas aves. Por isso é muito importante que veterinários e ornitólogos colaborem para determinar por onde a doença se está a espalhar e qual o seu impacto nas populações de aves da Europa”, disse Lawson, citado hoje pela BBC online.

Ricardo Brandão, médico veterinário do CERVAS (Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens) em Gouveia, conhece a doença. “Neste centro já deram entrada algumas aves com tricomoníase, como açores, gaviões e um peneireiro”; em outros centros já soube de casos com águias-reais e águias-de-Bonelli, por exemplo.

A doença afecta o trato digestivo superior das aves, através da acumulação de uma massa no papo que impede a passagem do alimento. Os animais mais afectados são as crias e os juvenis, cujo sistema imunitário está menos desenvolvido. “As aves não conseguem comer e acabam por morrer”.

Mas “nos centros de recuperação, não é muito complicado tratar estes animais. Removemos a massa e fazemos medicação, que se revela muito eficaz”. Ainda assim, “morrem muitos animais nos campos”.

Até ao momento, esta doença era mais conhecida nas aves de rapina, especialmente as que se alimentam de pombos. “Agora começa a ocorrer em passeriformes, ao contrário do que se conhecia. O que pode estar a acontecer é que as estirpes se estão a tornar mais virulentas, com o tempo”.


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